Notícias
Justiça aumenta para R$ 40 mil indenização a taxista ferido em acidente na BR-146, em MG
Motorista sofreu politraumatismo após caminhão invadir a contramão e atingir o táxi; passageiro morreu no local. TJMG também reconheceu direito a lucros cessantes
A Justiça de Minas Gerais determinou que uma transportadora pague R$ 40 mil por danos morais a um taxista que ficou gravemente ferido em um acidente na BR-146, próximo a Poços de Caldas (MG). A decisão foi tomada pela 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que também reconheceu o direito do motorista ao recebimento de valores referentes ao período em que ficou impossibilitado de trabalhar.
📲 Entre no nosso grupo de notícias do WhatsApp
O acidente aconteceu em julho de 2020, no km 511,1 da BR-146. Segundo o processo, o taxista trafegava pela rodovia quando um caminhão de uma transportadora de alimentos perdeu os freios, invadiu a pista contrária e atingiu o táxi.
O passageiro que estava no veículo morreu no local. O motorista sofreu politraumatismo, fraturas nas costelas e lesões nos pulmões, sendo encaminhado para internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A transportadora contestou a responsabilidade pelo acidente e afirmou que o ocorrido teria sido provocado por uma pane no caminhão. Conforme a versão apresentada pela empresa, o veículo teria atingido um barranco antes de retornar para a pista na contramão.
A Justiça, no entanto, manteve a condenação da transportadora.
Indenização foi aumentada pelo TJMG
Inicialmente, a Comarca de Botelhos havia fixado a indenização por danos morais em R$ 25 mil. O taxista recorreu ao TJMG e pediu a revisão do valor, além do reconhecimento de danos estéticos e dos prejuízos financeiros causados pelo período em que ficou afastado da profissão.
Ao analisar o recurso, o relator do caso, desembargador Monteiro de Castro, decidiu elevar a indenização para R$ 40 mil.
Na avaliação do magistrado, além da gravidade dos ferimentos, o acidente provocou impactos psicológicos significativos no motorista, especialmente porque ele presenciou a morte do passageiro enquanto trabalhava.
O pedido por danos estéticos, porém, foi rejeitado. Segundo o tribunal, os documentos médicos e as perícias realizadas durante o processo não indicaram a existência de cicatrizes ou deformidades aparentes que justificassem uma indenização específica por esse motivo.
Taxista terá direito a valores pelo período afastado
O TJMG também reconheceu o direito do motorista aos chamados lucros cessantes, referentes ao dinheiro que ele deixou de receber durante o período em que não pôde trabalhar.
O entendimento considerou que o táxi era o principal instrumento utilizado pelo motorista para exercer sua profissão e garantir o próprio sustento.
O valor que deverá ser pago ainda não foi definido. A quantia será calculada posteriormente, na fase de liquidação da sentença, levando em consideração os rendimentos que o taxista deixou de obter durante o afastamento.
Fabricante do veículo não foi responsabilizada
O processo também discutiu o não acionamento dos airbags do carro durante a colisão. A fabricante do veículo apresentou um laudo indicando que o sistema não teria sido acionado por causa das características da batida.
O TJMG manteve o entendimento de que não havia provas de defeito de fabricação no equipamento.
Segundo a decisão, o fato de o automóvel ter sofrido perda total não é suficiente para demonstrar que os airbags necessariamente deveriam ter sido acionados. A perda total está relacionada à extensão econômica dos danos no veículo e, por si só, não comprova falha no sistema de segurança.
Uma seguradora também foi envolvida na ação. A empresa alegou que o veículo havia sido vendido como sucata depois do pagamento do seguro, o que teria impedido a realização de uma perícia. A seguradora também afirmou não haver pedido específico contra ela no processo.
Os desembargadores Sidnei Ponce e José Eustáquio Lucas Pereira acompanharam integralmente o voto do relator.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
Notícias
Governo federal recomenda avaliação conjunta dos impactos da mineração de terras raras no Sul de MG
Relatório aponta a necessidade de estudos regionais sobre os efeitos ambientais e sociais de diferentes projetos de mineração em Poços de Caldas, Caldas e Andradas.
Uma comitiva interministerial do Governo Federal recomendou que os impactos da mineração de terras raras no Planalto Vulcânico do Sul de Minas Gerais sejam avaliados de forma cumulativa e regional. A orientação consta em um relatório de 60 páginas, divulgado na terça-feira (14), após visitas técnicas realizadas em junho nos municípios de Poços de Caldas, Caldas e Andradas.
