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96ª Corrida Internacional de São Silvestre cria momentos inesquecíveis para Eloienses – Entrevista com Maria Bernadete

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Nunca é tarde para compartilhar experiências. O evento que é tradição desde 1924, retornou em 2021 depois de ser adiado em 2020 devido ao covid-19. A Corrida Internacional de São Silvestre de 31 de dezembro de 2021, é a 96ª da história com cerca de 20mil inscritos. É montado um percurso de 15 km com início e fim na avenida Paulista, passando por vias da região central de São Paulo.

É reunido todos os anos, milhares de atletas e não atletas, do mundo inteiro. Tradicionalmente a competição acontece no dia 31 de dezembro, e conta com competidores de todos os continentes que vêm em busca de conquistar a corrida de rua mais importante da América Latina, como um encerramento do calendário esportivo anual.

Tivemos eloienses participando este ano e convidamos a Maria Bernadete Picheli, participante apaixonada pelo evento para nos contar tudo e até um pouco mais sobre essa maratona.

A prova é inclusiva e sua largada é designada por pelotões. Bernadete nos contou que há categorias de atletas cadeirantes, atletas cadeirantes com guia, atletas com deficiência, atletas de elite e a categoria de atletas geral. O pelotão de Elite são os melhores atletas selecionados por classificação de melhor tempo, podendo ser de outros países.

Café Mutuca: Bernadete, como foi sua experiência na 96ª Silvestre?

É sempre uma experiência gratificante, costumamos dizer que é uma festa… É maravilhoso poder em mais um ano dividir o circuito da São Silvestre, pelas ruas de São Paulo com tantos outros Atletas, uma sensação difícil de expressar em palavras!

Bernadete

Maria Bernadete: Foram tempos tão incertos, o medo de estar em meio a uma multidão de pessoas devido a pandemia era grande, medo da São Silvestre ser cancelada em cima da hora mais uma vez e não podermos participar era grande também! Foi um tempo de incertezas e muito sofrido, mas enfim chegou e foi maravilhoso! Todas as regras Sanitárias foram seguidas e a corrida mais esperado do ano aconteceu em grande Estilo!!!

Bernadete também nos diz que sentir a vibração das pessoas, de muitas pessoas simples, anônimas, conhecer histórias de superação, ver sonhos realizados é altamente contagiante.

Para milhares de pessoas, assim como para mim, esta é “A PROVA”! ESSA É A MAIOR CONQUISTA, TOCAR NA MEDALHA SAGRADA “SÃO SILVESTRE”! A largada é bem devagarinho no inicio, muita gente junta, andando, um calor humano inexplicável. Depois de uns 5 minutos flui bem e a sensação é incrível.

Café Mutuca: Como foi o evento em 2021?

Maria Bernadete: A largada é dividida em setores com cores do número de peito de cada atleta, devido ao tempo de duração da corrida escolhida no ato da inscrição. São Paulo é uma mega cidade, com super encantos, cada rua tem uma história, você vai correndo e apreciando cada detalhe. Grande parte do percurso é fechado com grades e ficam ladeados de pessoas que incentivam cada um que passa, gritando: “Vai lá”, “Força”, “Você consegue”, etc… É uma energia indescritível, uma emoção que chega a dar nó na garganta e arranca lágrimas dos nossos olhos. Difícil não se emocionar! O evento estava muito bem organizado. O kit foi retirado dias antes e na véspera mediante o comprovante de vacinação e na premiação o pessoal respeitou as orientações em relação ao uso de máscara, álcool em gel, etc. Haviam por lá muitos policiais, enfermeiros, banheiros químicos, fotógrafos, organizadores e como sempre a criatividade de muitos corredores nas fantasias mais diversas.

Café Mutuca: Quantas vezes você já foi a maratona? O que a faz querer participar todos os anos?

Maria Bernadete: Esta foi a minha “INESQUECIVEL” 5ª São Silvestre. Querer participar todos os anos é algo que fica no topo da lista, planejado desde o inicio do novo ano que se inicia, pois é contagiante e inesquecível. A corrida para mim é aquela paixão que chegou devagarinho e que me dominou por completo e a São Silvestre a melhor de todas!!! Se a energia de outras provas são boas, imagina então a energia da São Silvestre… O Coração fica a mil por hora, a emoção da largada é incrível e hora da chegada é surreal. Aquele momento só seu.

