Cidade
Elói Mendes realiza O Primeiro Concurso de Qualidade de Café, e foi um sucesso
Eloi Mendes é uma ótima região para se produzir café, tanto pela riqueza de nossas terras, quanto pela altitude. Acredito que a cidade tem muito potencial para produzir excelentes cafés, para que cada vez mais sejamos reconhecidos pelos sabores e qualidade da nossa bebida.
Bruno Stéfano

No dia 19 de Outubro, Elói Mendes, celebrou um evento que marcará sua história na produção de café: o 1º Concurso de Qualidade dos Cafés de Elói Mendes. Conversamos com o organizador do concurso, Pedro Paulo, e com o grande vencedor, Bruno, sobre esse emocionante evento.
O projeto para o concurso surgiu cerca de um ano atrás, quando Pedro Paulo, seu sócio Ricardo Scotini, Mateus Morais do Café Mutuca, Lucas Franco, Mateus Franco, Claudivan do Sítio Conquista, Jésus da EMATER (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais) e Naiara do Carapina se uniram para criar um evento que revolucionaria a cultura do café em Elói Mendes. O objetivo era transformar o município em um produtor reconhecido de cafés especiais.
O processo de organização do concurso foi desafiador, mas com o apoio de patrocinadores e apoiadores, eles conseguiram dar vida a uma cerimônia que refletiu a excelência do café produzido na região. As avaliações dos cafés participantes seguiram o Protocolo SCA, com critérios rigorosos de fragrância, aroma, sabor, retrogosto e acidez. O café campeão obteve as maiores notas médias em cada um desses critérios.

Para a comunidade de Elói Mendes, o concurso representa um marco na trajetória da cafeicultura local, com o reconhecimento de que a cidade produz café de alta qualidade. Isso promete educar os produtores a adotar práticas sustentáveis e responsáveis, visando aprimorar a qualidade de seus produtos. Além disso, a indústria do café em geral reconhecerá cada vez mais os cafés de Elói Mendes como excelentes.
Quanto aos planos futuros, a equipe organizadora busca fortalecer a ideia do próximo concurso em parceria com os participantes deste ano. A intenção é expandir a experiência do concurso, talvez incluindo um leilão de cafés, tornando-o ainda mais emocionante na próxima edição.
Em uma entrevista com o grande vencedor do concurso, Bruno, ficou claro o orgulho e a emoção em ser o campeão do 1º Concurso de Qualidade dos Cafés de Elói Mendes. Bruno expressou sua gratidão a Deus, seu avô, esposa, pais e toda a família por apoiá-lo nessa jornada.
“Primeiramente agradecer a Deus.
Bruno Stéfano
Agradecer também ao meu falecido avô, Vivalde Avelino da Silva, que sempre nos incentivou e proporcionou toda a estrutura necessária para iniciar este projeto.
Agradecer a minha esposa, Fabiana Augusto, que me apoiou desde o início, sem ela nada disso seria possível.
E por último agradecer aos meus pais, José Ronaldo da Silva e Rosa Helena de Sousa Silva, juntamente com a minha irmã, Katrine Roberta e seu esposo, Victor Condé, que embarcaram nessa jornada de sucesso, e que são meus sócios nesse projeto. Eles foram fundamentais no sucesso dessa conquista.”

O café vencedor é da variedade Arara, cultivado a 1000 metros de altitude na região de Elói Mendes. Foi colhido no ponto ideal de maturação e secado de forma natural, resultando em uma bebida excepcional.
O desafio enfrentado por Bruno foi a instabilidade climática nos últimos anos, incluindo uma geada em 2021 que afetou muitos produtores na região. No entanto, sua determinação e dedicação ao cultivo de café de alta qualidade superaram esses desafios.

