Lançado no último dia 26 de abril, o documentário “Ambrósio, rei do Campo Grande: o rei esquecido de uma história roubada que ainda ecoa” vem chamando atenção ao resgatar a trajetória de um dos principais líderes quilombolas do século XVIII em Minas Gerais. A produção da Braia Produções aborda a vida de Ambrósio, figura histórica que comandou milhares de quilombolas contra a coroa portuguesa no sertão do Campo Grande.
O longa é dirigido pelo músico, produtor cultural e pesquisador mineiro Bruno Maia, conhecido pelos trabalhos com os grupos Tuatha de Danann e Braia, além de outros projetos audiovisuais voltados à cultura e à história de Minas Gerais.
O filme é resultado de uma ampla pesquisa baseada em documentos históricos, mapas antigos e obras clássicas sobre o período colonial. A proposta da produção é trazer ao público uma parte da história mineira que, segundo os realizadores, acabou sendo apagada ao longo dos séculos.
As gravações aconteceram em cidades ligadas à trajetória dos quilombos do Campo Grande e à história de Ambrósio, como Cristais, Ibiá, Lavras, São João del Rei, Prados e Formiga.
Segundo Bruno Maia, a ideia do projeto nasceu ainda em 2011, após conhecer os estudos do pesquisador Tarcísio José Martins sobre Ambrósio.
“Eu queria fazer este filme há muito tempo, desde 2011, pelo menos, que foi quando conheci a obra de Tarcísio José Martins, que me deixou perplexo e encantado ao mesmo tempo, encantado com a força e potência de Ambrósio e perplexo com o silenciamento que sua figura sofreu.”
O diretor também destaca que existe uma lacuna histórica sobre o período entre a Guerra dos Emboabas e a Inconfidência Mineira.
“Há uma lacuna entre a Guerra dos Emboabas e a Inconfidência Mineira quando se estuda a História de Minas Gerais, quase que um século apagado. E foi neste tempo que lideranças quilombolas como Ambrósio tiveram papel predominante na formação de nosso povo e expansão de nosso território.”
Ainda segundo Bruno Maia, o objetivo do filme é ampliar o acesso à história do líder quilombola.
“Este filme vem com a ideia de difundir e trazer ao grande público este personagem tão caro à nossa história que nos foi escondido.”
A música também ocupa espaço importante na narrativa. A trilha sonora foi produzida em parceria com o violeiro e historiador Ivan Vilela e inclui a canção “No breu do sertão, no escondido”, composta especialmente para o documentário.
“O filme tem muita música, tem música em praticamente todo o filme. Eu dividi a trilha com o grande mestre Ivan Vilela, violeiro e historiador consagrado aqui de Minas Gerais.”
O documentário está disponível gratuitamente na internet, tanto no site oficial quanto no YouTube, incluindo versões com tradução em Libras, legendas em português e legendas em inglês.
Site oficial: www.reiambrosio.com.br Instagram: @ambrosio.reidocampogrande Filme disponível gratuitamente no YouTube pelo canal oficial do projeto.
O portal oficial também reúne artigos e conteúdos relacionados à história de Ambrósio, aos quilombos do Campo Grande e a debates sobre questões raciais, territoriais e memória histórica.
O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo do Estado de Minas Gerais.
Sobremesa ensinada pelo confeiteiro Nathan Cunha custa cerca de R$ 20 e fica pronta em menos de uma hora.
Uma sobremesa bonita, saborosa e que cabe no bolso. Essa é a proposta da receita de torta de maçã apresentada nesta quarta-feira (28) pelo quadro “Barato da Cozinha”, da EPTV Sul de Minas.
Ensinada pelo confeiteiro Nathan Cunha, a receita leva ingredientes simples e tem custo aproximado de R$ 20. O preparo é rápido e pode ser uma opção para quem deseja fazer uma sobremesa caseira sem gastar muito.
Corte metade das maçãs em fatias finas e rale a outra metade.
Em uma tigela, misture os ovos, o açúcar, o óleo, a baunilha e a canela.
Acrescente a farinha de trigo e mexa até incorporar os ingredientes.
Adicione a maçã ralada e misture.
Coloque o fermento em pó e mexa delicadamente.
Despeje a massa em uma forma redonda untada com manteiga e farinha.
Distribua as fatias de maçã por cima da massa e finalize com uma mistura de açúcar e canela.
Leve ao forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente 20 a 30 minutos, ou até a torta estar assada.
A torta de maçã é uma alternativa prática para servir no café da tarde ou como sobremesa. Com poucos ingredientes e preparo simples, a receita promete unir sabor e economia.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
Madeline Rose Venturelli Tipper foi a única representante do Sul de Minas selecionada entre cerca de 300 candidatos na etapa final; formação em dança clássica começa em fevereiro de 2027.
