Cultura
Dia das Mães: 79% dos bares e restaurantes de Minas Gerais esperam faturar mais em 2026
O Dia das Mães, segunda data de maior movimento para bares e restaurantes no país, promete manter o seu protagonismo no calendário do setor em 2026. Segundo levantamento da Abrasel, 77% dos estabelecimentos pretendem operar normalmente no próximo dia 10 de maio, acompanhando uma demanda elevada.
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Segundo Paulo Solmucci (presidente-executivo da Abrasel), o Dia das Mães tem uma dinâmica própria dentro do setor. “Além do aumento de fluxo, há uma alteração no comportamento de consumo, com grupos maiores, permanência mais longa e tíquetes médios mais elevados. É uma ocasião em que o cliente valoriza a experiência, o que amplia as oportunidades para os estabelecimentos que conseguem se planejar”, afirmou.
Em Minas Gerais, a expectativa predominante é de crescimento no faturamento. Segundo a pesquisa, entre os empreendimentos que vão abrir as portas, 79% projetam resultado superior ao registrado no Dia das Mães de 2025:
• 20% estimam aumentar o faturamento em até 5%;
• 25% estimam aumentar o faturamento entre 6% e 10%;
• 19% estimam aumentar o faturamento entre 11% e 20%;
• 12% estimam aumentar o faturamento em até 50%;
• 3% estimam aumentar o faturamento acima de 50%.
Em comparação ao mesmo período do ano passado, outros 15% esperam ter estabilidade e apenas 5% projetam queda (1% das empresas não existiam no Dia das Mães de 2025).
A situação financeira aponta que 33% das empresas operaram com lucro em março. Outras 45% indicaram estabilidade e 22% relataram prejuízo. Além disso, 53% registraram aumento no faturamento de março em comparação com fevereiro. Outras 23% mantiveram estabilidade e 23% apontaram queda (1% dos estabelecimentos não existiam em fevereiro).
Para Karla Rocha (presidente da Abrasel em Minas Gerais), datas comemorativas como a Semana Santa representam importantes oportunidades para o setor, sendo momentos estratégicos para movimentar o caixa e impulsionar as vendas. “Além disso, neste ano, o calendário traz oportunidades como o período de transmissões da Copa do Mundo, que atrai público e aumenta o consumo, e o Dia das Mães, que está entre as três datas mais aguardadas pelo empresário, com forte potencial para manter a estabilidade financeira em um momento que ainda requer muita cautela e atenção”, enfatizou.
A pesquisa apontou ainda que 37% dos estabelecimentos não conseguiram reajustar os preços nos últimos 12 meses (abril de 2025 a março de 2026); 52% realizaram reajustes conforme ou abaixo da inflação e 11% reajustaram acima da inflação.
Sobre endividamento, 37% das empresas têm pagamentos em atraso. As principais pendências concentram-se em impostos federais (77%), impostos estaduais (40%) e empréstimos bancários (38%).
Ainda segundo Paulo Solmucci, períodos como a Semana Santa, celebrada neste ano em março, criam picos de movimento que ajudam a reorganizar o caixa dos estabelecimentos. “Esse efeito se estende para outras datas relevantes do calendário, como o Dia das Mães, que tende a ampliar esse ciclo, funcionando como um impulso ainda mais forte em um momento em que o setor ainda busca consolidar margens e previsibilidade”, avaliou o presidente-executivo da Abrasel.
Sul de Minas
Na região, a expectativa segue o clima de otimismo observado em todo o país, com empresários do setor projetando aumento no movimento e no faturamento. De acordo com André Yuki (presidente da Abrasel no Sul de Minas, SEHAV e ACIV e proprietário da Água Doce Cachaçaria Varginha), a data, uma das mais importantes do calendário para bares e restaurantes, deve impulsionar o fluxo de clientes na região, refletindo um cenário positivo já apontado ao longo de 2026, com crescimento nas receitas e maior confiança dos negócios locais.
“Esse cenário de alta demanda reforça a importância do planejamento e da organização, já que o Dia das Mães concentra grande volume de clientes em poucas horas e exige operações mais eficientes. Com consumidores dispostos a gastar mais e valorizar a experiência, o período se consolida como uma oportunidade estratégica para ampliar vendas e fortalecer a relação com o público”, ressaltou André.
Segundo Rolando Brandão (vice-presidente da Abrasel no Sul de Minas e presidente do SINDIPA), em Pouso Alegre a expectativa é de aumento entre 30% e 50% em relação a domingos normais. “Os bares e restaurantes estão se preparando para oferecer algo além do tradicional: menus exclusivos, atendimento mais personalizado e ambientes pensados para celebrar. Hoje, o público não quer só sair para almoçar, ele quer viver uma experiência completa e isso tem sido o grande diferencial do nosso setor”, afirmou.
