Cultura
Da tradição familiar aos palcos do Brasil: Paulo Souza & Andressa levam o nome de Elói Mendes aos festivais de viola
A música raiz sempre fez parte da história de Paulo Souza & Andressa. Pai e filha, a dupla eloiense transformou a tradição familiar em uma carreira consolidada no sertanejo raiz, conquistando prêmios em festivais importantes pelo Brasil e levando o nome de Elói Mendes a palcos de diferentes estados.
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A relação com a música começou cedo. Paulo Souza relembra que a paixão pelo modão veio de casa. “Meu pai cantava, meu tio também. Fiz dupla com um tio meu e, desde então, sempre foi a música raiz”, conta. Foi ainda na infância que o primeiro instrumento marcou o início da caminhada. “Ganhei um violãozinho de uma corda só. Acho que não tinha dinheiro pra comprar as cordas, mas ali eu comecei a fazer barulho e peguei gosto”, lembra, aos risos.
Andressa cresceu acompanhando o pai em rodas de viola e apresentações. “Eu via ele cantando com os parceiros e sentia vontade de estar ali também. Comecei no violão e depois fui pra viola, aprendendo com ele”, explica. O desafio, segundo ela, foi maior ao trocar de instrumento. “A viola é mais complicadinha. São dez cordas, exige mais ponteio, mas tem um charme que não tem como negar.”
A dupla que nasceu dentro de casa
A formação oficial da dupla surgiu depois de tentativas com outros parceiros. Foi então que pai e filha decidiram unir forças. “Eu falei pra ele: ‘então canta comigo’. Ele disse que só cantaria se eu aprendesse viola. Aprendi e estamos aí até hoje”, conta Andressa.
Hoje, eles somam cerca de sete anos como dupla e mantêm uma rotina disciplinada de ensaios, principalmente na semana que antecede festivais e shows. “Chego do serviço e a gente ensaia todo dia, nem que seja meia hora. É todo dia mesmo”, afirma Paulo.
Premiações, festivais e reconhecimento
O esforço tem rendido resultados expressivos. Somente em 2025, a dupla participou de cerca de 30 a 35 festivais, conquistando aproximadamente 15 premiações e acumulando cerca de R$ 54 mil em prêmios. “A maioria das vezes a gente fica no pódio. Graças a Deus, estamos sempre nas finais”, comemora Paulo.
Entre os momentos mais marcantes está a vitória em um festival no Espírito Santo, em cidades como Cariacica e Afonso Cláudio. “Foi um festival muito renomado, com violeiros de altíssimo nível. Ali a gente falou: agora vamos pra frente”, relembra o músico.
Outro destaque recente foi o Festival da Viola, em Campos do Jordão, onde Andressa conquistou o primeiro lugar na categoria individual e, junto com o pai, o segundo lugar como dupla. “Cantar sozinha é muito diferente. Se errar, a culpa é só minha. Mas foi uma emoção enorme”, diz Andressa. Paulo completa: “Na hora que ela cantou, eu arrepiei inteiro. Falei: só se der zebra pra não ganhar.”
Raiz como identidade
Mesmo pertencendo a gerações diferentes, pai e filha compartilham a mesma essência musical. “Nosso forte é o sertanejo raiz, o modão. É essa linha que a gente segue e pretende seguir”, afirma Andressa. Paulo revela que, apesar de já ter gostado de outros estilos no passado, foi no modão que encontrou sua verdadeira identidade.
Essa ligação com a tradição também se reflete nas músicas autorais e nos projetos da dupla. O álbum Minha Terra Amada marca essa fase e traz canções que exaltam a vida no campo, o sertão e, principalmente, a família. “Tem uma música que representa muito a nossa história, que é A Importância da Família. Ela fala exatamente de nós dois”, explica Paulo.
Novos projetos e sonhos
A dupla se prepara agora para o lançamento de um DVD, já gravado em São Paulo, pela gravadora Águia Music, com apoio do cantor Francis Júnior, filho da dupla Belmonte & Amaraí. “Ele deu a força pra gente entrar na gravadora e isso mudou muita coisa”, destaca Paulo.
Além dos lançamentos, a agenda segue cheia, com shows e festivais já confirmados em cidades de Minas Gerais e outros estados. O sonho maior, no entanto, é ver uma música da dupla ganhar projeção nacional. “Nosso maior sonho é estourar uma música, ver ela tocando em todo o Brasil”, afirma Andressa.
