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Cultura

Número de detentos envolvidos em projetos de alfabetização cresce quase 90% em Minas Gerais, incluindo cidades do Sul de Minas como Três Corações, Guaranésia e Guaxupé

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Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), por meio da Diretoria de Ensino e Profissionalização, encerrou o primeiro semestre deste ano com uma excelente notícia: foram 1.140 detentos, em média, matriculados mensalmente nos anos iniciais do Ensino Fundamental e outros 145, em média, envolvidos em projetos de alfabetização. Os números representam, respectivamente, aumentos de 20,75% e 89,39% em relação ao mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre de 2022, 944 presos estiveram presentes mensalmente nos anos iniciais do Ensino Fundamental e 77 nos projetos de alfabetização.  

“A alfabetização de pessoas em situação de privação de liberdade promove o despertar de autonomia para trilhar caminhos antes não potencializados em sua trajetória pregressa. Essa chave é o ponto de mudança para a construção de um novo repertório de vida”, avalia a coordenadora de Ensino e Profissionalização do Depen-MG, Miriam Célia dos Santos.  

A alfabetização é um dos eixos que norteiam os anos iniciais do Ensino Fundamental e ocorre do 1º ao 5º ano. Presente em 140 unidades prisionais e Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs), a educação básica, que contempla não apenas os primeiros anos, como todo o Ensino Fundamental e Ensino Médio, é oferecida pelas escolas da rede estadual de ensino por meio de um termo de cooperação técnica entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Secretaria de Estado de Educação (SEE). Algumas unidades também oferecem aulas por meio de parcerias com as escolas municipais de ensino.  

Já os projetos de alfabetização são executados por meio de parcerias com instituições públicas, privadas ou voluntários. Atualmente, ocorrem em oito unidades prisionais e APACs. Os projetos são elaborados e implementados por iniciativa dos atores locais e a Diretoria de Ensino e Profissionalização atua na orientação para estruturação da proposta de acordo com o perfil de cada unidade. O Presídio de São Joaquim de Bicas I, por exemplo, executa o projeto Letras Libertas em parceria com a prefeitura municipal e conta com a cessão de uma professora para a alfabetização dos alunos. Atualmente, 17 detentos participam do projeto.  

Para além da educação básica, há ainda a oferta de educação profissional, ensino superior e atividades de educação não formal, entre elas a remição pela leitura e atividades socioculturais, artísticas e esportivas.

Ferramenta de transformação

Na 6ª Região Integrada de Segurança Pública, a Penitenciária de Três Corações conta com 186 custodiados estudando atualmente, sendo 23 nos anos iniciais do Ensino Fundamental, 95 nos anos finais e 68 no Ensino Médio. Por outro lado, o Presídio Doutor Nelson Pires, em Oliveira, se destaca pelos cursos profissionalizantes. Nos últimos meses foram oferecidos cursos de eletricista e de pedreiro de alvenaria. Em breve, a unidade contará ainda com o curso de agricultor de hortaliças. Nesta terça-feira (12/9), teve início o curso básico de Eletrônica Predial, que permitirá aos detentos a remição de pena, além de certificação. A ação é fruto de parceria com o Instituto Federal do Sul de Minas Gerais. 

No Sudoeste do estado, o Presídio de Guaranésia/Guaxupé é o segundo endereço da Escola Estadual Geraldo Ribeiro Dias. Lá, funciona o Ensino Fundamental 01 e 02. Os trabalhos com os presos são desenvolvidos nas áreas de matemática, história, geografia, artes, inglês e língua portuguesa. “Em inglês, por exemplo, foi confeccionada maquete de uma casa usando materiais recicláveis com o intuito de estudar o vocabulário. Fruto dos trabalhos realizados, em 2022 tivemos 37 presos que obtiveram notas satisfatórias para certificação nos Ensinos Fundamental e Médio”, conta Acácio Donizete, diretor adjunto da unidade. “Por meio da educação é possível expandir a mente, adquirir novos conhecimentos, desenvolver o senso crítico e a criatividade e, consequentemente, trazer novas potencialidades que, se utilizadas da forma adequada, possibilitam a emancipação social, independência financeira e realização profissional e pessoal”. 

A diretora de Ensino e Profissionalização do Depen-MG, Maristela Pessoa, destaca a importância do trabalho em equipe realizado e do alinhamento entre todos os envolvidos em prol de um propósito basilar de ter a educação, em todos os níveis e modalidades, como ferramenta de transformação. “O resultado expressivo dos indicadores educacionais nada mais é do que a consequência de um trabalho contínuo e inovador”, finaliza. 

Sejusp – Divulgação
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Cultura

VIAGEM DE ELÓI MENDES À APARECIDA

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Eis que aponta no fim da rua o farol,
4 horas da manhã, estrelas no céu,
Do único veículo naquele momento,
Era o tão esperado carro de aluguel.


