Cidade
Cemig alerta sobre segurança com a rede elétrica durante tempestades
População deve ficar atenta durante os temporais para evitar acidentes com a rede elétrica
A proximidade da chegada da estação mais quente do ano é o momento de focar na prevenção. O verão do Sudeste brasileiro é caracterizado pelas tempestades que acontecem, principalmente, nos fins de tarde. Por isso, a Cemig alerta que a população deve ficar atenta aos perigos desse fenômeno meteorológico, que geralmente é acompanhado da ocorrência de raios, rajadas de ventos e inundações. Nessas condições, é necessário que as pessoas redobrem os cuidados com a rede elétrica para evitar acidentes, choques ou perdas de equipamentos.
De acordo com o engenheiro de Segurança do Trabalho Francis Nascimento, da Cemig, alguns procedimentos devem ser adotados pela população durante as tempestades, como desligar das tomadas os equipamentos elétricos, evitando o risco de queimá-los e também de colocar em risco a vida das pessoas.
“Durante as chuvas, havendo descarga atmosférica, esta pode cair nas proximidades da edificação ou até mesmo na rede elétrica. Essa descarga pode chegar às residências por meio de indução do raio na instalação elétrica da casa ou pela fiação da rede elétrica, podendo atingir os moradores ou seus equipamentos. É importante salientar que os equipamentos devem ser desligados antes de a tempestade começar, pois, há risco de choque elétrico se isso for feito durante a chuva”, explica o engenheiro.
Em função da grande incidência de raios em Minas Gerais, o sistema elétrico da Cemig é equipado com para-raios de média tensão que protegem os equipamentos instalados ao longo dos circuitos, mas que também é possível o cliente adquirir a proteção para baixa tensão, que deve ser instalada no ponto de entrega (padrão), com o intuito de reduzir os riscos dentro da edificação. Há para-raios vendidos no mercado para instalação dentro das residências. Se essa for a decisão, procure um eletricista capacitado para realizar os serviços.
“Apesar disso, é muito importante que durante as chuvas mais fortes e com muitos raios, os clientes desliguem os equipamentos eletroeletrônicos das tomadas para evitar que eles sejam danificados e até mesmo inutilizados”, alerta.
Além disso, o especialista da Cemig destaca que as pessoas não devem jamais se aproximar de fios partidos. “Caso as pessoas se deparem com um fio partido, elas não podem se aproximar ou tocar no cabeamento e, se possível, não devem permitir que outras pessoas se aproximem também. A recomendação é telefonar imediatamente para o Fale com a Cemig, no telefone 116, que funciona 24 horas por dia”, afirma. O especialista ressalta, ainda, que somente os profissionais autorizados pela companhia podem fazer intervenções na rede elétrica.
O mesmo cuidado deve ser tomado em caso de queda de árvores sobre as vias públicas, pois elas podem cair sobre as redes elétricas e trazer consigo fios elétricos possivelmente energizados que ficam escondidos sob as folhas e podem causar acidentes graves.
Muito importante também não realizar quaisquer serviços em lajes ou telhados das residências. Além do risco de queda, há o risco de ser atingido por uma descarga atmosférica.
Se a residência estiver em área sujeita a alagamento é importante que, ao perceber o início de alagamento da residência, desligar imediatamente o disjuntor localizado no padrão de entrada para evitar problemas maiores.
Monitoramento de raios
A Cemig é uma empresa do Setor Elétrico pioneira no monitoramento do tempo, consequentemente com a preocupação sobre as condições adversas do tempo. Como o Brasil está localizado em uma zona tropical, o clima quente favorece a formação de tempestades. No país, é registrada uma das maiores incidências de relâmpagos do planeta. Anualmente, mais de 1 milhão de raios são contabilizados apenas em Minas Gerais, e essas descargas atmosféricas podem causar acidentes com a população e danos ao sistema elétrico. Dessa forma, a empresa é integrante do grupo que mantém um Sistema de Detecção de Descargas Atmosféricas.