Não tenho palavras suficientes para descrever o que me leva a participar todos os anos!!! Só tenho uma certeza, eu vou!

Para nós atletas amadores na corrida de São Silvestre, que ficarmos uma hora ou mais, esperando a largada sem poder nos mexer, tudo juntinho e misturado, com aquela energia humana, onde todos os Atletas se reconhecem como irmãos, de laços jamais esquecidos. Sinto uma felicidade sem fim em ter realizado mais um sonho, participando da minha 5ª São Silvestre, finalizando meu ano da melhor maneira e muito feliz!
A São Silvestre este ano voltou presencialmente e foi maravilhoso ver as pessoas fisicamente ativas e felizes. Nenhuma atividade física em “home office” substituirá a presencial. A interação humana é essencial.

Bernadete ainda deixa uma frase: “Mens sana in corpore sano” (“alma sã em corpo são”).
Ela também compartilhou conosco outros eloienses que participaram da maratona em 2021 e os colaboradores.

O Grupo de Atletas Mutuka's Running de Eloi Mendes/MG participou da 96ª São Silvestre com um total de 06 (seis) Atletas.
*Paulo Cesar Flausino
*Maria Bernadete Picheli
*Adriana Pineli
*Giselle Cristina Santos
*Livia Belo de Lima
*Helenice de Sousa

Maria Bernadete: Destaco aqui, que tivemos uma valiosa contribuição com o transporte junto a Prefeitura Municipal de Elói Mendes, através da Secretaria de Esportes, na pessoa de Emanoel Mendes Cocunato (Secretário de Esportes de Elói Mendes), contribuição muito valiosa para nós! Também não poderia deixar de agradecer ao Café Mutuca por sempre apoiar atletas e a tantas outras causas em prol do ser Humano, onde sou imensamente grata! No mais, fica a certeza: que venha a próxima.

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Cultura

VIAGEM DE ELÓI MENDES À APARECIDA

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Eis que aponta no fim da rua o farol,
4 horas da manhã, estrelas no céu,
Do único veículo naquele momento,
Era o tão esperado carro de aluguel.


Bom dia, bom dia, malas no bagageiro,
O dia será longo, 12 horas de viagem,
E não esqueçam essa sacola amarela,
Não pode faltar nada nessa bagagem.


Varginha ficamos a esperar o trem,
Que demorou um pouco a chegar,
Desci e encostei o ouvido na linha,
Me disseram que dava pra escutar.


Já dentro do trem e acomodado,
Virei o banco da frente para trás,
Para ficar mais bem instalado,
Sempre olhando para meus pais.


Começou o “fuk, fuk” da locomotiva,
E o “piuí” da famosa Maria Fumaça,
Agora vamos contando as estações,
De cada cidade por onde ela passa.


Flora, Três Corações e São Tomé,
Conceição do Rio Verde, Soledade,
Aí o sol já estava alto e quente,
Minha fome já virou ansiedade.


O chefe já passou com seu boné,
Picotando as nossas passagens,
Deu boas vindas para a família,
Nos desejando uma boa viagem.


Então eu perguntei pela matula,
A barriga já começava a roncar,
Mãe me deu pastel de mandioca,
Aí matei quem queria me matar.


Que horas vamos chegar no túnel?
Eu perguntava quase toda hora,
“Após Passa Quatro e Pé do Morro,
Estamos bem perto, não demora”.


“Fechem os vidros” avisa o chefe,
O túnel, era uma grande façanha,
Divisa entre Minas e São Paulo,
Passando por baixo da montanha.


Em Cruzeiro fim do primeiro trecho,
Descemos da Rede Mineira de Viação,
Esperamos o Comboio Rio/São Paulo,
Um novo Trem de Aço de alto padrão.


Cruzeiro a Aparecida uma horinha,
As 16h desembarcamos na estação,
Os “cata clientes” nos abordavam,
Mas meu pai, não era bobo não.