📲 Entre no nosso grupo de notícias do WhatsApp
O documento reúne informações obtidas durante reuniões com moradores, movimentos sociais, empresas mineradoras, representantes do poder público e instituições de ensino. O objetivo é orientar a atuação dos governos federal, estadual e municipais diante da expansão dos projetos de exploração mineral na região.
Estudos devem considerar impactos de diferentes projetos
Entre as principais recomendações está a realização de estudos que analisem os efeitos cumulativos e sinérgicos de múltiplos empreendimentos sobre o solo, a biodiversidade, a qualidade do ar e os recursos hídricos.
Segundo o relatório, os projetos não devem ser avaliados de maneira isolada, considerando as características hidrogeológicas do Planalto de Poços de Caldas e a existência de passivos ambientais relacionados a atividades nucleares anteriores.
A comitiva também recomendou a elaboração de balanços hídricos aprofundados, com o mapeamento das demandas por água e a análise das tecnologias utilizadas na lixiviação e no tratamento de efluentes.
Moradores demonstram preocupação com água e áreas urbanas
Durante as escutas realizadas pela comitiva, moradores e movimentos sociais relataram preocupações com possíveis impactos sobre os recursos hídricos, a exposição a metais pesados e elementos radioativos, além da poluição atmosférica e sonora.
Outro ponto levantado foi a proximidade das futuras cavas de mineração com áreas residenciais, hospitais, escolas e a Área de Proteção Ambiental da Pedra Branca.
O relatório também registra preocupações relacionadas ao aumento do tráfego de veículos pesados, à geração de poeira, à paisagem, à possível desvalorização de imóveis e à pressão sobre os serviços públicos e as rodovias.
Moradores e lideranças ainda apresentaram denúncias sobre supostos episódios de assédio e intimidação, além da entrada de pessoas em propriedades rurais para coleta de amostras de solo sem autorização. O documento recomenda que essas situações sejam apuradas pelos órgãos competentes.
Recomendações envolvem seis áreas
As orientações apresentadas pela comitiva abrangem diferentes setores:
- Governança interfederativa e articulação entre órgãos públicos;
- Participação social, transparência e direitos humanos;
- Avaliação de impactos ambientais, hídricos e riscos radiológicos;
- Ciência, tecnologia, inovação e agregação de valor;
- Política mineral e regulação;
- Compatibilização da mineração com as atividades econômicas locais e a sustentabilidade.
O relatório defende o fortalecimento dos canais de diálogo com a população e a participação de comunidades tradicionais quando os empreendimentos afetarem seus territórios ou modos de vida.
Também é recomendada a criação de estratégias que permitam a convivência entre a mineração e setores como agricultura familiar, vitivinicultura, turismo e atividades ligadas às estâncias hidrominerais.
Participação de órgãos federais
A comitiva foi formada por representantes de nove ministérios e instituições como a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), comitês de bacias hidrográficas, o IFSULDEMINAS e a Universidade Federal de Alfenas (Unifal).
Durante a visita, representantes da ANSN coletaram amostras nas plantas-piloto das empresas Viridis Mining & Minerals e Meteoric Resources, mediante ordem de decisão judicial. Em setembro, a autoridade informou que as plantas estavam isentas de controle regulatório radiológico.
Mineradora afirma confiar nos estudos técnicos
Em nota, a empresa Meteoric declarou confiar na robustez dos estudos técnicos, ambientais e sociais que fundamentam o processo de licenciamento do Projeto Caldeira, conduzido junto aos órgãos competentes e em conformidade com a legislação.
A mineradora afirmou ainda que mantém disposição para o diálogo com comunidades, lideranças, poder público e demais representantes da sociedade. Segundo a empresa, o projeto foi desenvolvido com foco em responsabilidade socioambiental, boas práticas ambientais e geração de benefícios para a região.
As recomendações do relatório devem servir como diretrizes para o debate sobre os projetos de mineração de terras raras e seus possíveis impactos no Sul de Minas Gerais.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
Notícias
Motorista de caminhão morre atropelado na Rodovia Fernão Dias, em Pouso Alegre
Vítima, de 51 anos, havia parado para ajustar uma carga de material reciclável quando foi atingida por outro veículo, cujo condutor fugiu do local.
