Cultura
Coffee Connect 2025 pauta direcionamento sobre o futuro da cafeicultura
Maior encontro de café do Sul de Minas reuniu público de vários países, reconheceu produtores e destacou inovação, mercado e o protagonismo do café brasileiro
O Coffee Connect 2025 encerrou sua segunda edição consolidado como um dos melhores encontros da cafeicultura brasileira. Durante os dois dias, o Centro de Eventos Mauro Brito recebeu profissionais de diversos estados, cidades e países, além de empresas, cooperativas, torrefações, compradores, exportadores, startups, baristas e influenciadores do agro.
A estrutura reuniu mais de 20 estandes, espaços de experiência, ativações de marcas e áreas dedicadas a workshops e apresentações técnicas, reforçando Varginha como um polo de relevância internacional para o café. A movimentação intensa demonstrou o impacto do evento na formação de novos negócios, na troca de conhecimento e no fortalecimento da cadeia do café.
Entre os momentos mais marcantes da programação esteve o debate que reuniu grandes players globais do setor. Participaram Bruna Mendes, gerente de Segmentos Cafés do McDonald’s Brasil; Felipe Feijó, gerente nacional do Starbucks Farmer Support Center Brasil; Jéssica Scarpin, coordenadora Agrícola de Cafés da Nestlé Brasil; e Ole Kerbsties, diretor de Sustentabilidade da NKG. O painel abordou práticas e inovações de sustentabilidade, discutindo os caminhos para entregar um café cada vez mais responsável, sustentável e competitivo ao mercado.

Na sequência, o Reconhecimento Nucoffee emocionou o público ao homenagear os cafeicultores brasileiros por sua excelência, qualidade e consistência. A iniciativa reforçou a relevância da base produtiva e destacou a atuação da plataforma, que há 18 anos exporta cafés para diversas origens do mundo, levando o nome do Brasil para mercados internacionais e valorizando o trabalho dos produtores.
O evento também promoveu discussões de alto nível com especialistas do setor. Danilo Pucci, presidente da Volcafe Brasil, conduziu uma palestra sobre o protagonismo do café brasileiro no cenário mundial, trazendo dados de mercado, perspectivas de consumo e tendências globais.
A força do propósito e o impacto no público

Luisa Nogueira- Coffee Connect 2025 / Stella Vizibelli
Além da movimentação intensa nos estandes, os participantes acompanharam painéis que abordaram comunicação, inovação, identidade do café brasileiro e transformação da cadeia. Esses conteúdos reforçaram o impacto do evento no desenvolvimento profissional e na formação de novas lideranças.
Nesse contexto, a idealizadora e jornalista Luísa Nogueira destacou o propósito que fundamenta o Coffee Connect.
“Esse evento é feito para transformar por meio do conhecimento. Temos um propósito único, que é o café brasileiro, e queremos que ele seja cada vez mais respeitado.”
A programação também reforçou a importância da união entre os elos da cadeia. O presidente do Grupo 3corações, Pedro Lima, destacou a mensagem levada especialmente ao produtor sobre empreendedorismo e valorização da cafeicultura:
“Esse é o encontro da cadeia do café, do agronegócio, e de entender que nós fazemos a transformação.”
Pedro Lima- Coffee Connect 2025 / Stella Vizibelli
Comunicação, empreendedorismo e novas perspectivas
Temas como consumo, presença digital, influência e construção de marca ganharam destaque ao longo dos dois dias. Os Primos Agro chamaram atenção para o papel estratégico do produtor em um mercado cada vez mais conectado.

Primos Agro- Coffee Connect 2025 / Stella Vizibelli
“Nós, do agro, precisamos nos comunicar. O café é a segunda bebida mais consumida do mundo e sabemos a importância do produtor de café, principalmente do café brasileiro.”
O evento também abriu espaço para discussões sobre inovação e empreendedorismo. Em uma fala que inspirou o público, Alexandre Fertonani, cofundador da The Coffee, reforçou o poder da persistência.
“Trouxe para o pessoal acreditar no sonho, e que podemos começar pequeno e conquistar o mundo.”
Encerrando as reflexões, o presidente do CCCMG e idealizador do Coffee Connect, Ricardo Schneider, destacou a visão de futuro que une os participantes.
“O evento gerou um senso de entendimento sobre o que a cafeicultura precisa e sobre onde podemos avançar e nos desafiar.”