Trata-se de uma rede de sensores que detectam a ocorrência de descargas atmosféricas. Após os sinais das descargas serem registrados pelos sensores, eles são enviados às centrais de processamento que identificam a localização e as características das descargas. Esses dados são disponibilizados para visualização em tempo real e armazenados para análises históricas.
Um dos produtos deste sistema é a aplicação no monitoramento do tempo. Esta atividade na Cemig tem quase três décadas, o que comprova a preocupação da empresa com os transtornos/prejuízos causados pelas tempestades. Além disso, a Cemig tem um setor de Meteorologia com equipe permanente.
“Os meteorologistas mantêm, com informações meteorológicas atualizadas, tanto a Cemig Distribuição quanto a Cemig Geração e Transmissão. No início de cada semana são realizadas reuniões com todos os setores da Cemig para apresentar a previsão do tempo para os próximos dias. A partir deste momento, a equipe de meteorologia foca no monitoramento do tempo, que é o acompanhamento dos sistemas atuantes. No monitoramento são utilizados produtos do Sistema de Detecção de Descargas Atmosféricas, imagens de satélite, informações de estações meteorológicas à superfície, além dos produtos do radar meteorológico”, explica o meteorologista da Cemig Arthur Chaves.
Além disso, a Cemig possui o Radar Meteorológico, que foi instalado no município de Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Este instrumento atua no monitoramento de topos de nuvens para vigilância meteorológica com alcance quantitativo de chuva e tempestades num raio de até 250 km e com alcance qualitativo até 450 km. O Radar beneficia cerca de 40 milhões de pessoas dentro da sua área de abrangência de cerca de 500 mil km².
Cultura
VIAGEM DE ELÓI MENDES À APARECIDA
Eis que aponta no fim da rua o farol,
4 horas da manhã, estrelas no céu,
Do único veículo naquele momento,
Era o tão esperado carro de aluguel.
Bom dia, bom dia, malas no bagageiro,
O dia será longo, 12 horas de viagem,
E não esqueçam essa sacola amarela,
Não pode faltar nada nessa bagagem.
Varginha ficamos a esperar o trem,
Que demorou um pouco a chegar,
Desci e encostei o ouvido na linha,
Me disseram que dava pra escutar.
Já dentro do trem e acomodado,
Virei o banco da frente para trás,
Para ficar mais bem instalado,
Sempre olhando para meus pais.
Começou o “fuk, fuk” da locomotiva,
E o “piuí” da famosa Maria Fumaça,
Agora vamos contando as estações,
De cada cidade por onde ela passa.
Flora, Três Corações e São Tomé,
Conceição do Rio Verde, Soledade,
Aí o sol já estava alto e quente,
Minha fome já virou ansiedade.
O chefe já passou com seu boné,
Picotando as nossas passagens,
Deu boas vindas para a família,
Nos desejando uma boa viagem.
Então eu perguntei pela matula,
A barriga já começava a roncar,
Mãe me deu pastel de mandioca,
Aí matei quem queria me matar.
Que horas vamos chegar no túnel?
Eu perguntava quase toda hora,
“Após Passa Quatro e Pé do Morro,
Estamos bem perto, não demora”.
“Fechem os vidros” avisa o chefe,
O túnel, era uma grande façanha,
Divisa entre Minas e São Paulo,
Passando por baixo da montanha.
Em Cruzeiro fim do primeiro trecho,
Descemos da Rede Mineira de Viação,
Esperamos o Comboio Rio/São Paulo,
Um novo Trem de Aço de alto padrão.
Cruzeiro a Aparecida uma horinha,
As 16h desembarcamos na estação,
Os “cata clientes” nos abordavam,
Mas meu pai, não era bobo não.
Já tínhamos nosso destino certo,
Era o Hotel Brasil já acostumado,
Onde Seu Alfredo era o gerente,
Já estava tudo bem combinado.