Para aqueles interessados em experimentar o café de Bruno, ele compartilhou que aceitam pedidos online, com entregas diretas em Elói Mendes. Além disso, estão trabalhando para expandir suas operações e em breve entregarão para todo o Brasil.
O Café Rancharia, marca de Bruno, busca focar na qualidade de seus produtos e participar de mais concursos para continuar aprimorando sua produção. Por se tratar de um café especial, as torras são feitas a cada 15 dias, para que consumidor tenha a melhor experiência possível. Uma loja virtual está prestes a ser inaugurada, oferecendo a todos os amantes de café a oportunidade de saborear essa bebida de excelência. Para os eloienses os pedidos podem ser feitos pelos canais:
Instagram: @ranchariacafe e
WhatsApp: (35) 98861-1768 (Bruno)
E para os leitores do Café Mutuca que são de outras cidades, em breve o café estará sendo entregue para todo o Brasil. Basta ficar ligado no Instagram @ranchariacafe para ter acesso a todas as novidades.
O concurso de café em Elói Mendes não apenas celebra a excelência dos produtos locais, mas também impulsiona a comunidade a valorizar e aprimorar sua produção, transformando a região em um nome respeitado na indústria do café.

Confira os nomes dos 10 melhores cafés da Concurso:
1º LUGAR:
Bruno Stefano de Sousa Silva
2º LUGAR:
Vicente Nelson P. Cata Preta Netto
3º LUGAR:
Elton Pereira Lelo
4º LUGAR:
Silvana Aparecida Leonel Moreira
5º LUGAR:
Ueslei Augusto Silva
6º LUGAR:
Tiago Silveira de Paiva
7º LUGAR:
João Elias da Silva
8º LUGAR:
Afonso Donizetti Silva
9º LUGAR:
Carlos Roberto de Freitas
10º LUGAR:
Luis Carlos Ferreira
Cultura
VIAGEM DE ELÓI MENDES À APARECIDA
Eis que aponta no fim da rua o farol,
4 horas da manhã, estrelas no céu,
Do único veículo naquele momento,
Era o tão esperado carro de aluguel.
Bom dia, bom dia, malas no bagageiro,
O dia será longo, 12 horas de viagem,
E não esqueçam essa sacola amarela,
Não pode faltar nada nessa bagagem.
Varginha ficamos a esperar o trem,
Que demorou um pouco a chegar,
Desci e encostei o ouvido na linha,
Me disseram que dava pra escutar.
Já dentro do trem e acomodado,
Virei o banco da frente para trás,
Para ficar mais bem instalado,
Sempre olhando para meus pais.
Começou o “fuk, fuk” da locomotiva,
E o “piuí” da famosa Maria Fumaça,
Agora vamos contando as estações,
De cada cidade por onde ela passa.
Flora, Três Corações e São Tomé,
Conceição do Rio Verde, Soledade,
Aí o sol já estava alto e quente,
Minha fome já virou ansiedade.
O chefe já passou com seu boné,
Picotando as nossas passagens,
Deu boas vindas para a família,
Nos desejando uma boa viagem.
Então eu perguntei pela matula,
A barriga já começava a roncar,
Mãe me deu pastel de mandioca,
Aí matei quem queria me matar.
Que horas vamos chegar no túnel?
Eu perguntava quase toda hora,
“Após Passa Quatro e Pé do Morro,
Estamos bem perto, não demora”.
“Fechem os vidros” avisa o chefe,
O túnel, era uma grande façanha,
Divisa entre Minas e São Paulo,
Passando por baixo da montanha.
Em Cruzeiro fim do primeiro trecho,
Descemos da Rede Mineira de Viação,
Esperamos o Comboio Rio/São Paulo,
Um novo Trem de Aço de alto padrão.
Cruzeiro a Aparecida uma horinha,
As 16h desembarcamos na estação,
Os “cata clientes” nos abordavam,
Mas meu pai, não era bobo não.
Já tínhamos nosso destino certo,
Era o Hotel Brasil já acostumado,
Onde Seu Alfredo era o gerente,
Já estava tudo bem combinado.
Após instalados, as novidades,
Muitas lojas com quinquilharias,
As vitrines cheias de santinhos,
Ali bem em frente à hospedaria.
Os fotógrafos “lambe-lambes”,
Mil novidades eram exibidas,
Televisão eu nunca tinha visto,
Vendo pela primeira vez na vida.
Depois fomos até à Igreja Velha,
A nova ainda não era construída,
Assistir à nossa primeira missa,
Agradecer à Senhora Aparecida.
As luzes para mim estranhas,
Com uma claridade diferente,
Uma forte iluminação branca,
As tais lâmpadas fluorescentes.
Já mais à noite, fomos ao parque,
Vimos uma coisa muito esquisita,
Mulher que tinha corpo de aranha,
Mas com uma feição muito bonita.
Visitamos a Conga, mulher Gorila,
Que me deixou muito assustado,
Quando no fim da transformação,
Escapou e veio para o meu lado.
Dia seguinte outra aventura,
Fomos de bonde até Guará,
Visitamos a gruta de Lourdes,
Onde o povo ia também rezar.
Retornamos no terceiro dia,
Eu já estava mesmo cansado,
Levando algumas recordações,
E despertadores encomendados

