Cidade
Jovem eloiense de 21 anos, revela paixão por ficção e lança sua primeira obra literária
João Pedro, de 21 anos, tem sua primeira obra literária lançada em Elói Mendes. Sua jornada como escritor começou por sua paixão por histórias de romance e ficção.
O escritor nos conta que desde pequeno gostava de ler e ficava imaginando em sua mente finais alternativos e desenrolares diferentes paras as histórias que lia e assistia. Também chegou a ganhar concursos de redação mas foi somente aos 17 anos que ele decidiu mergulhar de cabeça no universo da escrita, após uma série de cursos de escrita criativa, formatação e roteiro.
Com um amadurecimento gradual em suas habilidades literárias, João Pedro finalmente concretizou seu sonho em novembro de 2023, lançando sua primeira obra intitulada “Salvador”. A grande inspiração para escrever Salvador foi a admiração por personagens ousados, mas ao mesmo tempo humanos. João Pedro acredita que essa seja a sua marca: criar personagens ousados, reais e que se aventuram de um modo que, no fundo, de uma forma ou de outra, todos gostariam de experimentar, comenta.
A equipe do Café Mutuca esteve conversando com o jovem escritor e trouxe a entrevista na íntegra contando um pouco mais sobre sua obra. Confira:

Café Mutuca: João, conte-nos sobre o processo de escrita de “Salvador”. Quanto tempo levou para desenvolver a história e os personagens?
João Pedro: O processo se inicia muito antes do ato de escrever em si. Primeiro se tem a ideia – que começa a ser desenvolvida/ trabalhada aos poucos. Da ideia emergem os personagens de modo mais aprofundado. Aí foi necessário estruturar a história e só quando o livro inteiro estava praticamente montado em minha cabeça é que eu sentei para, de fato, começar a escrever. O processo de escrita se deu entre junho e novembro de 2022, ou seja 6 meses. Mas todo o processo, desde que concebi a ideia até sua finalização gráfica, gastou cerca de 2 anos.
CM: A sinopse nos dá uma visão intrigante da trama. Pode nos contar mais sobre os personagens principais, Elen Vallim e Salvador?
João Pedro: Ambos são personagens reais e humanos que cometem erros e acertos. Salvador – o protagonista da trama – é um cara liberal que viu em sua beleza física uma oportunidade de ter uma melhor condição de vida. Ele trabalha como stripper em um night club e se dedica, ademais, à prática da sedução. Já Ellen é uma jovem rica, talvez mimada, de boas condições e acostumada, de certo modo, a ter tudo na vida. Ela está noiva de um cara americano que aparentemente poderia ser considerado perfeito. Salvador é um rapaz acostumado a conquistar todas, extremamente focado na academia e que dá uma verdadeira aula de como conquistar uma mulher. Ela, por sua vez, se verá na necessidade de amadurecer e em experimentar viver coisas que destoam completamente de sua realidade.
CM: A relação entre Elen e Salvador vai além de uma simples atração. Como você desenvolveu a conexão entre esses personagens e o que a torna única na trama?
João Pedro: A real conexão desses personagens é o diferencial da história e o verdadeiro pulo do gato. Foi desenvolvida de modo muito bem pensado e conta-la seria um grande spoiler. Tudo o que adianto é que se trata de algo INIMAGINÁVEL e que há alguém na história que conecta esses personagens desde o passado.
CM: Quais são as mensagens ou reflexões que você espera que os leitores extraiam de “Salvador”? Há algum aspecto específico que deseja que os leitores ponderem ao terminar o livro?
João Pedro: A história desenvolvida pelos personagens propõe a fazer com que o leitor, ao final, enxergue além de sua realidade, justamente por sua capacidade de fazer com leitor viva a realidade dos próprios personagens.
Leia aqui a sinopse de Salvador, do escritor João Pedro.