Após instalados, as novidades,
Muitas lojas com quinquilharias,
As vitrines cheias de santinhos,
Ali bem em frente à hospedaria.
Os fotógrafos “lambe-lambes”,
Mil novidades eram exibidas,
Televisão eu nunca tinha visto,
Vendo pela primeira vez na vida.
Depois fomos até à Igreja Velha,
A nova ainda não era construída,
Assistir à nossa primeira missa,
Agradecer à Senhora Aparecida.
As luzes para mim estranhas,
Com uma claridade diferente,
Uma forte iluminação branca,
As tais lâmpadas fluorescentes.
Já mais à noite, fomos ao parque,
Vimos uma coisa muito esquisita,
Mulher que tinha corpo de aranha,
Mas com uma feição muito bonita.
Visitamos a Conga, mulher Gorila,
Que me deixou muito assustado,
Quando no fim da transformação,
Escapou e veio para o meu lado.
Dia seguinte outra aventura,
Fomos de bonde até Guará,
Visitamos a gruta de Lourdes,
Onde o povo ia também rezar.
Retornamos no terceiro dia,
Eu já estava mesmo cansado,
Levando algumas recordações,
E despertadores encomendados

Cultura
BAIRROS DO MUNICÍPIO DE ELÓI MENDES
Situada no topo de uma colina,
Lá está minha pequena cidade,
ELÓI MENDES terra querida,
Sempre me deu muita felicidade.
Seu território urbano é simples,
Mas a zona rural é interessante,
Subdividida por muitos bairros,
Com nomes muito intrigantes.
Os nomes estranhos dos bairros,
Sempre me chamaram a atenção,
Tem alguns que eu até entendia,
Outros, mesmo com esforço, não.
Tem um local chamado ONÇA,
Não posso imaginar o por quê,
Havia lá umas onças pintadas?
Alguém pode me esclarecer?
BUENOS, PINTOS e PEREIRAS,
Eu posso imaginar os fatores,
Devem ter sido nomes dados,
Por seus primeiros moradores.
ÓLEOS, JARACATIÁ e PEROBAS,
São outros fáceis de entender,
Nomes de madeiras e plantas,
Que naqueles locais devem ter.
Também AÇUDE e CERÂMICA,
Muito fácil de ser explicado,
Coisas feitas pelos homens,
Que ali estavam instalados.
BARRA, bairro muito popular,
Ricos fazendeiros habitam ali,
Gente que gosta de trabalhar,
Junção dos rios Verde e Sapucaí.
SALTO é um bairro pequeno,
E me trás muitas lembranças,
Ali nadávamos e pescávamos,
Nos bons tempos de criança.
Deve o nome a uma cachoeira,
Que no passado ali existiu,
Depois um dia desapareceu,
Com o represamento do rio.
Com a advinda da represa,
A cachoeira foi eliminada,
Perdeu a sua exuberância,
E deixou de ser visitada.
Em alguns períodos de seca,
Ela, às vezes vem se mostrar,
Mas a chuva enche a represa,
Ela some e demora a voltar.
MORCEGO, não encontrei nada,
Mas é uma região muito querida,
Onde a vida toda frequentei,
Lá onde minha mãe foi nascida.
Nunca vi nenhum bicho por lá,
O povo de lá não é preguiçoso,
Não tem nada que justifique,
Esse codinome tão horroroso.
SERRINHA o próprio nome diz,
Formação geológica da terra,
Com muitas pedras irregulares,
Vulgarmente chamada de serra.
Alguns nomes que descobri,
Tem influência de Portugal,
MALHADA e MALHADINHA,
Minha saudosa terra natal.
Produzem vinhos e azeites,
São lugares interessantes,
Influenciaram minha terra,
Tão longínqua, tão distante.
E para minha grande surpresa,
No rótulo do vinho MALHADINHA,
Adivinhem o que eu encontrei?
O desenho de uma vaquinha.
Nasci me criei na MALHADA,
Vivi dez anos de minha vida,
MALHADA soa como música,
Por mim, jamais esquecida.