Cultura
BAIRROS DO MUNICÍPIO DE ELÓI MENDES
Situada no topo de uma colina,
Lá está minha pequena cidade,
ELÓI MENDES terra querida,
Sempre me deu muita felicidade.
Seu território urbano é simples,
Mas a zona rural é interessante,
Subdividida por muitos bairros,
Com nomes muito intrigantes.
Os nomes estranhos dos bairros,
Sempre me chamaram a atenção,
Tem alguns que eu até entendia,
Outros, mesmo com esforço, não.
Tem um local chamado ONÇA,
Não posso imaginar o por quê,
Havia lá umas onças pintadas?
Alguém pode me esclarecer?
BUENOS, PINTOS e PEREIRAS,
Eu posso imaginar os fatores,
Devem ter sido nomes dados,
Por seus primeiros moradores.
ÓLEOS, JARACATIÁ e PEROBAS,
São outros fáceis de entender,
Nomes de madeiras e plantas,
Que naqueles locais devem ter.
Também AÇUDE e CERÂMICA,
Muito fácil de ser explicado,
Coisas feitas pelos homens,
Que ali estavam instalados.
BARRA, bairro muito popular,
Ricos fazendeiros habitam ali,
Gente que gosta de trabalhar,
Junção dos rios Verde e Sapucaí.
SALTO é um bairro pequeno,
E me trás muitas lembranças,
Ali nadávamos e pescávamos,
Nos bons tempos de criança.
Deve o nome a uma cachoeira,
Que no passado ali existiu,
Depois um dia desapareceu,
Com o represamento do rio.
Com a advinda da represa,
A cachoeira foi eliminada,
Perdeu a sua exuberância,
E deixou de ser visitada.
Em alguns períodos de seca,
Ela, às vezes vem se mostrar,
Mas a chuva enche a represa,
Ela some e demora a voltar.
MORCEGO, não encontrei nada,
Mas é uma região muito querida,
Onde a vida toda frequentei,
Lá onde minha mãe foi nascida.
Nunca vi nenhum bicho por lá,
O povo de lá não é preguiçoso,
Não tem nada que justifique,
Esse codinome tão horroroso.
SERRINHA o próprio nome diz,
Formação geológica da terra,
Com muitas pedras irregulares,
Vulgarmente chamada de serra.
Alguns nomes que descobri,
Tem influência de Portugal,
MALHADA e MALHADINHA,
Minha saudosa terra natal.
Produzem vinhos e azeites,
São lugares interessantes,
Influenciaram minha terra,
Tão longínqua, tão distante.
E para minha grande surpresa,
No rótulo do vinho MALHADINHA,
Adivinhem o que eu encontrei?
O desenho de uma vaquinha.
Nasci me criei na MALHADA,
Vivi dez anos de minha vida,
MALHADA soa como música,
Por mim, jamais esquecida.
MOMBUCA palavra Tupi Guarani,
Significa tipo de abelha ou raça,
Elas não armazenam mel em favos,
Elas colocam em pequenas cabaças.
AQUENTA SOL também de Portugal,
Encontrei nos sonetos de Camões,
O Calor do Sol que a cada um cabe,
É o significado dessas expressões.
TRIUNFO a fazenda do Barão,
Até hoje ostenta o belo nome,
Lugar marcante do município,
Por ter sido do grande homem.
Antes o nome era escrito com PH,
E ainda hoje é muito respeitado,
Tamanho e peso do belo nome,
E de quem por ele fora batizado,
Significa sucesso ou grande êxito,
Tem tudo a ver com o venerado,
Que sempre foi um bom político,
