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Previsão do tempo para sexta-feira, 2 de outubro, em Elói Mendes
Previsão indica máxima de 23°C, 8,1 milímetros de chuva e 92% de chance de precipitação ao longo do dia
Elói Mendes deve ter uma sexta-feira (2) marcada por períodos de sol, variação de nebulosidade e pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas. Segundo a previsão do Climatempo, a chuva pode ocorrer de forma rápida durante o dia e também à noite.
As temperaturas devem variar entre 19°C e 23°C, enquanto a sensação térmica fica entre 21°C e 23°C.
A previsão indica acumulado de 8,1 milímetros de chuva e 92% de probabilidade de precipitação. A umidade relativa do ar deve permanecer elevada, variando entre 80% e 94%.
Os ventos devem soprar de SSE/SW, com velocidade média de 3 km/h. As rajadas podem chegar a 31 km/h.
O sol nasce às 5h43 e se põe às 18h. A Lua estará na fase cheia.
A recomendação é que os moradores fiquem atentos às mudanças nas condições do tempo, especialmente durante os períodos de chuva e trovoadas.
Fonte: Climatempo
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Estudo da UFLA mostra que inteligência artificial ainda enfrenta dificuldades para compreender escrita de pessoas surdas
Pesquisa avaliou chatbots e testou treinamento específico com cerca de 55 mil conversas em formato próximo à Glosa; modelos apresentaram melhora, mas desempenho ainda ficou abaixo do português convencional
Ferramentas de inteligência artificial criadas para facilitar o acesso à informação ainda podem representar uma barreira para pessoas surdas que têm a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua. É o que aponta uma pesquisa desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA), no Sul de Minas.
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O estudo investigou a capacidade de chatbots compreenderem textos em português escritos por pessoas surdas e identificou dificuldades relacionadas às diferenças entre a estrutura da Libras e a do português.
A experiência do professor de Libras da UFLA Thales Douglas ajuda a ilustrar o problema. Em uma situação em que precisava entender como resolver uma questão relacionada a um contrato, ele recorreu à inteligência artificial, mas não conseguiu obter ajuda porque o sistema não compreendeu sua pergunta. Diante da dificuldade, precisou procurar outra pessoa.
A pesquisa partiu justamente da constatação de que pessoas surdas que têm a Libras como primeira língua podem utilizar uma estrutura diferente ao escrever em português, que é considerada sua segunda língua, principalmente na modalidade escrita.
Diferenças entre Libras e português
Segundo o professor Denilson Alves Pereira, do Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas da UFLA e orientador do estudo, características da estrutura da Libras podem aparecer na escrita em português.
Uma forma de representar essa estrutura é a Glosa, utilizada por intérpretes e estudantes para registrar sinais e estruturas de línguas de sinais. O recurso, entretanto, não constitui um sistema oficial de escrita da Libras.
Na prática, uma pergunta em português convencional pode apresentar uma organização diferente quando reproduz características da estrutura da Libras. Essa mudança pode envolver a ordem das palavras e o uso de artigos, preposições e flexões verbais.
Para os pesquisadores, o problema é que os modelos comerciais de inteligência artificial são treinados principalmente com textos convencionais. Assim, embora reconheçam as palavras utilizadas, podem ter dificuldades para interpretar uma frase organizada de outra maneira.
Chatbots apresentaram dificuldades
Na primeira etapa da pesquisa, os pesquisadores avaliaram chatbots comerciais, incluindo sistemas utilizados por instituições bancárias. Foram simuladas interações para verificar se as ferramentas conseguiriam compreender mensagens escritas nesse formato e oferecer respostas adequadas.
Os resultados indicaram dificuldades de interpretação. Segundo Denilson, os sistemas apresentaram desempenho melhor quando receberam textos escritos no português convencional.
A pesquisa apontou que a dificuldade não está necessariamente relacionada às palavras utilizadas, mas à forma como elas são organizadas.
O tradutor e intérprete de Libras da UFLA Wanderson Samuel destaca que inversões na estrutura das frases podem reproduzir características da língua de sinais e dificultar a interpretação por sistemas que não foram treinados para esse tipo de linguagem.