Ricardo Schneider- Coffee Connect 2025 / Stella Vizibelli
Com debates relevantes, reconhecimento a produtores, forte atmosfera de conexão e uma estrutura preparada para receber a cadeia completa do café, o Coffee Connect 2025 encerra sua segunda edição ampliando o diálogo sobre o futuro do setor e reforçando Varginha como um território estratégico para a cafeicultura global.
Cultura
De memória familiar a alambique premiado: Divina Cana transforma tradição em turismo em Três Pontas
Casal criou marca de cachaça artesanal a partir de uma propriedade rural e hoje une produção, hospitalidade e valorização da identidade do Sul de Minas
Uma propriedade rural que nasceu com o objetivo de reunir familiares e amigos se transformou, em Três Pontas, no Sul de Minas, em um negócio que une produção artesanal de cachaça, turismo e hospitalidade.
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Essa é a história da Cachaça Divina Cana, criada pelo casal Paulo Sérgio de Souza Rodrigues e Regina Helena Sierra Rodrigues e lançada comercialmente em agosto de 2022.
Paulo e Regina chegaram a Três Pontas em 1999, vindos de Franca, no interior de São Paulo. Em 2010, compraram uma propriedade rural inicialmente pensada como espaço de descanso e convivência. A escolha do local também teve um significado especial para Regina, que encontrou na paisagem lembranças da casa dos avós.
Com o passar dos anos, o casal transformou o espaço, criou jardins, construiu uma casa com seis quartos e reconstruiu uma antiga igrejinha. Foi nesse cenário que surgiu a ideia de iniciar a produção de cachaça.
Uma lembrança familiar deu início ao negócio
A produção começou a ganhar forma após a morte do pai de Paulo, em 2015. O interesse do pai por alambiques acabou despertando nele a vontade de conhecer mais sobre a atividade.
Quando surgiu a oportunidade de adquirir um alambique em Três Pontas, Paulo decidiu investir na ideia. Químico de formação, ele não tinha experiência anterior na fabricação de cachaça e começou em pequena escala, estudando e aperfeiçoando cada etapa do processo.
Em 2016, a produção já havia alcançado cerca de 2 mil litros, mas inicialmente a bebida era feita apenas para consumo próprio e sem intenção comercial.
Durante a pandemia, em 2020, a família passou mais tempo na propriedade, período em que Paulo continuou aprimorando a produção. A profissionalização veio posteriormente, com capacitações, investimentos em equipamentos e estrutura e maior atenção à matéria-prima e aos processos de fabricação.
Produção valoriza características do Sul de Minas
Atualmente, a Divina Cana utiliza aproximadamente 4,5 hectares de cana cultivada na própria propriedade. As variedades são escolhidas levando em consideração características do solo, clima e relevo da região.
A safra dura cerca de quatro meses e meio, normalmente entre junho e outubro. Em 2025, a produção chegou a aproximadamente 17 mil litros.
Além da produção anual, a propriedade mantém mais de 110 mil litros de cachaça armazenados em barris.
O processo inclui plantio, moagem, fermentação, destilação, separação das frações, armazenamento e engarrafamento. As bebidas passam por barris de diferentes madeiras, entre elas jequitibá, castanheira e carvalho.
Segundo a empresa, nenhuma das cachaças é engarrafada antes de completar dois anos de armazenamento.
Música faz parte da produção
Outro aspecto particular da produção está na etapa de fermentação. Com acompanhamento técnico, Paulo aprofundou os conhecimentos sobre os processos biológicos e passou a trabalhar com leveduras selecionadas para desenvolver características aromáticas e blends da marca.
Durante a fermentação, o ambiente recebe música clássica e também canções de Milton Nascimento, artista nascido em Três Pontas.
O produtor ressalta que não atribui à música um efeito científico sobre as leveduras, mas considera que ela faz parte da relação da família com a produção e com a propriedade.
Cachaça conquistou reconhecimento em concursos
O trabalho desenvolvido no alambique também rendeu premiações à marca.
Em 2024, a Divina Cana Febo recebeu Medalha de Prata no Spirits Selection do Concours Mondial de Bruxelles. No mesmo ano, a marca conquistou Medalha de Bronze na categoria “Cachaça de Alambique Envelhecida – Premium”, no 1º Concurso de Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras, realizado pela Emater-MG.
Já a Divina Cana Júpiter foi vencedora da categoria “Cachaça de Alambique Envelhecida Extra Premium” na mesma competição, que contou com mais de 220 cachaças inscritas e avaliação de 24 especialistas.