Ainda de acordo com Rolando, os associados buscam sempre promoções, pratos diferenciados e brindes, tudo para levar o cliente aos estabelecimentos. “E tem também quem queira as cidades menores para comemorar, como Inconfidentes, onde além de consumir nos restaurantes, o filho ainda pode presentear a mãe com peças do comércio local de crochê. Temos ainda Santa Rita do Sapucaí, que tem se destacado regionalmente com uma gastronomia própria e de muito sabor. Ou também Monte Verde, distrito de Camanducaia, considerado um dos destinos mais românticos do país, o que não deixa de ser uma opção para levar a mãe para uma experiência de visitação que pode encantá-la na data”, concluiu.
Em Poços de Caldas, Gina Carneiro (conselheira da Abrasel no Sul de Minas e proprietária da Pizza na Roça, Sbbangiare, Piccolina e Dona Dina), conta que o Dia das Mães, no almoço, é o mais movimentado. “Batemos nossos recordes todos os anos e esperamos que esse ano não seja diferente. Nossa expectativa é de um aumento de pelo menos 10% em relação ao ano passado, visto que nosso restaurante vem numa crescente de faturamento”, explicou.
Fonte: Ana Luísa Alves
Cultura
De memória familiar a alambique premiado: Divina Cana transforma tradição em turismo em Três Pontas
Casal criou marca de cachaça artesanal a partir de uma propriedade rural e hoje une produção, hospitalidade e valorização da identidade do Sul de Minas
Uma propriedade rural que nasceu com o objetivo de reunir familiares e amigos se transformou, em Três Pontas, no Sul de Minas, em um negócio que une produção artesanal de cachaça, turismo e hospitalidade.
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Essa é a história da Cachaça Divina Cana, criada pelo casal Paulo Sérgio de Souza Rodrigues e Regina Helena Sierra Rodrigues e lançada comercialmente em agosto de 2022.
Paulo e Regina chegaram a Três Pontas em 1999, vindos de Franca, no interior de São Paulo. Em 2010, compraram uma propriedade rural inicialmente pensada como espaço de descanso e convivência. A escolha do local também teve um significado especial para Regina, que encontrou na paisagem lembranças da casa dos avós.
Com o passar dos anos, o casal transformou o espaço, criou jardins, construiu uma casa com seis quartos e reconstruiu uma antiga igrejinha. Foi nesse cenário que surgiu a ideia de iniciar a produção de cachaça.
Uma lembrança familiar deu início ao negócio
A produção começou a ganhar forma após a morte do pai de Paulo, em 2015. O interesse do pai por alambiques acabou despertando nele a vontade de conhecer mais sobre a atividade.
Quando surgiu a oportunidade de adquirir um alambique em Três Pontas, Paulo decidiu investir na ideia. Químico de formação, ele não tinha experiência anterior na fabricação de cachaça e começou em pequena escala, estudando e aperfeiçoando cada etapa do processo.
Em 2016, a produção já havia alcançado cerca de 2 mil litros, mas inicialmente a bebida era feita apenas para consumo próprio e sem intenção comercial.
Durante a pandemia, em 2020, a família passou mais tempo na propriedade, período em que Paulo continuou aprimorando a produção. A profissionalização veio posteriormente, com capacitações, investimentos em equipamentos e estrutura e maior atenção à matéria-prima e aos processos de fabricação.
Produção valoriza características do Sul de Minas
Atualmente, a Divina Cana utiliza aproximadamente 4,5 hectares de cana cultivada na própria propriedade. As variedades são escolhidas levando em consideração características do solo, clima e relevo da região.
A safra dura cerca de quatro meses e meio, normalmente entre junho e outubro. Em 2025, a produção chegou a aproximadamente 17 mil litros.
Além da produção anual, a propriedade mantém mais de 110 mil litros de cachaça armazenados em barris.
O processo inclui plantio, moagem, fermentação, destilação, separação das frações, armazenamento e engarrafamento. As bebidas passam por barris de diferentes madeiras, entre elas jequitibá, castanheira e carvalho.
Segundo a empresa, nenhuma das cachaças é engarrafada antes de completar dois anos de armazenamento.
Música faz parte da produção
Outro aspecto particular da produção está na etapa de fermentação. Com acompanhamento técnico, Paulo aprofundou os conhecimentos sobre os processos biológicos e passou a trabalhar com leveduras selecionadas para desenvolver características aromáticas e blends da marca.
Durante a fermentação, o ambiente recebe música clássica e também canções de Milton Nascimento, artista nascido em Três Pontas.
O produtor ressalta que não atribui à música um efeito científico sobre as leveduras, mas considera que ela faz parte da relação da família com a produção e com a propriedade.
Cachaça conquistou reconhecimento em concursos
O trabalho desenvolvido no alambique também rendeu premiações à marca.
Em 2024, a Divina Cana Febo recebeu Medalha de Prata no Spirits Selection do Concours Mondial de Bruxelles. No mesmo ano, a marca conquistou Medalha de Bronze na categoria “Cachaça de Alambique Envelhecida – Premium”, no 1º Concurso de Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras, realizado pela Emater-MG.