Aos nove anos, a bailarina Madeline Rose Venturelli Tipper, de Pouso Alegre, conquistou uma vaga na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville (SC). Ela foi a única criança do Sul de Minas aprovada na seleção nacional deste ano e terá bolsa integral para a formação em dança clássica, com início previsto para fevereiro de 2027.
O processo seletivo começou com 1.759 candidatos de diferentes regiões do país. Cerca de 300 crianças chegaram à etapa final, realizada nos dias 16 e 17 de outubro, em Joinville. Ao todo, foram selecionados 40 estudantes: 20 meninas e 20 meninos.
A aprovação foi recebida com entusiasmo pela pequena bailarina. “Foi muito legal. Eu amei muito. Quando eu conheci o Bolshoi, eu queria muito estudar. Foi muito incrível conhecer essa notícia”, contou Madeline.
Paixão pela dança começou aos 2 anos
O contato de Madeline com o balé começou quando ela tinha apenas dois anos, por iniciativa da mãe e da avó, que procuravam uma atividade para a menina. Desde as primeiras aulas, ela chamou a atenção do professor Luiz Henrique.
Segundo ele, Madeline começou a dançar como as outras crianças, inicialmente por diversão. Com o tempo, porém, suas características e seu interesse pela dança se destacaram.
Com o incentivo do professor, que fez curso de formação no Bolshoi, a menina passou a trabalhar coreografias individuais e a participar de cursos e workshops voltados à preparação profissional.
Preparação para a seleção
A trajetória até a aprovação incluiu atividades de formação e contato com a escola de Joinville. Em janeiro, Madeline participou de um curso de férias do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em julho, esteve no curso de férias da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, ocasião em que também participou da pré-seleção.
A avaliação foi dividida em duas etapas eliminatórias. Na fase final, os candidatos foram analisados em aspectos físicos, artísticos, musicais e cognitivos. Entre os critérios observados estavam postura, flexibilidade, musicalidade, expressão artística e habilidades motoras.
Formação terá duração de oito anos
A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é a única unidade da instituição fora da Rússia. O curso de formação técnica em dança clássica tem duração de oito anos.
Além das aulas, os estudantes selecionados com bolsa integral recebem benefícios que incluem alimentação, transporte, uniformes, figurinos, assistência social, orientação pedagógica e acompanhamento fisioterápico e nutricional.
Madeline começa a formação em fevereiro de 2027, iniciando uma nova etapa em sua trajetória na dança.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
Programação reúne 84 badaladas de sinos, apresentações musicais e sarau cultural em celebração à trajetória de Bituca no Sul de Minas.
O cantor e compositor Milton Nascimento completa 84 anos nesta segunda-feira (26) e recebe homenagens em Três Pontas, no Sul de Minas, cidade onde cresceu e construiu parte importante de sua história pessoal e musical. A programação comemorativa inclui badaladas de sinos, apresentações de artistas locais e atividades culturais com estudantes do município.
As celebrações começaram às 9h, na Praça Cônego Victor, com 84 badaladas dos sinos do Santuário Nossa Senhora d’Ajuda. A programação também conta com apresentação da Corporação Musical Luiz Antônio Ribeiro, participação de escolas municipais e de alunos do Conservatório Municipal Gileno Tiso.
As homenagens continuam na quarta-feira (28), com o sarau cultural “Três Pontas canta Milton”, que terá como tema “Nos Bailes da Vida: 84 anos de Bituca”. O evento está marcado para as 19h, na Casa da Cultura Alfredo Benassi, com apresentações de artistas da cidade e participação especial de Telo Borges.
Uma história ligada a Três Pontas
Nascido em 26 de outubro de 1942, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, Milton Nascimento foi criado em Três Pontas após a morte de sua mãe biológica, Maria do Carmo Nascimento, conhecida como Carminha. Ele foi adotado por Josino e Lilia Silva Campos e viveu na cidade mineira até a adolescência.
Foi nesse período que o artista teve experiências fundamentais para sua formação. Conhecido como Bituca, Milton se tornou um dos grandes nomes da música brasileira, com uma trajetória reconhecida dentro e fora do país.
A ligação entre o cantor e o município também se expressa por meio da arte urbana. Em 2025, Três Pontas ganhou um mural de 72 metros quadrados dedicado ao artista, localizado na Rua Regina Célia Vicente, no bairro Aristides Vieira.
A obra foi criada pelo grafiteiro e muralista Kaká Chazz, natural do município, em parceria com a produtora Andressa Cândido. O mural reúne duas imagens de Milton Nascimento, incluindo uma fotografia que estampou a capa do álbum “Nascimento”, vencedor do Grammy de Melhor Álbum de World Music em 1998, e um retrato mais recente.
Na calçada, a homenagem é acompanhada pelo verso “Todo artista tem de ir aonde o povo está”, da canção “Nos Bailes da Vida”. A obra celebra a influência de Bituca sobre gerações de artistas e moradores e reforça a relação entre o músico e a cidade onde passou parte da infância.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.