Cidade
Eloienses marcam presença no maior festival de corridas de rua da América Latina: veja foi como a experiência para cada um dos atletas

O pós feriado de Corpus Christi reuniu cerca de 40mil atletas profissionais e amadores na 21ª edição da Maratona do Rio, considerada a maior maratona da América Latina. Eloienses marcaram presença na maratona, superaram seus limites, e vivenciaram as melhores experiências e sentimentos que o esporte pôde proporcionar.
Foram juntos nessa jornada Bernadete, Paulinho, Adriano e a Varginhense Naiara. Nós do Café Mutuca conversamos com cada um deles para sentir um pouco dessa adrenalina fantástica que agora os considerados ‘maratonistas’ experimentaram e trouxemos tudo para vocês. São grandes exemplos, de força, determinação, disciplina e muito treino, confira agora:
“Quando você está lá na linha de largada, uma energia contagiante toma conta de você, o coração bate descompassado, o riso rola solto e você em meio a tantos atletas que mais parece uma grande família! O êxtase vai tomando conta da alma, uma ansiedade enorme e uma vontade maior que o infinito de cruzar a linha de chegada pulsa nas veias! O Desafio é grande pois percorrer os 42km195m é desafiador, é a sua CORRIDA. É você e você!”
Bernadete Picheli

Assim nos conta Bernadete que correu em um circuito de 42 quilômetros. Segundo a atleta, essa é uma prova dura que exige uma concentração mental e um preparo físico muito grande, de muita disciplina e com muitas horas de treino. “Uma Maratona engloba várias etapas e estas são construídas dia a dia, é como a construção de um edifício, um arranha-céu, e é um bloco de cada vez”, comenta.
Aconteceram cinco provas disputadas em dois dias. No sábado (10/06) esteve na pista os corredores da prova de 5 quilômetros, que é a mais curta. No mesmo dia, esteve também os inscritos para a meia-maratona de 21 quilômetros. No domingo (11/06), ocorreu a prova de 10 quilômetros e também o grupo de elite que fez o circuito completo de 42 quilômetros.
Essa foi a primeira Maratona de Bernadete e por isso, ela optou por estrear sua jornada de maratonista na cidade Maravilhosa. Ela disse que partiu sem ter certeza alguma de que conseguiria concluir a prova com sucesso mas na largada disse para si mesma: “Vamos ver até onde vai dar para ir e fui”.

Para Paulinho, foi uma grande oportunidade correr duas provas. Ele participou da meia maratona de 21km no sábado e também a maior delas de 42km no domingo, fazendo no total 63km. Para ele, os dias de preparação física e treino para a maratona foram de muita luta, angústia e medo mas tudo seguiu como planejado até o dia da prova.
Conforme a distância da prova, o percurso tem início no Aterro do Flamengo ou na praia do Leblon, passando por pontos da zona sul do Rio como as praias de Ipanema e Copacabana e Enseada de Botafogo. Nas provas mais longas, os corredores passaram pelo centro da cidade em que puderam ver também o Museu do Amanhã, na região portuária.
“Para quem quer correr uma Maratona um dia, posso dizer o que ouvi antes de fazê-la, é exatamente assim. Ela começa nos 30kms, aí separa os Homens dos meninos. Até chegar aos 42km e 195mts é uma emoção diferente a cada km, aparece dor muscular, ameaça de câimbra e você vai se superando e sentindo o calor humano das pessoas que estão na torcida e vibrando com cada atleta. Minha chegada foi repleta de muita emoção, sensação de dever cumprido.”
Paulo Cesar
Adriano que participou da meia maratona de 21 quilômetros conta um pouco sobre sua preparação para este dia. O processo foi de muito cuidado e dedicação na academia, com boa alimentação e bastante hidratação. Segundo Adriano, o desgaste físico é muito grande, e por isso ocorre uma desidratação bastante intensa principalmente no Rio de Janeiro que tem um clima totalmente diferente do Sul de Minas. As etapas de treino físico foram muito importantes. Para ele, participar dessa corrida foi um momento renovador e de muito autoconhecimento.