Um motorista de caminhão, de 51 anos, morreu atropelado no final da madrugada desta quarta-feira (16), na Rodovia Fernão Dias, em Pouso Alegre, no Sul de Minas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu no km 855, no sentido Belo Horizonte.
📲 Entre no nosso grupo de notícias do WhatsApp
De acordo com a PRF, o motorista havia parado o caminhão na pista de aceleração para ajustar uma carga de material reciclável. Durante o procedimento, ele foi atingido por outro veículo, que ainda não foi identificado.
O condutor responsável pelo atropelamento fugiu do local após o acidente. A vítima era natural do estado de São Paulo e seguia viagem com destino a Belo Horizonte.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Pouso Alegre. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
Notícias
Vice-presidente da Câmara de Lavras é preso em investigação sobre possíveis crimes sexuais
Mestre Grilo é investigado por denúncias envolvendo pessoas que seriam crianças e adolescentes na época; defesa afirma que vereador é inocente e questiona a prisão preventiva
O vice-presidente da Câmara Municipal de Lavras, Evandro Oliveira Miranda (PSD), conhecido como Mestre Grilo, foi preso na manhã desta quarta-feira (16), durante uma operação da Polícia Civil que apura possíveis crimes contra a dignidade sexual.
📲 Entre no nosso grupo de notícias do WhatsApp
A ação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e da Delegacia Regional de Lavras. Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra o vereador, de 39 anos.
As investigações começaram em fevereiro de 2026, após uma requisição do Ministério Público. O inquérito apura fatos supostamente ocorridos em diferentes períodos, envolvendo pessoas que, na época, seriam crianças e adolescentes ligadas às atividades de um grupo de capoeira.
Durante a operação, os policiais apreenderam dois celulares e um notebook, que serão encaminhados para análise pericial. O vereador foi levado ao presídio de Lavras.
Defesa contesta prisão e reafirma inocência
Em nota, a defesa de Mestre Grilo afirmou que o vereador nega as acusações e pretende demonstrar sua inocência ao longo do processo.
O advogado Luiz Henrique Fernandes Santana argumentou que a investigação trata de supostos fatos ocorridos há mais de 20 anos e que, até o momento, não haveria comprovação das imputações.
A defesa também informou que um pedido de prisão anterior havia sido negado pela Justiça, com a aplicação de medidas cautelares, incluindo a proibição de contato com 185 pessoas. Segundo o advogado, as determinações foram cumpridas pelo investigado.
Ainda conforme a nota, a prisão preventiva atual teria sido fundamentada em uma gravação ambiental entregue aos investigadores, sem a apresentação de novos elementos que, na avaliação da defesa, justificassem a mudança da decisão anterior.
O advogado sustentou que a prisão cautelar não deve representar antecipação de pena e afirmou que o vereador tem colaborado com as autoridades durante a investigação.
Câmara de Lavras se manifesta
A Câmara Municipal de Lavras informou que tomou conhecimento da prisão por meio da imprensa e dos canais oficiais do Poder Judiciário.
Em nota, a Casa declarou que continuará desempenhando normalmente suas atividades legislativas e administrativas e esclareceu que o caso não possui relação direta com o mandato do vereador.
A Câmara afirmou que aguardará o desfecho definitivo do processo e uma manifestação final do Judiciário para avaliar eventuais medidas institucionais, respeitando o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.
A investigação permanece em andamento.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
-
ACIEM4 anos agoAciem e CDL de Elói Mendes preparam a 5ª edição do Circuito Esportivo
-
Cultura7 anos agoIdosos do CCI se divertem em oficina de contação de histórias na Biblioteca Pública
-
Destaque3 anos agoPM prende autor de Homicídio em Elói Mendes
-
Destaque3 anos agoCasal morre em acidente na MGC 491 em Elói Mendes
-
Cultura2 anos agoAislan de Jesus, aluno do Instituto Bola Preta de Elói Mendes é contratado pelo clube Red Bull Bragantino
-
Vagas de Emprego12 meses agoVaga de Emprego em Elói Mendes
-
Destaque11 anos ago
ZÉ RICARDO E THIAGO HOJE EM MONSENHOR PAULO
-
Vagas de Emprego11 meses agoElói Mendes abre processo seletivo para conselheiros tutelares suplentes
