Cultura
2º Fórum Regional de Cultura Cafeeira reúne participantes de mais de 20 cidades e consolida Varginha como referência no setor
Na última quinta-feira (09/04), Varginha sediou o 2º Fórum Regional de Cultura Cafeeira da Microrregião, no Centro de Excelência em Cafeicultura do Senar, reunindo mais de 250 inscritos de mais de 20 cidades de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. O evento contou com a participação de representantes de municípios como Varginha, Três Pontas, Três Corações, Boa Esperança, Belo Horizonte, Aiuruoca, Carmo da Cachoeira, Pouso Alegre, São Lourenço, Alfenas, Machado, Elói Mendes, Paraguaçu, Andrelândia, Guaxupé, Poços de Caldas, Cambuquira, Poço Fundo, Barbacena, Caxambu e também do Rio de Janeiro.
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Com uma programação diversificada e de alto nível, o fórum reuniu grandes nomes da cultura, turismo, gastronomia e da cadeia produtiva do café. Entre os destaques estiveram Bárbara Botega (ex-secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais), com a palestra “Turismo em Minas Gerais – o que os números revelam e o que está por vir”; Platinny Paiva (fundador e diretor executivo da AME Cultura), que realizou o lançamento da proposta de reconhecimento da Paisagem Cultural Cafeeira de Minas Gerais; e Teresa Lemos (presidente da Fecitur-MG), que abordou o café como identidade cultural e patrimônio regional.
A gastronomia também teve espaço de destaque, com a Aula Show gratuita conduzida pelos chefs Rodrigo Terra (Senac) e Ricardo Martin (SEHAV), que prepararam pratos típicos como galinhada e moqueca de tilápia. O tema “Gastronomia cafeeira: do tradicional ao contemporâneo” foi explorado por Édson Puiati (coordenador da Frente da Gastronomia Mineira). Após a Aula Show, ele surpreendeu o público ao servir um affogato de café, clássica sobremesa italiana que combina sorvete de creme com café expresso e toque de casca de laranja, além de destacar o uso da casca seca do fruto do cafeeiro (cereja) como ingrediente em infusões gastronômicas, ampliando as possibilidades de aproveitamento e inovação na culinária.
O painel “Da origem ao consumidor – os diferentes caminhos do café entre produção, cafeteria e mercado” reuniu Janaina Iabrudi (Grão da Terra), Tiago Rezende (Fazenda dos Tachos), Grazi Reis (cafeicultora e sommelière) e Rafael Huhn (Frente da Gastronomia Mineira – Regional Sul).
Encerrando a programação técnica, Ricardo Schneider (presidente do Centro do Comércio de Café de Minas Gerais) trouxe reflexões sobre “Economia do café e novos mercados”, destacando tendências e oportunidades para o setor.
O evento contou ainda com a presença de diversas autoridades, como Pedro Aihara (deputado federal), Leonardo Ciacci (prefeito de Varginha) e representantes das áreas de cultura, gastronomia, hospitalidade e turismo, além de artistas, cozinheiros, produtores rurais e artesãos. A abertura oficial foi marcada pela apresentação da Orquestra Filarmônica de Varginha, que executou o Hino Nacional.
Durante a programação, foram realizadas homenagens a importantes lideranças. O deputado federal Marcelo Álvaro Antônio foi reconhecido por sua trajetória dedicada ao desenvolvimento de Minas Gerais e ao fortalecimento do turismo brasileiro. Já o presidente da Minasul, José Marcos Magalhães, foi homenageado por sua atuação no cooperativismo e contribuição para o fortalecimento do café brasileiro. Ricardo Schneider também recebeu homenagem por sua liderança no CCCMG e por seu compromisso com a cadeia cafeeira.
Um dos momentos especiais do evento foi a valorização dos sabores regionais. Os participantes puderam degustar diversos produtos típicos da região, como os itens da Peixaria Pantanal (Varginha), Biscoito do Murilo (Varginha), Fazenda dos Tachos (Varginha), Pamonha Cabocla Tereza (Serrania), Geleias Minas Gourmet (Fama), Café Fenêtre (Boa Esperança) e Camô Confeitaria (Paraguaçu), evidenciando a riqueza e a diversidade da produção local, além de artesanatos da Feira Livre – Artesanato e Gastronomia (Boa Esperança).
O fórum contou ainda com a participação de representantes de diversas entidades, como o Movimento Inclusão, Respeito e Empatia (MIRE), Associação Varginhense de Engenheiros e Arquitetos (AVEA), Sindicato do Comércio Varejista de Varginha (Sindvar), Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação de Varginha (SEHAV), Frente da Moda Mineira (FMM), Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), sindicatos rurais, Instâncias de Governança Regionais (IGRs), Fundação Cultural de Varginha, Convention & Visitors Bureaus, Câmara Municipal de Varginha, secretários municipais de turismo e cultura, além do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.