João Pedro nos contou que seu próximo livro já está em desenvolvimento e promete superar em qualidade e tamanho. A previsão de lançamento é ainda este ano e a nova história tem como título “Falsa Gata”. João liberou uma sinopse e disse que a essência de sua escrita em ‘Salvador’ será mantida.
Em ‘Falsa Gata’ o leitor embarcará nas aventuras de um grupo de mulheres aventureiras e a história tem como pano de fundo o tráfico de obras de artes famosas além de render um tributo ao artista Cândido Portinari.
Para quem é esse livro?
O romance possui um leve toque de erotismo que segundo leitores e críticos da obra, é traçado em um equilíbrio perfeito. Quem gostou do best-seller ‘Cinquenta tons de Cinza’
é muito provável que “Salvador” conquiste seu interesse da mesma forma.
Como obter uma cópia de “Salvador”?
Se você está em Elói Mendes, pode encontrar o livro físico em diversos estabelecimentos comerciais locais, como Móveis São Pedro, Lojas Tal, Casa Santa Marta, e na Academia Power Body, entre outros pontos de venda.
Além disso, o romance está disponível para compra nos conhecidos sites de venda online, como Amazon, Google Play, Americanas e até mesmo na Shopee. Para aqueles que preferem uma abordagem mais personalizada, é possível adquirir diretamente com o autor através de seu perfil no Instagram, @joaopedrosescritor. Outra opção conveniente é visitar o site de vendas da própria editora Telha, onde o livro também está disponível para compra online.

O lançamento de “Salvador” não apenas adiciona uma voz promissora ao cenário literário, mas também enriquece a cultura de Elói Mendes. Que este seja apenas o início de uma carreira brilhante e que continue a inspirar outros jovens talentosos. Parabéns, João Pedro, pelo seu feito notável e pelo presente literário que nos proporcionou!
Cultura
VIAGEM DE ELÓI MENDES À APARECIDA
Eis que aponta no fim da rua o farol,
4 horas da manhã, estrelas no céu,
Do único veículo naquele momento,
Era o tão esperado carro de aluguel.
Bom dia, bom dia, malas no bagageiro,
O dia será longo, 12 horas de viagem,
E não esqueçam essa sacola amarela,
Não pode faltar nada nessa bagagem.
Varginha ficamos a esperar o trem,
Que demorou um pouco a chegar,
Desci e encostei o ouvido na linha,
Me disseram que dava pra escutar.
Já dentro do trem e acomodado,
Virei o banco da frente para trás,
Para ficar mais bem instalado,
Sempre olhando para meus pais.
Começou o “fuk, fuk” da locomotiva,
E o “piuí” da famosa Maria Fumaça,
Agora vamos contando as estações,
De cada cidade por onde ela passa.
Flora, Três Corações e São Tomé,
Conceição do Rio Verde, Soledade,
Aí o sol já estava alto e quente,
Minha fome já virou ansiedade.
O chefe já passou com seu boné,
Picotando as nossas passagens,
Deu boas vindas para a família,
Nos desejando uma boa viagem.
Então eu perguntei pela matula,
A barriga já começava a roncar,
Mãe me deu pastel de mandioca,
Aí matei quem queria me matar.
Que horas vamos chegar no túnel?
Eu perguntava quase toda hora,
“Após Passa Quatro e Pé do Morro,
Estamos bem perto, não demora”.
“Fechem os vidros” avisa o chefe,
O túnel, era uma grande façanha,
Divisa entre Minas e São Paulo,
Passando por baixo da montanha.
Em Cruzeiro fim do primeiro trecho,
Descemos da Rede Mineira de Viação,
Esperamos o Comboio Rio/São Paulo,
Um novo Trem de Aço de alto padrão.
Cruzeiro a Aparecida uma horinha,
As 16h desembarcamos na estação,
Os “cata clientes” nos abordavam,
Mas meu pai, não era bobo não.
Já tínhamos nosso destino certo,
Era o Hotel Brasil já acostumado,
Onde Seu Alfredo era o gerente,
Já estava tudo bem combinado.