“A experiência de corrida no Rio é algo inexplicável. Um sentimento de superação, e um sentimento de autoconhecimento, porque você está ali correndo sozinho, as vezes se comunica com outra pessoa que não conhece e que está correndo também, mas é uma experiência de autoconhecimento porquê a todo momento passa muita coisa pela sua cabeça, se você vai aguentar ou não, e logo você vê pessoas que tem dificuldade e que estão ali correndo também. É realmente algo inexplicável correr uma prova dessas, o corpo humano pode superar muitos limites. É um sentimento renovador.”
E continuando a falar em superação e sentimentos renovadores, a Varginhense Naiara que esteve nessa aventura juntamente com Bernadete, Paulinho e Adriano nos emociona com a sua história.
Naiara que percorreu 42 quilômetros, passou por vários momentos que poderiam a deixar de fora dessa corrida. A maratonista esteve a ponto de desistir mas na última semana antes do evento, foi incentivada a adicionar esse capítulo a sua história, e incentivada também a perceber que seu corpo estava preparado para encarar isso.
Naiara tinha acabado de receber um diagnóstico de câncer de mama, mas isso não a fez desistir. Ela nos conta que uma semana antes de ir pensou: “e agora o que eu faço, se eu não for vou perder a oportunidade, se eu for, será que vou conseguir concluir os 42km?”
“Eu fui com muito medo, minha maior preocupação era não conseguir completar a prova. Durante todo o percurso muitas coisas passaram pela minha cabeça. Mas eu cosegui completar e chegar bem, foi um momento único. A gente tem que aproveitar as oportunidades que a vida proporciona pra gente. A corrida é inclusiva, é um esporte muito democrático, foi emocionante.”
Naiara Marttins

Na semana seguinte após a maratona, Naiara iniciou seu tratamento de quimiometerapia. “Agora minha corrida é em ponto a cura,” comenta.
Desejamos toda força, coragem e uma ótima recuperação para Naiara. Sua história é um grande exemplo para todas as pessoas.
A emoção rola solta na Maratona do Rio. São tantas histórias que incentivam outras e muita alegria envolvida. Parabéns aos nossos atletas sul-mineiros que encararam essa aventura e concluíram com muito sucesso. Não é uma jornada fácil, mas são histórias emocionantes e que certamente inspirarão cada um que conhecê-las.
Cultura
VIAGEM DE ELÓI MENDES À APARECIDA
Eis que aponta no fim da rua o farol,
4 horas da manhã, estrelas no céu,
Do único veículo naquele momento,
Era o tão esperado carro de aluguel.
Bom dia, bom dia, malas no bagageiro,
O dia será longo, 12 horas de viagem,
E não esqueçam essa sacola amarela,
Não pode faltar nada nessa bagagem.
Varginha ficamos a esperar o trem,
Que demorou um pouco a chegar,
Desci e encostei o ouvido na linha,
Me disseram que dava pra escutar.
Já dentro do trem e acomodado,
Virei o banco da frente para trás,
Para ficar mais bem instalado,
Sempre olhando para meus pais.
Começou o “fuk, fuk” da locomotiva,
E o “piuí” da famosa Maria Fumaça,
Agora vamos contando as estações,
De cada cidade por onde ela passa.
Flora, Três Corações e São Tomé,
Conceição do Rio Verde, Soledade,
Aí o sol já estava alto e quente,
Minha fome já virou ansiedade.
O chefe já passou com seu boné,
Picotando as nossas passagens,
Deu boas vindas para a família,
Nos desejando uma boa viagem.
Então eu perguntei pela matula,
A barriga já começava a roncar,
Mãe me deu pastel de mandioca,
Aí matei quem queria me matar.
Que horas vamos chegar no túnel?
Eu perguntava quase toda hora,
“Após Passa Quatro e Pé do Morro,
Estamos bem perto, não demora”.
“Fechem os vidros” avisa o chefe,
O túnel, era uma grande façanha,
Divisa entre Minas e São Paulo,
Passando por baixo da montanha.
Em Cruzeiro fim do primeiro trecho,
Descemos da Rede Mineira de Viação,
Esperamos o Comboio Rio/São Paulo,
Um novo Trem de Aço de alto padrão.
Cruzeiro a Aparecida uma horinha,
As 16h desembarcamos na estação,
Os “cata clientes” nos abordavam,
Mas meu pai, não era bobo não.
Já tínhamos nosso destino certo,
Era o Hotel Brasil já acostumado,
Onde Seu Alfredo era o gerente,
Já estava tudo bem combinado.
Após instalados, as novidades,
Muitas lojas com quinquilharias,
As vitrines cheias de santinhos,
Ali bem em frente à hospedaria.
Os fotógrafos “lambe-lambes”,
Mil novidades eram exibidas,
Televisão eu nunca tinha visto,
Vendo pela primeira vez na vida.
Depois fomos até à Igreja Velha,
A nova ainda não era construída,
Assistir à nossa primeira missa,
Agradecer à Senhora Aparecida.
As luzes para mim estranhas,
Com uma claridade diferente,
Uma forte iluminação branca,
As tais lâmpadas fluorescentes.
Já mais à noite, fomos ao parque,
Vimos uma coisa muito esquisita,
Mulher que tinha corpo de aranha,
Mas com uma feição muito bonita.
Visitamos a Conga, mulher Gorila,
Que me deixou muito assustado,
Quando no fim da transformação,
Escapou e veio para o meu lado.
Dia seguinte outra aventura,
Fomos de bonde até Guará,
Visitamos a gruta de Lourdes,
Onde o povo ia também rezar.
Retornamos no terceiro dia,
Eu já estava mesmo cansado,
Levando algumas recordações,
E despertadores encomendados