Representando Elói Mendes
Levar o nome de Elói Mendes aos palcos é motivo de orgulho para a dupla. “A gente acha que a cidade merece ser mais reconhecida. Tudo o que a gente puder fazer pra levar esse nome pra frente, vamos fazer”, diz Paulo.
Ao final, quando questionados sobre como definiriam a dupla em uma palavra, a resposta veio em uníssono: família. “É isso que somos e é isso que a gente canta”, resume Andressa.

Cultura
De memória familiar a alambique premiado: Divina Cana transforma tradição em turismo em Três Pontas
Casal criou marca de cachaça artesanal a partir de uma propriedade rural e hoje une produção, hospitalidade e valorização da identidade do Sul de Minas
Uma propriedade rural que nasceu com o objetivo de reunir familiares e amigos se transformou, em Três Pontas, no Sul de Minas, em um negócio que une produção artesanal de cachaça, turismo e hospitalidade.
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Essa é a história da Cachaça Divina Cana, criada pelo casal Paulo Sérgio de Souza Rodrigues e Regina Helena Sierra Rodrigues e lançada comercialmente em agosto de 2022.
Paulo e Regina chegaram a Três Pontas em 1999, vindos de Franca, no interior de São Paulo. Em 2010, compraram uma propriedade rural inicialmente pensada como espaço de descanso e convivência. A escolha do local também teve um significado especial para Regina, que encontrou na paisagem lembranças da casa dos avós.
Com o passar dos anos, o casal transformou o espaço, criou jardins, construiu uma casa com seis quartos e reconstruiu uma antiga igrejinha. Foi nesse cenário que surgiu a ideia de iniciar a produção de cachaça.
Uma lembrança familiar deu início ao negócio
A produção começou a ganhar forma após a morte do pai de Paulo, em 2015. O interesse do pai por alambiques acabou despertando nele a vontade de conhecer mais sobre a atividade.
Quando surgiu a oportunidade de adquirir um alambique em Três Pontas, Paulo decidiu investir na ideia. Químico de formação, ele não tinha experiência anterior na fabricação de cachaça e começou em pequena escala, estudando e aperfeiçoando cada etapa do processo.
Em 2016, a produção já havia alcançado cerca de 2 mil litros, mas inicialmente a bebida era feita apenas para consumo próprio e sem intenção comercial.
Durante a pandemia, em 2020, a família passou mais tempo na propriedade, período em que Paulo continuou aprimorando a produção. A profissionalização veio posteriormente, com capacitações, investimentos em equipamentos e estrutura e maior atenção à matéria-prima e aos processos de fabricação.
Produção valoriza características do Sul de Minas
Atualmente, a Divina Cana utiliza aproximadamente 4,5 hectares de cana cultivada na própria propriedade. As variedades são escolhidas levando em consideração características do solo, clima e relevo da região.
A safra dura cerca de quatro meses e meio, normalmente entre junho e outubro. Em 2025, a produção chegou a aproximadamente 17 mil litros.
Além da produção anual, a propriedade mantém mais de 110 mil litros de cachaça armazenados em barris.
O processo inclui plantio, moagem, fermentação, destilação, separação das frações, armazenamento e engarrafamento. As bebidas passam por barris de diferentes madeiras, entre elas jequitibá, castanheira e carvalho.
Segundo a empresa, nenhuma das cachaças é engarrafada antes de completar dois anos de armazenamento.
Música faz parte da produção
Outro aspecto particular da produção está na etapa de fermentação. Com acompanhamento técnico, Paulo aprofundou os conhecimentos sobre os processos biológicos e passou a trabalhar com leveduras selecionadas para desenvolver características aromáticas e blends da marca.
Durante a fermentação, o ambiente recebe música clássica e também canções de Milton Nascimento, artista nascido em Três Pontas.
O produtor ressalta que não atribui à música um efeito científico sobre as leveduras, mas considera que ela faz parte da relação da família com a produção e com a propriedade.
Cachaça conquistou reconhecimento em concursos
O trabalho desenvolvido no alambique também rendeu premiações à marca.
Em 2024, a Divina Cana Febo recebeu Medalha de Prata no Spirits Selection do Concours Mondial de Bruxelles. No mesmo ano, a marca conquistou Medalha de Bronze na categoria “Cachaça de Alambique Envelhecida – Premium”, no 1º Concurso de Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras, realizado pela Emater-MG.
Já a Divina Cana Júpiter foi vencedora da categoria “Cachaça de Alambique Envelhecida Extra Premium” na mesma competição, que contou com mais de 220 cachaças inscritas e avaliação de 24 especialistas.