Bom dia, bom dia, malas no bagageiro,
O dia será longo, 12 horas de viagem,
E não esqueçam essa sacola amarela,
Não pode faltar nada nessa bagagem.


Varginha ficamos a esperar o trem,
Que demorou um pouco a chegar,
Desci e encostei o ouvido na linha,
Me disseram que dava pra escutar.


Já dentro do trem e acomodado,
Virei o banco da frente para trás,
Para ficar mais bem instalado,
Sempre olhando para meus pais.


Começou o “fuk, fuk” da locomotiva,
E o “piuí” da famosa Maria Fumaça,
Agora vamos contando as estações,
De cada cidade por onde ela passa.


Flora, Três Corações e São Tomé,
Conceição do Rio Verde, Soledade,
Aí o sol já estava alto e quente,
Minha fome já virou ansiedade.


O chefe já passou com seu boné,
Picotando as nossas passagens,
Deu boas vindas para a família,
Nos desejando uma boa viagem.


Então eu perguntei pela matula,
A barriga já começava a roncar,
Mãe me deu pastel de mandioca,
Aí matei quem queria me matar.


Que horas vamos chegar no túnel?
Eu perguntava quase toda hora,
“Após Passa Quatro e Pé do Morro,
Estamos bem perto, não demora”.


“Fechem os vidros” avisa o chefe,
O túnel, era uma grande façanha,
Divisa entre Minas e São Paulo,
Passando por baixo da montanha.


Em Cruzeiro fim do primeiro trecho,
Descemos da Rede Mineira de Viação,
Esperamos o Comboio Rio/São Paulo,
Um novo Trem de Aço de alto padrão.


Cruzeiro a Aparecida uma horinha,
As 16h desembarcamos na estação,
Os “cata clientes” nos abordavam,
Mas meu pai, não era bobo não.


Já tínhamos nosso destino certo,
Era o Hotel Brasil já acostumado,
Onde Seu Alfredo era o gerente,
Já estava tudo bem combinado.


Após instalados, as novidades,
Muitas lojas com quinquilharias,
As vitrines cheias de santinhos,
Ali bem em frente à hospedaria.


Os fotógrafos “lambe-lambes”,
Mil novidades eram exibidas,
Televisão eu nunca tinha visto,
Vendo pela primeira vez na vida.


Depois fomos até à Igreja Velha,
A nova ainda não era construída,
Assistir à nossa primeira missa,
Agradecer à Senhora Aparecida.


As luzes para mim estranhas,
Com uma claridade diferente,
Uma forte iluminação branca,
As tais lâmpadas fluorescentes.


Já mais à noite, fomos ao parque,
Vimos uma coisa muito esquisita,
Mulher que tinha corpo de aranha,
Mas com uma feição muito bonita.


Visitamos a Conga, mulher Gorila,
Que me deixou muito assustado,
Quando no fim da transformação,
Escapou e veio para o meu lado.


Dia seguinte outra aventura,
Fomos de bonde até Guará,
Visitamos a gruta de Lourdes,
Onde o povo ia também rezar.


Retornamos no terceiro dia,
Eu já estava mesmo cansado,
Levando algumas recordações,
E despertadores encomendados

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Cultura

BAIRROS DO MUNICÍPIO DE ELÓI MENDES

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Situada no topo de uma colina,
Lá está minha pequena cidade,
ELÓI MENDES terra querida,
Sempre me deu muita felicidade.


Seu território urbano é simples,
Mas a zona rural é interessante,
Subdividida por muitos bairros,
Com nomes muito intrigantes.


Os nomes estranhos dos bairros,
Sempre me chamaram a atenção,
Tem alguns que eu até entendia,
Outros, mesmo com esforço, não.


Tem um local chamado ONÇA,
Não posso imaginar o por quê,
Havia lá umas onças pintadas?
Alguém pode me esclarecer?


BUENOS, PINTOS e PEREIRAS,
Eu posso imaginar os fatores,
Devem ter sido nomes dados,
Por seus primeiros moradores.


ÓLEOS, JARACATIÁ e PEROBAS,
São outros fáceis de entender,
Nomes de madeiras e plantas,
Que naqueles locais devem ter.


Também AÇUDE e CERÂMICA,
Muito fácil de ser explicado,
Coisas feitas pelos homens,
Que ali estavam instalados.


BARRA, bairro muito popular,
Ricos fazendeiros habitam ali,
Gente que gosta de trabalhar,
Junção dos rios Verde e Sapucaí.


SALTO é um bairro pequeno,
E me trás muitas lembranças,
Ali nadávamos e pescávamos,
Nos bons tempos de criança.


Deve o nome a uma cachoeira,
Que no passado ali existiu,
Depois um dia desapareceu,
Com o represamento do rio.


Com a advinda da represa,
A cachoeira foi eliminada,
Perdeu a sua exuberância,
E deixou de ser visitada.


Em alguns períodos de seca,
Ela, às vezes vem se mostrar,
Mas a chuva enche a represa,
Ela some e demora a voltar.