Treinamento específico melhorou desempenho
Após avaliar os sistemas comerciais, os pesquisadores passaram a testar modelos de linguagem gratuitos que podem ser executados localmente em computadores.
Para isso, a equipe criou uma base com aproximadamente 55 mil conversas em formato de escrita próximo à Glosa. Esse material foi utilizado para realizar o chamado fine-tuning, ou ajuste fino, uma etapa de treinamento adicional direcionada a um conjunto específico de dados.
Foram avaliados seis modelos: Qwen2.5-7B, Qwen2.5-14B, Phi-4-14B, Llama-3.1-8B, Llama-3.2-3B e Zephyr-7B.
Antes do treinamento específico, a acurácia dos modelos para interpretar esse tipo de texto era inferior a 49%. Após o ajuste, os pesquisadores observaram melhora no desempenho.
O Qwen2.5-14B apresentou a maior média final, com 54,6% de acertos após sete horas e 48 minutos de treinamento. Já o Phi-4-14B registrou o maior ganho percentual, passando de 0,01% para 53,6% de acertos após 11 horas e 57 minutos de treinamento.
Os resultados confirmaram a hipótese dos pesquisadores de que um treinamento direcionado poderia melhorar a capacidade dos modelos de interpretar esse tipo de escrita.
Apesar do avanço, os modelos ainda apresentaram desempenho inferior ao obtido quando eram utilizados textos em português convencional.
Problema pode atingir outros serviços digitais
Para os pesquisadores, a dificuldade não se limita aos chatbots de instituições bancárias. Sistemas digitais que utilizam inteligência artificial podem apresentar obstáculos semelhantes quando dependem de comandos escritos em português convencional.
A barreira pode ser ainda maior para pessoas surdas que possuem maior domínio da Libras do que do português escrito.
Wanderson Samuel relaciona a questão também ao ensino do português para pessoas surdas. Segundo ele, embora a legislação reconheça o português escrito como segunda língua para a população surda, ainda existem dificuldades na oferta de uma educação preparada para esse modelo.
A educação bilíngue, nesse contexto, considera a Libras como língua de instrução e o português escrito como segunda língua.
Pesquisa aponta necessidade de ampliar dados
O professor Thales Douglas destaca que a experiência com inteligência artificial varia entre pessoas surdas, especialmente de acordo com o domínio do português escrito.
Ele também observa que respostas muito longas podem dificultar a compreensão e defende que as ferramentas sejam desenvolvidas considerando as necessidades linguísticas da comunidade surda.
Para os pesquisadores, uma possibilidade seria incorporar aos sistemas comerciais bases de dados e treinamentos específicos que contemplem as características da escrita de pessoas surdas.
Próxima etapa será com usuários surdos
Até o momento, a pesquisa utilizou simulações e conversas traduzidas para um formato próximo à Glosa. Por isso, os pesquisadores consideram necessário avançar para uma etapa que envolva diretamente textos produzidos por pessoas surdas.
A ideia é verificar se os resultados obtidos com a base utilizada no estudo se repetem quando os textos são produzidos espontaneamente pelos usuários.
Segundo os pesquisadores, essa etapa também apresenta desafios, já que materiais encontrados na internet e em ambientes acadêmicos podem misturar textos espontâneos com conteúdos copiados ou produzidos com auxílio de inteligência artificial.
A expectativa é desenvolver uma metodologia que permita identificar e utilizar dados reais da comunidade surda para aprimorar o treinamento dos modelos.
Para Denilson, os resultados indicam que a tecnologia pode ser adaptada para reduzir essa barreira. No caso dos chatbots bancários, por exemplo, a incorporação de um treinamento específico poderia melhorar a capacidade dos sistemas de atender usuários surdos.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
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Motorista é socorrida após carro capotar durante a madrugada em Elói Mendes
Condutora relatou à Polícia Militar que teve um mal súbito enquanto dirigia e perdeu o controle do veículo ao tentar desviar de uma caminhonete.
Uma motorista foi socorrida após o Renault Duster que conduzia capotar durante a madrugada de domingo (27), em Elói Mendes (MG).