Rótulos carregam referências a Três Pontas
A identidade da marca também está presente nos nomes das bebidas. A linha regular reúne rótulos como Netuno, Febo, Júpiter, Vulcano, Minerva e Mercúrio, inspirados em figuras da mitologia.
A relação com Três Pontas aparece ainda em edições especiais. A Divina 165 foi criada para celebrar os 165 anos do município, com produção limitada a 165 garrafas.
Em 2026, a série ganhou a Divina 168, inspirada no café e dedicada às mulheres produtoras ligadas à cooperativa dos cafeicultores do município.
A edição especial reúne dois produtos que fazem parte da identidade econômica da região: o café e a cachaça.
Propriedade também recebe turistas
Com o crescimento da marca e o reconhecimento em concursos, a propriedade passou a receber visitantes interessados em conhecer a produção e a história da família.
Durante as visitas, Paulo apresenta o alambique e explica as etapas de fabricação da bebida. Em seguida, Regina conduz uma degustação harmonizada com produtos artesanais preparados por ela, como carnes, pães e doces.
A experiência também passou a integrar iniciativas de turismo e negócios com apoio do Sebrae Minas. Desde 2023, a empresa participa de ações, feiras e consultorias relacionadas ao setor.
Em 2024, a Divina Cana passou a integrar a Rota Turística dos Cafés do Sul de Minas, iniciativa lançada pelo Governo de Minas Gerais e pelo Sebrae Minas.
Assim, o que começou como um espaço para reunir a família ganhou novos significados e se tornou uma experiência que combina produção artesanal, memória, café, cachaça e turismo, valorizando elementos ligados à identidade de Três Pontas e do Sul de Minas.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias Varginha Online, confira na íntegra.
Cultura
Festival em Pouso Alegre reúne pratos criativos que reinventam a culinária mineira
Evento gratuito segue até domingo (13), com opções como picolé de costelinha, pastel de frango com quiabo e “uaikisoba”
A culinária mineira ganhou versões criativas durante o Festival Gastronômico e Cultural de Pouso Alegre, que acontece até este domingo (13), na Via Gastronômica. O evento reúne gastronomia, música e atrações gratuitas para o público.
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Entre os destaques estão pratos que misturam receitas tradicionais com novas propostas, como o picolé de costelinha, o pastel de frango com quiabo e o chamado “uaikisoba” de frango.
O festival também oferece joelho de porco defumado, tropeiro, torresmo, arroz de costela, pastéis, hambúrgueres, poke de salmão, saladas, doces, café especial, sucos naturais, geleias, bolinhos e pão de queijo.
Os pratos foram desenvolvidos por empreendedores locais que participaram de uma consultoria voltada à criação de receitas para festivais gastronômicos, realizada pelo Sebrae Minas em parceria com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sindipa).
Música e cozinha-show
Além da gastronomia, o evento conta com apresentações de artistas e bandas locais.
Neste domingo (13), a programação musical terá Bia, às 13h; Lê Guimarães, às 15h; e Samba Brazucas, às 18h.
Outra atração é a Cozinha-Show, que reúne chefs da região preparando receitas ao vivo e compartilhando técnicas e experiências com o público.
Neste domingo, a programação inclui risoto de queijo com mel, às 14h, com a chef Lilian Freitas; drinks clássicos e contemporâneos com cachaça, às 16h, com o chef Léo Gomes; e nhoque de mandioquinha na fonduta de parmesão, às 18h, com a chef Caroline Bitencourt.
Serviço
Festival Gastronômico e Cultural de Pouso Alegre
Data: até domingo (13)
Horário: a partir das 12h
Local: Via Gastronômica de Pouso Alegre
Entrada: gratuita
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
Cultura
CRAS de Elói Mendes promove projeto de arte em biscuit para todas as idades
Atividades do projeto “Modelando Histórias” acontecem de segunda a quarta-feira, das 14h às 15h
O CRAS de Elói Mendes está promovendo o projeto “Modelando Histórias”, iniciativa que utiliza a arte em biscuit como forma de estimular a criatividade, a expressão artística e o aprendizado.
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As atividades são abertas a pessoas de todas as idades e oferecem um espaço para que os participantes possam aprender, se divertir e transformar a imaginação em peças de arte.
Como participar
As atividades acontecem de segunda a quarta-feira, das 14h às 15h, no CRAS de Elói Mendes.
A proposta é proporcionar momentos de convivência e desenvolvimento por meio da produção artística, aproximando a comunidade de atividades criativas e de lazer.
A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Elói Mendes, por meio do CRAS, dentro da Administração 2025–2028.
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