Já tínhamos nosso destino certo,
Era o Hotel Brasil já acostumado,
Onde Seu Alfredo era o gerente,
Já estava tudo bem combinado.


Após instalados, as novidades,
Muitas lojas com quinquilharias,
As vitrines cheias de santinhos,
Ali bem em frente à hospedaria.


Os fotógrafos “lambe-lambes”,
Mil novidades eram exibidas,
Televisão eu nunca tinha visto,
Vendo pela primeira vez na vida.


Depois fomos até à Igreja Velha,
A nova ainda não era construída,
Assistir à nossa primeira missa,
Agradecer à Senhora Aparecida.


As luzes para mim estranhas,
Com uma claridade diferente,
Uma forte iluminação branca,
As tais lâmpadas fluorescentes.


Já mais à noite, fomos ao parque,
Vimos uma coisa muito esquisita,
Mulher que tinha corpo de aranha,
Mas com uma feição muito bonita.


Visitamos a Conga, mulher Gorila,
Que me deixou muito assustado,
Quando no fim da transformação,
Escapou e veio para o meu lado.


Dia seguinte outra aventura,
Fomos de bonde até Guará,
Visitamos a gruta de Lourdes,
Onde o povo ia também rezar.


Retornamos no terceiro dia,
Eu já estava mesmo cansado,
Levando algumas recordações,
E despertadores encomendados

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Cultura

BAIRROS DO MUNICÍPIO DE ELÓI MENDES

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Situada no topo de uma colina,
Lá está minha pequena cidade,
ELÓI MENDES terra querida,
Sempre me deu muita felicidade.


Seu território urbano é simples,
Mas a zona rural é interessante,
Subdividida por muitos bairros,
Com nomes muito intrigantes.


Os nomes estranhos dos bairros,
Sempre me chamaram a atenção,
Tem alguns que eu até entendia,
Outros, mesmo com esforço, não.


Tem um local chamado ONÇA,
Não posso imaginar o por quê,
Havia lá umas onças pintadas?
Alguém pode me esclarecer?


BUENOS, PINTOS e PEREIRAS,
Eu posso imaginar os fatores,
Devem ter sido nomes dados,
Por seus primeiros moradores.


ÓLEOS, JARACATIÁ e PEROBAS,
São outros fáceis de entender,
Nomes de madeiras e plantas,
Que naqueles locais devem ter.


Também AÇUDE e CERÂMICA,
Muito fácil de ser explicado,
Coisas feitas pelos homens,
Que ali estavam instalados.


BARRA, bairro muito popular,
Ricos fazendeiros habitam ali,
Gente que gosta de trabalhar,
Junção dos rios Verde e Sapucaí.


SALTO é um bairro pequeno,
E me trás muitas lembranças,
Ali nadávamos e pescávamos,
Nos bons tempos de criança.


Deve o nome a uma cachoeira,
Que no passado ali existiu,
Depois um dia desapareceu,
Com o represamento do rio.


Com a advinda da represa,
A cachoeira foi eliminada,
Perdeu a sua exuberância,
E deixou de ser visitada.


Em alguns períodos de seca,
Ela, às vezes vem se mostrar,
Mas a chuva enche a represa,
Ela some e demora a voltar.


MORCEGO, não encontrei nada,
Mas é uma região muito querida,
Onde a vida toda frequentei,
Lá onde minha mãe foi nascida.


Nunca vi nenhum bicho por lá,
O povo de lá não é preguiçoso,
Não tem nada que justifique,
Esse codinome tão horroroso.


SERRINHA o próprio nome diz,
Formação geológica da terra,
Com muitas pedras irregulares,
Vulgarmente chamada de serra.


Alguns nomes que descobri,
Tem influência de Portugal,
MALHADA e MALHADINHA,
Minha saudosa terra natal.


Produzem vinhos e azeites,
São lugares interessantes,
Influenciaram minha terra,
Tão longínqua, tão distante.


E para minha grande surpresa,
No rótulo do vinho MALHADINHA,
Adivinhem o que eu encontrei?
O desenho de uma vaquinha.