E após, como Barão condecorado.
POCINHO é um bairro novo,
Fica bem pertinho da cidade,
Deve ter sido um temporal,
Que nomeou tal localidade.
SÃO DOMINGOS outra incógnita,
Não sei por quê é chamado assim,
O Santo tem origem europeia,
Isso é tudo que eu descobri.
CÓRREGO RICO origem portuguesa,
Tem tudo a ver com o nosso ouro,
Que n’algum córrego encontrado,
Daqui depois, levavam o tesouro.
COBERTORES não faço ideia,
De onde esse nome surgiu,
Mas o bairro ainda lá existe,
Próximo do encontro dos rios.
CAPETINGA é palavra indígena,
“Capim branco” é o significado,
Provavelmente lá existe muito,
E por isso, esse nome foi dado.
CAFUNDÓ esse nome estranho,
Significa “lá no fim do mundo”,
Na verdade não é tanto assim,
Perto do MORCEGO, bem no fundo.
PINDAÍBAS, falta de dinheiro?
Nesse caso aqui, não é não,
Trata-se de árvore frutífera,
Nome de um bairro da região.
A PINDAÍBA produz um fruto,
Muito parecido com o Araticum,
Frutifica em Março Abril e Maio,
Se um dia puder, vou comer um.
Ainda tem o Bairro da BOMBA,
O bairro das PITANGUEIRAS,
PINHÃO ROCHO no canto sul,
E a rica região dos MOREIRAS.
A BOMBA manda água pra caixa,
Dá pitangas nas PITANGUEIRAS,
PINHÃO ROXO dá muitas pinhas,
Perto da fazenda dos MOREIRAS.
SAPUCAY o rio mais caudaloso,
Pesquisando também descobri,
De onde vem esse nome estranho,
Significa GRITO em Tupi Guarani.
Fazenda do OLHO D’ÁGUA,
Nome dado a uma linda região,
Deve-se a uma grande nascente,
Que banha parte daquele chão.
Certamente esqueci alguns,
Faz 50 anos que de lá saí,
Se alguém puder me ajudar,
Manda que acrescento aqui…

Cultura
Audiência Pública em Elói Mendes vai discutir problemas com fornecimento de energia
A Câmara Municipal de Elói Mendes convida toda a população para participar de uma Audiência Pública que tratará da falta de energia elétrica na Comunidade da Barra e dos demais problemas relacionados aos serviços prestados pela Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) em todo o município.
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O evento acontecerá no dia 20 de fevereiro de 2025 (quinta-feira), às 16h, no Clube Municipal de Elói Mendes. A Audiência tem como objetivo ouvir a população, debater soluções e cobrar providências da concessionária de energia.
Moradores da Comunidade da Barra têm relatado frequentes quedas de energia e dificuldades no atendimento prestado pela CEMIG. Além disso, outros bairros e regiões do município também enfrentam problemas similares, afetando comércios, serviços e a qualidade de vida da população.
A presença da comunidade é fundamental para que as reivindicações sejam formalizadas e encaminhadas às autoridades competentes. Participe e ajude a buscar soluções para melhorar os serviços de energia em Elói Mendes.
Fonte: Câmara Municipal de Elói Mendes
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