MOMBUCA palavra Tupi Guarani,
Significa tipo de abelha ou raça,
Elas não armazenam mel em favos,
Elas colocam em pequenas cabaças.
AQUENTA SOL também de Portugal,
Encontrei nos sonetos de Camões,
O Calor do Sol que a cada um cabe,
É o significado dessas expressões.
TRIUNFO a fazenda do Barão,
Até hoje ostenta o belo nome,
Lugar marcante do município,
Por ter sido do grande homem.
Antes o nome era escrito com PH,
E ainda hoje é muito respeitado,
Tamanho e peso do belo nome,
E de quem por ele fora batizado,
Significa sucesso ou grande êxito,
Tem tudo a ver com o venerado,
Que sempre foi um bom político,
E após, como Barão condecorado.
POCINHO é um bairro novo,
Fica bem pertinho da cidade,
Deve ter sido um temporal,
Que nomeou tal localidade.
SÃO DOMINGOS outra incógnita,
Não sei por quê é chamado assim,
O Santo tem origem europeia,
Isso é tudo que eu descobri.
CÓRREGO RICO origem portuguesa,
Tem tudo a ver com o nosso ouro,
Que n’algum córrego encontrado,
Daqui depois, levavam o tesouro.
COBERTORES não faço ideia,
De onde esse nome surgiu,
Mas o bairro ainda lá existe,
Próximo do encontro dos rios.
CAPETINGA é palavra indígena,
“Capim branco” é o significado,
Provavelmente lá existe muito,
E por isso, esse nome foi dado.
CAFUNDÓ esse nome estranho,
Significa “lá no fim do mundo”,
Na verdade não é tanto assim,
Perto do MORCEGO, bem no fundo.
PINDAÍBAS, falta de dinheiro?
Nesse caso aqui, não é não,
Trata-se de árvore frutífera,
Nome de um bairro da região.
A PINDAÍBA produz um fruto,
Muito parecido com o Araticum,
Frutifica em Março Abril e Maio,
Se um dia puder, vou comer um.
Ainda tem o Bairro da BOMBA,
O bairro das PITANGUEIRAS,
PINHÃO ROCHO no canto sul,
E a rica região dos MOREIRAS.
A BOMBA manda água pra caixa,
Dá pitangas nas PITANGUEIRAS,
PINHÃO ROXO dá muitas pinhas,
Perto da fazenda dos MOREIRAS.
SAPUCAY o rio mais caudaloso,
Pesquisando também descobri,
De onde vem esse nome estranho,
Significa GRITO em Tupi Guarani.
Fazenda do OLHO D’ÁGUA,
Nome dado a uma linda região,
Deve-se a uma grande nascente,
Que banha parte daquele chão.
Certamente esqueci alguns,
Faz 50 anos que de lá saí,
Se alguém puder me ajudar,
Manda que acrescento aqui…

Cultura
Audiência Pública em Elói Mendes vai discutir problemas com fornecimento de energia
A Câmara Municipal de Elói Mendes convida toda a população para participar de uma Audiência Pública que tratará da falta de energia elétrica na Comunidade da Barra e dos demais problemas relacionados aos serviços prestados pela Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) em todo o município.
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O evento acontecerá no dia 20 de fevereiro de 2025 (quinta-feira), às 16h, no Clube Municipal de Elói Mendes. A Audiência tem como objetivo ouvir a população, debater soluções e cobrar providências da concessionária de energia.
Moradores da Comunidade da Barra têm relatado frequentes quedas de energia e dificuldades no atendimento prestado pela CEMIG. Além disso, outros bairros e regiões do município também enfrentam problemas similares, afetando comércios, serviços e a qualidade de vida da população.
A presença da comunidade é fundamental para que as reivindicações sejam formalizadas e encaminhadas às autoridades competentes. Participe e ajude a buscar soluções para melhorar os serviços de energia em Elói Mendes.
Fonte: Câmara Municipal de Elói Mendes
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