Após instalados, as novidades,
Muitas lojas com quinquilharias,
As vitrines cheias de santinhos,
Ali bem em frente à hospedaria.
Os fotógrafos “lambe-lambes”,
Mil novidades eram exibidas,
Televisão eu nunca tinha visto,
Vendo pela primeira vez na vida.
Depois fomos até à Igreja Velha,
A nova ainda não era construída,
Assistir à nossa primeira missa,
Agradecer à Senhora Aparecida.
As luzes para mim estranhas,
Com uma claridade diferente,
Uma forte iluminação branca,
As tais lâmpadas fluorescentes.
Já mais à noite, fomos ao parque,
Vimos uma coisa muito esquisita,
Mulher que tinha corpo de aranha,
Mas com uma feição muito bonita.
Visitamos a Conga, mulher Gorila,
Que me deixou muito assustado,
Quando no fim da transformação,
Escapou e veio para o meu lado.
Dia seguinte outra aventura,
Fomos de bonde até Guará,
Visitamos a gruta de Lourdes,
Onde o povo ia também rezar.
Retornamos no terceiro dia,
Eu já estava mesmo cansado,
Levando algumas recordações,
E despertadores encomendados

Cultura
BAIRROS DO MUNICÍPIO DE ELÓI MENDES
Situada no topo de uma colina,
Lá está minha pequena cidade,
ELÓI MENDES terra querida,
Sempre me deu muita felicidade.
Seu território urbano é simples,
Mas a zona rural é interessante,
Subdividida por muitos bairros,
Com nomes muito intrigantes.
Os nomes estranhos dos bairros,
Sempre me chamaram a atenção,
Tem alguns que eu até entendia,
Outros, mesmo com esforço, não.
Tem um local chamado ONÇA,
Não posso imaginar o por quê,
Havia lá umas onças pintadas?
Alguém pode me esclarecer?
BUENOS, PINTOS e PEREIRAS,
Eu posso imaginar os fatores,
Devem ter sido nomes dados,
Por seus primeiros moradores.
ÓLEOS, JARACATIÁ e PEROBAS,
São outros fáceis de entender,
Nomes de madeiras e plantas,
Que naqueles locais devem ter.
Também AÇUDE e CERÂMICA,
Muito fácil de ser explicado,
Coisas feitas pelos homens,
Que ali estavam instalados.
BARRA, bairro muito popular,
Ricos fazendeiros habitam ali,
Gente que gosta de trabalhar,
Junção dos rios Verde e Sapucaí.
SALTO é um bairro pequeno,
E me trás muitas lembranças,
Ali nadávamos e pescávamos,
Nos bons tempos de criança.
Deve o nome a uma cachoeira,
Que no passado ali existiu,
Depois um dia desapareceu,
Com o represamento do rio.
Com a advinda da represa,
A cachoeira foi eliminada,
Perdeu a sua exuberância,
E deixou de ser visitada.
Em alguns períodos de seca,
Ela, às vezes vem se mostrar,
Mas a chuva enche a represa,
Ela some e demora a voltar.
MORCEGO, não encontrei nada,
Mas é uma região muito querida,
Onde a vida toda frequentei,
Lá onde minha mãe foi nascida.
Nunca vi nenhum bicho por lá,
O povo de lá não é preguiçoso,
Não tem nada que justifique,
Esse codinome tão horroroso.
SERRINHA o próprio nome diz,
Formação geológica da terra,
Com muitas pedras irregulares,
Vulgarmente chamada de serra.
Alguns nomes que descobri,
Tem influência de Portugal,
MALHADA e MALHADINHA,
Minha saudosa terra natal.
Produzem vinhos e azeites,
São lugares interessantes,
Influenciaram minha terra,
Tão longínqua, tão distante.
E para minha grande surpresa,
No rótulo do vinho MALHADINHA,
Adivinhem o que eu encontrei?
O desenho de uma vaquinha.
Nasci me criei na MALHADA,
Vivi dez anos de minha vida,
MALHADA soa como música,
Por mim, jamais esquecida.