Já a Divina Cana Júpiter foi vencedora da categoria “Cachaça de Alambique Envelhecida Extra Premium” na mesma competição, que contou com mais de 220 cachaças inscritas e avaliação de 24 especialistas.
Rótulos carregam referências a Três Pontas
A identidade da marca também está presente nos nomes das bebidas. A linha regular reúne rótulos como Netuno, Febo, Júpiter, Vulcano, Minerva e Mercúrio, inspirados em figuras da mitologia.
A relação com Três Pontas aparece ainda em edições especiais. A Divina 165 foi criada para celebrar os 165 anos do município, com produção limitada a 165 garrafas.
Em 2026, a série ganhou a Divina 168, inspirada no café e dedicada às mulheres produtoras ligadas à cooperativa dos cafeicultores do município.
A edição especial reúne dois produtos que fazem parte da identidade econômica da região: o café e a cachaça.
Propriedade também recebe turistas
Com o crescimento da marca e o reconhecimento em concursos, a propriedade passou a receber visitantes interessados em conhecer a produção e a história da família.
Durante as visitas, Paulo apresenta o alambique e explica as etapas de fabricação da bebida. Em seguida, Regina conduz uma degustação harmonizada com produtos artesanais preparados por ela, como carnes, pães e doces.
A experiência também passou a integrar iniciativas de turismo e negócios com apoio do Sebrae Minas. Desde 2023, a empresa participa de ações, feiras e consultorias relacionadas ao setor.
Em 2024, a Divina Cana passou a integrar a Rota Turística dos Cafés do Sul de Minas, iniciativa lançada pelo Governo de Minas Gerais e pelo Sebrae Minas.
Assim, o que começou como um espaço para reunir a família ganhou novos significados e se tornou uma experiência que combina produção artesanal, memória, café, cachaça e turismo, valorizando elementos ligados à identidade de Três Pontas e do Sul de Minas.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias Varginha Online, confira na íntegra.
Cultura
Festival em Pouso Alegre reúne pratos criativos que reinventam a culinária mineira
Evento gratuito segue até domingo (13), com opções como picolé de costelinha, pastel de frango com quiabo e “uaikisoba”
A culinária mineira ganhou versões criativas durante o Festival Gastronômico e Cultural de Pouso Alegre, que acontece até este domingo (13), na Via Gastronômica. O evento reúne gastronomia, música e atrações gratuitas para o público.
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Entre os destaques estão pratos que misturam receitas tradicionais com novas propostas, como o picolé de costelinha, o pastel de frango com quiabo e o chamado “uaikisoba” de frango.
O festival também oferece joelho de porco defumado, tropeiro, torresmo, arroz de costela, pastéis, hambúrgueres, poke de salmão, saladas, doces, café especial, sucos naturais, geleias, bolinhos e pão de queijo.
Os pratos foram desenvolvidos por empreendedores locais que participaram de uma consultoria voltada à criação de receitas para festivais gastronômicos, realizada pelo Sebrae Minas em parceria com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sindipa).
Música e cozinha-show
Além da gastronomia, o evento conta com apresentações de artistas e bandas locais.
Neste domingo (13), a programação musical terá Bia, às 13h; Lê Guimarães, às 15h; e Samba Brazucas, às 18h.
Outra atração é a Cozinha-Show, que reúne chefs da região preparando receitas ao vivo e compartilhando técnicas e experiências com o público.
Neste domingo, a programação inclui risoto de queijo com mel, às 14h, com a chef Lilian Freitas; drinks clássicos e contemporâneos com cachaça, às 16h, com o chef Léo Gomes; e nhoque de mandioquinha na fonduta de parmesão, às 18h, com a chef Caroline Bitencourt.
Serviço
Festival Gastronômico e Cultural de Pouso Alegre
Data: até domingo (13)
Horário: a partir das 12h
Local: Via Gastronômica de Pouso Alegre
Entrada: gratuita
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
Cultura
CRAS de Elói Mendes promove projeto de arte em biscuit para todas as idades
Atividades do projeto “Modelando Histórias” acontecem de segunda a quarta-feira, das 14h às 15h
O CRAS de Elói Mendes está promovendo o projeto “Modelando Histórias”, iniciativa que utiliza a arte em biscuit como forma de estimular a criatividade, a expressão artística e o aprendizado.
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As atividades são abertas a pessoas de todas as idades e oferecem um espaço para que os participantes possam aprender, se divertir e transformar a imaginação em peças de arte.
Como participar
As atividades acontecem de segunda a quarta-feira, das 14h às 15h, no CRAS de Elói Mendes.
A proposta é proporcionar momentos de convivência e desenvolvimento por meio da produção artística, aproximando a comunidade de atividades criativas e de lazer.
A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Elói Mendes, por meio do CRAS, dentro da Administração 2025–2028.
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