Cultura
BAIRROS DO MUNICÍPIO DE ELÓI MENDES
Situada no topo de uma colina,
Lá está minha pequena cidade,
ELÓI MENDES terra querida,
Sempre me deu muita felicidade.
Seu território urbano é simples,
Mas a zona rural é interessante,
Subdividida por muitos bairros,
Com nomes muito intrigantes.
Os nomes estranhos dos bairros,
Sempre me chamaram a atenção,
Tem alguns que eu até entendia,
Outros, mesmo com esforço, não.
Tem um local chamado ONÇA,
Não posso imaginar o por quê,
Havia lá umas onças pintadas?
Alguém pode me esclarecer?
BUENOS, PINTOS e PEREIRAS,
Eu posso imaginar os fatores,
Devem ter sido nomes dados,
Por seus primeiros moradores.
ÓLEOS, JARACATIÁ e PEROBAS,
São outros fáceis de entender,
Nomes de madeiras e plantas,
Que naqueles locais devem ter.
Também AÇUDE e CERÂMICA,
Muito fácil de ser explicado,
Coisas feitas pelos homens,
Que ali estavam instalados.
BARRA, bairro muito popular,
Ricos fazendeiros habitam ali,
Gente que gosta de trabalhar,
Junção dos rios Verde e Sapucaí.
SALTO é um bairro pequeno,
E me trás muitas lembranças,
Ali nadávamos e pescávamos,
Nos bons tempos de criança.
Deve o nome a uma cachoeira,
Que no passado ali existiu,
Depois um dia desapareceu,
Com o represamento do rio.
Com a advinda da represa,
A cachoeira foi eliminada,
Perdeu a sua exuberância,
E deixou de ser visitada.
Em alguns períodos de seca,
Ela, às vezes vem se mostrar,
Mas a chuva enche a represa,
Ela some e demora a voltar.
MORCEGO, não encontrei nada,
Mas é uma região muito querida,
Onde a vida toda frequentei,
Lá onde minha mãe foi nascida.
Nunca vi nenhum bicho por lá,
O povo de lá não é preguiçoso,
Não tem nada que justifique,
Esse codinome tão horroroso.
SERRINHA o próprio nome diz,
Formação geológica da terra,
Com muitas pedras irregulares,
Vulgarmente chamada de serra.
Alguns nomes que descobri,
Tem influência de Portugal,
MALHADA e MALHADINHA,
Minha saudosa terra natal.
Produzem vinhos e azeites,
São lugares interessantes,
Influenciaram minha terra,
Tão longínqua, tão distante.
E para minha grande surpresa,
No rótulo do vinho MALHADINHA,
Adivinhem o que eu encontrei?
O desenho de uma vaquinha.
Nasci me criei na MALHADA,
Vivi dez anos de minha vida,
MALHADA soa como música,
Por mim, jamais esquecida.
MOMBUCA palavra Tupi Guarani,
Significa tipo de abelha ou raça,
Elas não armazenam mel em favos,
Elas colocam em pequenas cabaças.
AQUENTA SOL também de Portugal,
Encontrei nos sonetos de Camões,
O Calor do Sol que a cada um cabe,
É o significado dessas expressões.
TRIUNFO a fazenda do Barão,
Até hoje ostenta o belo nome,
Lugar marcante do município,
Por ter sido do grande homem.
Antes o nome era escrito com PH,
E ainda hoje é muito respeitado,
Tamanho e peso do belo nome,
E de quem por ele fora batizado,
Significa sucesso ou grande êxito,
Tem tudo a ver com o venerado,
Que sempre foi um bom político,