MORCEGO, não encontrei nada,
Mas é uma região muito querida,
Onde a vida toda frequentei,
Lá onde minha mãe foi nascida.


Nunca vi nenhum bicho por lá,
O povo de lá não é preguiçoso,
Não tem nada que justifique,
Esse codinome tão horroroso.


SERRINHA o próprio nome diz,
Formação geológica da terra,
Com muitas pedras irregulares,
Vulgarmente chamada de serra.


Alguns nomes que descobri,
Tem influência de Portugal,
MALHADA e MALHADINHA,
Minha saudosa terra natal.


Produzem vinhos e azeites,
São lugares interessantes,
Influenciaram minha terra,
Tão longínqua, tão distante.


E para minha grande surpresa,
No rótulo do vinho MALHADINHA,
Adivinhem o que eu encontrei?
O desenho de uma vaquinha.


Nasci me criei na MALHADA,
Vivi dez anos de minha vida,
MALHADA soa como música,
Por mim, jamais esquecida.


MOMBUCA palavra Tupi Guarani,
Significa tipo de abelha ou raça,
Elas não armazenam mel em favos,
Elas colocam em pequenas cabaças.


AQUENTA SOL também de Portugal,
Encontrei nos sonetos de Camões,
O Calor do Sol que a cada um cabe,
É o significado dessas expressões.


TRIUNFO a fazenda do Barão,
Até hoje ostenta o belo nome,
Lugar marcante do município,
Por ter sido do grande homem.


Antes o nome era escrito com PH,
E ainda hoje é muito respeitado,
Tamanho e peso do belo nome,
E de quem por ele fora batizado,
Significa sucesso ou grande êxito,
Tem tudo a ver com o venerado,
Que sempre foi um bom político,
E após, como Barão condecorado.


POCINHO é um bairro novo,
Fica bem pertinho da cidade,
Deve ter sido um temporal,
Que nomeou tal localidade.
SÃO DOMINGOS outra incógnita,
Não sei por quê é chamado assim,
O Santo tem origem europeia,
Isso é tudo que eu descobri.


CÓRREGO RICO origem portuguesa,
Tem tudo a ver com o nosso ouro,
Que n’algum córrego encontrado,
Daqui depois, levavam o tesouro.


COBERTORES não faço ideia,
De onde esse nome surgiu,
Mas o bairro ainda lá existe,
Próximo do encontro dos rios.


CAPETINGA é palavra indígena,
“Capim branco” é o significado,
Provavelmente lá existe muito,
E por isso, esse nome foi dado.


CAFUNDÓ esse nome estranho,
Significa “lá no fim do mundo”,
Na verdade não é tanto assim,
Perto do MORCEGO, bem no fundo.


PINDAÍBAS, falta de dinheiro?
Nesse caso aqui, não é não,
Trata-se de árvore frutífera,
Nome de um bairro da região.


A PINDAÍBA produz um fruto,
Muito parecido com o Araticum,
Frutifica em Março Abril e Maio,
Se um dia puder, vou comer um.


Ainda tem o Bairro da BOMBA,
O bairro das PITANGUEIRAS,
PINHÃO ROCHO no canto sul,
E a rica região dos MOREIRAS.


A BOMBA manda água pra caixa,
Dá pitangas nas PITANGUEIRAS,
PINHÃO ROXO dá muitas pinhas,
Perto da fazenda dos MOREIRAS.


SAPUCAY o rio mais caudaloso,
Pesquisando também descobri,
De onde vem esse nome estranho,
Significa GRITO em Tupi Guarani.


Fazenda do OLHO D’ÁGUA,
Nome dado a uma linda região,
Deve-se a uma grande nascente,
Que banha parte daquele chão.


Certamente esqueci alguns,
Faz 50 anos que de lá saí,
Se alguém puder me ajudar,
Manda que acrescento aqui…

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Cultura

Audiência Pública em Elói Mendes vai discutir problemas com fornecimento de energia

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A Câmara Municipal de Elói Mendes convida toda a população para participar de uma Audiência Pública que tratará da falta de energia elétrica na Comunidade da Barra e dos demais problemas relacionados aos serviços prestados pela Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) em todo o município.

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O evento acontecerá no dia 20 de fevereiro de 2025 (quinta-feira), às 16h, no Clube Municipal de Elói Mendes. A Audiência tem como objetivo ouvir a população, debater soluções e cobrar providências da concessionária de energia.

Moradores da Comunidade da Barra têm relatado frequentes quedas de energia e dificuldades no atendimento prestado pela CEMIG. Além disso, outros bairros e regiões do município também enfrentam problemas similares, afetando comércios, serviços e a qualidade de vida da população.

A presença da comunidade é fundamental para que as reivindicações sejam formalizadas e encaminhadas às autoridades competentes. Participe e ajude a buscar soluções para melhorar os serviços de energia em Elói Mendes.

Fonte: Câmara Municipal de Elói Mendes

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