Durante patrulhamento, a Polícia Militar encontrou o veículo capotado, com a lateral direita apoiada sobre o solo. Ao se aproximarem, os militares localizaram a condutora dentro do automóvel, caída e encostada junto à porta direita.
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Como havia fumaça saindo do veículo, os policiais retiraram a motorista e a levaram para um local seguro. Na sequência, uma ambulância do Hospital Municipal de Elói Mendes foi acionada para realizar o atendimento.
Segundo relato da própria condutora aos policiais, ela teria tido um mal súbito enquanto dirigia. Ao abrir os olhos, percebeu que estava na contramão e se aproximava de uma caminhonete.
Ainda conforme o relato, ao tentar desviar do outro veículo, acabou atingindo um coqueiro às margens da via. Com o impacto, o automóvel capotou e a árvore caiu.
A motorista foi encaminhada ao hospital, onde permaneceu em observação e foi atestado que o mal súbito aconteceu devido a uma baixa glicose, fazendo a vítima perder os sentidos e colidir com o outro veículo.
O Renault Duster foi posteriormente liberado e ficou sob responsabilidade da condutora, que acionou um serviço de guincho para realizar a remoção.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar para conhecimento e adoção das providências cabíveis.
Fonte: Polícia Militar
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Monte Sião vai decretar estado de emergência após vendaval deixar famílias desalojadas
Temporal com ventos de até 110 km/h provocou destelhamentos, queda de árvores, danos em estruturas e suspendeu aulas em duas unidades de ensino
A Prefeitura de Monte Sião, no Sul de Minas, vai decretar estado de emergência após um forte vendaval atingir o município no fim da tarde desta terça-feira (29). Segundo a Defesa Civil, os ventos chegaram a 110 km/h e foram registrados 12,5 milímetros de chuva em cerca de 10 minutos.
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O temporal provocou destelhamentos de imóveis, queda de árvores, danos em veículos, destruição de estruturas metálicas e rompimento de fiação. Não houve registro de feridos, mas seis pessoas de duas famílias ficaram desalojadas. Duas delas foram acomodadas em um hotel com apoio da Assistência Social do município.
Os danos também afetaram os serviços de energia elétrica, internet e telefonia, deixando cerca de 2 mil moradores sem atendimento. Na manhã desta quarta-feira (30), aproximadamente 300 unidades ainda estavam sem energia. Segundo a Cemig, equipes atuavam em duas ocorrências e a previsão era de normalização do serviço ao longo do dia.
Estrutura de escola atinge creche
Uma das áreas mais afetadas foi a região central. A força do vento arrancou a estrutura do telhado da quadra da Escola Municipal Professora Denise Maria Francisco Corsi. A estrutura atingiu a creche Trem da Alegria, localizada em uma rua paralela.
As aulas foram suspensas nas duas unidades nesta quarta-feira (30), afetando quase 600 estudantes. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, não havia crianças nos prédios no momento em que a estrutura caiu. Os funcionários, porém, estavam no local durante o horário de módulo de estudo.
Na Escola Municipal Professora Denise Maria Francisco Corsi, as atividades devem ser retomadas nesta quinta-feira (1º). Já a creche Trem da Alegria ainda não tem previsão de retorno.
A Secretaria de Educação informou que será necessário retirar a estrutura que caiu sobre o telhado da creche para, então, avaliar a extensão dos danos. Caso as atividades não possam ser retomadas até segunda-feira, as crianças deverão ser remanejadas para outras unidades.
Uma terceira escola também teve parte da estrutura destelhada, mas, segundo a prefeitura, as atividades não foram prejudicadas.
Área de risco também é monitorada
O decreto de emergência também deverá abranger uma voçoroca localizada no bairro Jardim América e classificada pelo Serviço Geológico Brasileiro como área de risco.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Fernando Massaro, o local está sendo acompanhado por meio de drone e de visitas técnicas.
A orientação é para que os moradores fiquem atentos a sinais de movimentação do solo e acionem a Defesa Civil caso identifiquem alguma situação que possa representar risco. A equipe também avalia medidas de monitoramento e contenção na área.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
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