E após, como Barão condecorado.
POCINHO é um bairro novo,
Fica bem pertinho da cidade,
Deve ter sido um temporal,
Que nomeou tal localidade.
SÃO DOMINGOS outra incógnita,
Não sei por quê é chamado assim,
O Santo tem origem europeia,
Isso é tudo que eu descobri.
CÓRREGO RICO origem portuguesa,
Tem tudo a ver com o nosso ouro,
Que n’algum córrego encontrado,
Daqui depois, levavam o tesouro.
COBERTORES não faço ideia,
De onde esse nome surgiu,
Mas o bairro ainda lá existe,
Próximo do encontro dos rios.
CAPETINGA é palavra indígena,
“Capim branco” é o significado,
Provavelmente lá existe muito,
E por isso, esse nome foi dado.
CAFUNDÓ esse nome estranho,
Significa “lá no fim do mundo”,
Na verdade não é tanto assim,
Perto do MORCEGO, bem no fundo.
PINDAÍBAS, falta de dinheiro?
Nesse caso aqui, não é não,
Trata-se de árvore frutífera,
Nome de um bairro da região.
A PINDAÍBA produz um fruto,
Muito parecido com o Araticum,
Frutifica em Março Abril e Maio,
Se um dia puder, vou comer um.
Ainda tem o Bairro da BOMBA,
O bairro das PITANGUEIRAS,
PINHÃO ROCHO no canto sul,
E a rica região dos MOREIRAS.
A BOMBA manda água pra caixa,
Dá pitangas nas PITANGUEIRAS,
PINHÃO ROXO dá muitas pinhas,
Perto da fazenda dos MOREIRAS.
SAPUCAY o rio mais caudaloso,
Pesquisando também descobri,
De onde vem esse nome estranho,
Significa GRITO em Tupi Guarani.
Fazenda do OLHO D’ÁGUA,
Nome dado a uma linda região,
Deve-se a uma grande nascente,
Que banha parte daquele chão.
Certamente esqueci alguns,
Faz 50 anos que de lá saí,
Se alguém puder me ajudar,
Manda que acrescento aqui…

Cultura
Audiência Pública em Elói Mendes vai discutir problemas com fornecimento de energia
A Câmara Municipal de Elói Mendes convida toda a população para participar de uma Audiência Pública que tratará da falta de energia elétrica na Comunidade da Barra e dos demais problemas relacionados aos serviços prestados pela Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) em todo o município.
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O evento acontecerá no dia 20 de fevereiro de 2025 (quinta-feira), às 16h, no Clube Municipal de Elói Mendes. A Audiência tem como objetivo ouvir a população, debater soluções e cobrar providências da concessionária de energia.
Moradores da Comunidade da Barra têm relatado frequentes quedas de energia e dificuldades no atendimento prestado pela CEMIG. Além disso, outros bairros e regiões do município também enfrentam problemas similares, afetando comércios, serviços e a qualidade de vida da população.
A presença da comunidade é fundamental para que as reivindicações sejam formalizadas e encaminhadas às autoridades competentes. Participe e ajude a buscar soluções para melhorar os serviços de energia em Elói Mendes.
Fonte: Câmara Municipal de Elói Mendes
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