MOMBUCA palavra Tupi Guarani,
Significa tipo de abelha ou raça,
Elas não armazenam mel em favos,
Elas colocam em pequenas cabaças.
AQUENTA SOL também de Portugal,
Encontrei nos sonetos de Camões,
O Calor do Sol que a cada um cabe,
É o significado dessas expressões.
TRIUNFO a fazenda do Barão,
Até hoje ostenta o belo nome,
Lugar marcante do município,
Por ter sido do grande homem.
Antes o nome era escrito com PH,
E ainda hoje é muito respeitado,
Tamanho e peso do belo nome,
E de quem por ele fora batizado,
Significa sucesso ou grande êxito,
Tem tudo a ver com o venerado,
Que sempre foi um bom político,
E após, como Barão condecorado.
POCINHO é um bairro novo,
Fica bem pertinho da cidade,
Deve ter sido um temporal,
Que nomeou tal localidade.
SÃO DOMINGOS outra incógnita,
Não sei por quê é chamado assim,
O Santo tem origem europeia,
Isso é tudo que eu descobri.
CÓRREGO RICO origem portuguesa,
Tem tudo a ver com o nosso ouro,
Que n’algum córrego encontrado,
Daqui depois, levavam o tesouro.
COBERTORES não faço ideia,
De onde esse nome surgiu,
Mas o bairro ainda lá existe,
Próximo do encontro dos rios.
CAPETINGA é palavra indígena,
“Capim branco” é o significado,
Provavelmente lá existe muito,
E por isso, esse nome foi dado.
CAFUNDÓ esse nome estranho,
Significa “lá no fim do mundo”,
Na verdade não é tanto assim,
Perto do MORCEGO, bem no fundo.
PINDAÍBAS, falta de dinheiro?
Nesse caso aqui, não é não,
Trata-se de árvore frutífera,
Nome de um bairro da região.
A PINDAÍBA produz um fruto,
Muito parecido com o Araticum,
Frutifica em Março Abril e Maio,
Se um dia puder, vou comer um.
Ainda tem o Bairro da BOMBA,
O bairro das PITANGUEIRAS,
PINHÃO ROCHO no canto sul,
E a rica região dos MOREIRAS.
A BOMBA manda água pra caixa,
Dá pitangas nas PITANGUEIRAS,
PINHÃO ROXO dá muitas pinhas,
Perto da fazenda dos MOREIRAS.
SAPUCAY o rio mais caudaloso,
Pesquisando também descobri,
De onde vem esse nome estranho,
Significa GRITO em Tupi Guarani.
Fazenda do OLHO D’ÁGUA,
Nome dado a uma linda região,
Deve-se a uma grande nascente,
Que banha parte daquele chão.
Certamente esqueci alguns,
Faz 50 anos que de lá saí,
Se alguém puder me ajudar,
Manda que acrescento aqui…

Cultura
Audiência Pública em Elói Mendes vai discutir problemas com fornecimento de energia
A Câmara Municipal de Elói Mendes convida toda a população para participar de uma Audiência Pública que tratará da falta de energia elétrica na Comunidade da Barra e dos demais problemas relacionados aos serviços prestados pela Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) em todo o município.
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O evento acontecerá no dia 20 de fevereiro de 2025 (quinta-feira), às 16h, no Clube Municipal de Elói Mendes. A Audiência tem como objetivo ouvir a população, debater soluções e cobrar providências da concessionária de energia.
Moradores da Comunidade da Barra têm relatado frequentes quedas de energia e dificuldades no atendimento prestado pela CEMIG. Além disso, outros bairros e regiões do município também enfrentam problemas similares, afetando comércios, serviços e a qualidade de vida da população.
A presença da comunidade é fundamental para que as reivindicações sejam formalizadas e encaminhadas às autoridades competentes. Participe e ajude a buscar soluções para melhorar os serviços de energia em Elói Mendes.
Fonte: Câmara Municipal de Elói Mendes
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