Rótulos carregam referências a Três Pontas
A identidade da marca também está presente nos nomes das bebidas. A linha regular reúne rótulos como Netuno, Febo, Júpiter, Vulcano, Minerva e Mercúrio, inspirados em figuras da mitologia.
A relação com Três Pontas aparece ainda em edições especiais. A Divina 165 foi criada para celebrar os 165 anos do município, com produção limitada a 165 garrafas.
Em 2026, a série ganhou a Divina 168, inspirada no café e dedicada às mulheres produtoras ligadas à cooperativa dos cafeicultores do município.
A edição especial reúne dois produtos que fazem parte da identidade econômica da região: o café e a cachaça.
Propriedade também recebe turistas
Com o crescimento da marca e o reconhecimento em concursos, a propriedade passou a receber visitantes interessados em conhecer a produção e a história da família.
Durante as visitas, Paulo apresenta o alambique e explica as etapas de fabricação da bebida. Em seguida, Regina conduz uma degustação harmonizada com produtos artesanais preparados por ela, como carnes, pães e doces.
A experiência também passou a integrar iniciativas de turismo e negócios com apoio do Sebrae Minas. Desde 2023, a empresa participa de ações, feiras e consultorias relacionadas ao setor.
Em 2024, a Divina Cana passou a integrar a Rota Turística dos Cafés do Sul de Minas, iniciativa lançada pelo Governo de Minas Gerais e pelo Sebrae Minas.
Assim, o que começou como um espaço para reunir a família ganhou novos significados e se tornou uma experiência que combina produção artesanal, memória, café, cachaça e turismo, valorizando elementos ligados à identidade de Três Pontas e do Sul de Minas.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias Varginha Online, confira na íntegra.
Cultura
Festival em Pouso Alegre reúne pratos criativos que reinventam a culinária mineira
Evento gratuito segue até domingo (13), com opções como picolé de costelinha, pastel de frango com quiabo e “uaikisoba”
A culinária mineira ganhou versões criativas durante o Festival Gastronômico e Cultural de Pouso Alegre, que acontece até este domingo (13), na Via Gastronômica. O evento reúne gastronomia, música e atrações gratuitas para o público.
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Entre os destaques estão pratos que misturam receitas tradicionais com novas propostas, como o picolé de costelinha, o pastel de frango com quiabo e o chamado “uaikisoba” de frango.
O festival também oferece joelho de porco defumado, tropeiro, torresmo, arroz de costela, pastéis, hambúrgueres, poke de salmão, saladas, doces, café especial, sucos naturais, geleias, bolinhos e pão de queijo.
Os pratos foram desenvolvidos por empreendedores locais que participaram de uma consultoria voltada à criação de receitas para festivais gastronômicos, realizada pelo Sebrae Minas em parceria com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sindipa).
Música e cozinha-show
Além da gastronomia, o evento conta com apresentações de artistas e bandas locais.
Neste domingo (13), a programação musical terá Bia, às 13h; Lê Guimarães, às 15h; e Samba Brazucas, às 18h.
Outra atração é a Cozinha-Show, que reúne chefs da região preparando receitas ao vivo e compartilhando técnicas e experiências com o público.
Neste domingo, a programação inclui risoto de queijo com mel, às 14h, com a chef Lilian Freitas; drinks clássicos e contemporâneos com cachaça, às 16h, com o chef Léo Gomes; e nhoque de mandioquinha na fonduta de parmesão, às 18h, com a chef Caroline Bitencourt.
Serviço
Festival Gastronômico e Cultural de Pouso Alegre
Data: até domingo (13)
Horário: a partir das 12h
Local: Via Gastronômica de Pouso Alegre
Entrada: gratuita
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
Cultura
CRAS de Elói Mendes promove projeto de arte em biscuit para todas as idades
Atividades do projeto “Modelando Histórias” acontecem de segunda a quarta-feira, das 14h às 15h
O CRAS de Elói Mendes está promovendo o projeto “Modelando Histórias”, iniciativa que utiliza a arte em biscuit como forma de estimular a criatividade, a expressão artística e o aprendizado.
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As atividades são abertas a pessoas de todas as idades e oferecem um espaço para que os participantes possam aprender, se divertir e transformar a imaginação em peças de arte.
Como participar
As atividades acontecem de segunda a quarta-feira, das 14h às 15h, no CRAS de Elói Mendes.
A proposta é proporcionar momentos de convivência e desenvolvimento por meio da produção artística, aproximando a comunidade de atividades criativas e de lazer.
A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Elói Mendes, por meio do CRAS, dentro da Administração 2025–2028.
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