Nasci me criei na MALHADA,
Vivi dez anos de minha vida,
MALHADA soa como música,
Por mim, jamais esquecida.


MOMBUCA palavra Tupi Guarani,
Significa tipo de abelha ou raça,
Elas não armazenam mel em favos,
Elas colocam em pequenas cabaças.


AQUENTA SOL também de Portugal,
Encontrei nos sonetos de Camões,
O Calor do Sol que a cada um cabe,
É o significado dessas expressões.


TRIUNFO a fazenda do Barão,
Até hoje ostenta o belo nome,
Lugar marcante do município,
Por ter sido do grande homem.


Antes o nome era escrito com PH,
E ainda hoje é muito respeitado,
Tamanho e peso do belo nome,
E de quem por ele fora batizado,
Significa sucesso ou grande êxito,
Tem tudo a ver com o venerado,
Que sempre foi um bom político,
E após, como Barão condecorado.


POCINHO é um bairro novo,
Fica bem pertinho da cidade,
Deve ter sido um temporal,
Que nomeou tal localidade.
SÃO DOMINGOS outra incógnita,
Não sei por quê é chamado assim,
O Santo tem origem europeia,
Isso é tudo que eu descobri.


CÓRREGO RICO origem portuguesa,
Tem tudo a ver com o nosso ouro,
Que n’algum córrego encontrado,
Daqui depois, levavam o tesouro.


COBERTORES não faço ideia,
De onde esse nome surgiu,
Mas o bairro ainda lá existe,
Próximo do encontro dos rios.


CAPETINGA é palavra indígena,
“Capim branco” é o significado,
Provavelmente lá existe muito,
E por isso, esse nome foi dado.


CAFUNDÓ esse nome estranho,
Significa “lá no fim do mundo”,
Na verdade não é tanto assim,
Perto do MORCEGO, bem no fundo.


PINDAÍBAS, falta de dinheiro?
Nesse caso aqui, não é não,
Trata-se de árvore frutífera,
Nome de um bairro da região.


A PINDAÍBA produz um fruto,
Muito parecido com o Araticum,
Frutifica em Março Abril e Maio,
Se um dia puder, vou comer um.


Ainda tem o Bairro da BOMBA,
O bairro das PITANGUEIRAS,
PINHÃO ROCHO no canto sul,
E a rica região dos MOREIRAS.


A BOMBA manda água pra caixa,
Dá pitangas nas PITANGUEIRAS,
PINHÃO ROXO dá muitas pinhas,
Perto da fazenda dos MOREIRAS.


SAPUCAY o rio mais caudaloso,
Pesquisando também descobri,
De onde vem esse nome estranho,
Significa GRITO em Tupi Guarani.


Fazenda do OLHO D’ÁGUA,
Nome dado a uma linda região,
Deve-se a uma grande nascente,
Que banha parte daquele chão.


Certamente esqueci alguns,
Faz 50 anos que de lá saí,
Se alguém puder me ajudar,
Manda que acrescento aqui…

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Cultura

Audiência Pública em Elói Mendes vai discutir problemas com fornecimento de energia

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A Câmara Municipal de Elói Mendes convida toda a população para participar de uma Audiência Pública que tratará da falta de energia elétrica na Comunidade da Barra e dos demais problemas relacionados aos serviços prestados pela Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) em todo o município.

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O evento acontecerá no dia 20 de fevereiro de 2025 (quinta-feira), às 16h, no Clube Municipal de Elói Mendes. A Audiência tem como objetivo ouvir a população, debater soluções e cobrar providências da concessionária de energia.

Moradores da Comunidade da Barra têm relatado frequentes quedas de energia e dificuldades no atendimento prestado pela CEMIG. Além disso, outros bairros e regiões do município também enfrentam problemas similares, afetando comércios, serviços e a qualidade de vida da população.

A presença da comunidade é fundamental para que as reivindicações sejam formalizadas e encaminhadas às autoridades competentes. Participe e ajude a buscar soluções para melhorar os serviços de energia em Elói Mendes.

Fonte: Câmara Municipal de Elói Mendes

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