Para a organizadora do evento e coordenadora de Projetos da Abrasel no Sul de Minas e do SEHAV, Marília Lopes, o fórum reforça a importância da integração entre os setores. “Eventos como este são fundamentais para promover a conexão entre produtores, empresários e profissionais do turismo e da gastronomia. A cultura cafeeira é um grande ativo da nossa região e precisa ser cada vez mais valorizada de forma estratégica e integrada”, destacou.
A organizadora do evento e diretora executiva da Abrasel no Sul de Minas e do SEHAV, Ana Luísa Alves, também ressaltou o impacto positivo da iniciativa. “O fórum demonstra a força do trabalho coletivo e o potencial que temos quando unimos esforços em prol do desenvolvimento regional. É uma oportunidade de gerar conhecimento, fortalecer parcerias e impulsionar negócios ligados ao café, à gastronomia e ao turismo”, afirmou.
Para o organizador do evento e presidente da Abrasel no Sul de Minas, SEHAV e ACIV, André Yuki, o fórum cumpre um papel estratégico no fortalecimento do setor. “O Fórum Regional de Cultura Cafeeira é um espaço essencial para conectar pessoas, valorizar nossa identidade e impulsionar o desenvolvimento econômico e turístico da região. O café vai muito além da produção: ele envolve cultura, gastronomia, história e oportunidades. Ver esse engajamento crescente mostra que estamos no caminho certo”, ressaltou.
Ao final, Yuki reforçou o convite para a próxima edição. “Já deixamos o convite para 2027, para que possamos ampliar ainda mais esse movimento e continuar fortalecendo o protagonismo do Sul de Minas no cenário cafeeiro nacional”, concluiu.
O evento reafirma a importância da integração entre os diversos elos da cadeia do café e consolida a microrregião de Varginha como referência em cultura cafeeira, turismo e inovação.
O 2º Fórum Regional de Cultura Cafeeira da Microrregião de Varginha foi viabilizado com recursos do Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais, tem o Apoio Master do Sicoob Credivar, Centro de Excelência em Cafeicultura do SENAR-MG e Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG); apoio Prefeitura Municipal de Varginha, através da Secretaria Municipal de Turismo e Comércio de Varginha, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-MG), Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação de Varginha (SEHAV-MG), Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e Sindicatos Empresariais, e Sindicato do Comércio Varejista de Varginha (Sindvar-MG); realização do Governo de Minas Gerais e apresentação da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Regional Sul de Minas.
Fonte: Ana Luísa Alves
Cultura
Barato da Cozinha: aprenda a fazer torta de maçã com receita econômica e fácil
Sobremesa ensinada pelo confeiteiro Nathan Cunha custa cerca de R$ 20 e fica pronta em menos de uma hora.
Uma sobremesa bonita, saborosa e que cabe no bolso. Essa é a proposta da receita de torta de maçã apresentada nesta quarta-feira (28) pelo quadro “Barato da Cozinha”, da EPTV Sul de Minas.
Ensinada pelo confeiteiro Nathan Cunha, a receita leva ingredientes simples e tem custo aproximado de R$ 20. O preparo é rápido e pode ser uma opção para quem deseja fazer uma sobremesa caseira sem gastar muito.
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Ingredientes
- 4 maçãs
- 3 ovos
- 3 colheres (sopa) de açúcar
- 1 colher (chá) de essência de baunilha (opcional)
- 3 colheres (sopa) de óleo
- 3 colheres (sopa) de farinha de trigo
- 1 colher (chá) de canela
- 1 colher (chá) de fermento em pó
- Açúcar e canela a gosto para polvilhar
Modo de preparo
- Corte metade das maçãs em fatias finas e rale a outra metade.
- Em uma tigela, misture os ovos, o açúcar, o óleo, a baunilha e a canela.
- Acrescente a farinha de trigo e mexa até incorporar os ingredientes.
- Adicione a maçã ralada e misture.
- Coloque o fermento em pó e mexa delicadamente.
- Despeje a massa em uma forma redonda untada com manteiga e farinha.
- Distribua as fatias de maçã por cima da massa e finalize com uma mistura de açúcar e canela.
- Leve ao forno preaquecido a 180 °C por aproximadamente 20 a 30 minutos, ou até a torta estar assada.
A torta de maçã é uma alternativa prática para servir no café da tarde ou como sobremesa. Com poucos ingredientes e preparo simples, a receita promete unir sabor e economia.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
Cultura
Bailarina de 9 anos de Pouso Alegre é aprovada no Bolshoi com bolsa integral
Madeline Rose Venturelli Tipper foi a única representante do Sul de Minas selecionada entre cerca de 300 candidatos na etapa final; formação em dança clássica começa em fevereiro de 2027.
Aos nove anos, a bailarina Madeline Rose Venturelli Tipper, de Pouso Alegre, conquistou uma vaga na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville (SC). Ela foi a única criança do Sul de Minas aprovada na seleção nacional deste ano e terá bolsa integral para a formação em dança clássica, com início previsto para fevereiro de 2027.
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O processo seletivo começou com 1.759 candidatos de diferentes regiões do país. Cerca de 300 crianças chegaram à etapa final, realizada nos dias 16 e 17 de outubro, em Joinville. Ao todo, foram selecionados 40 estudantes: 20 meninas e 20 meninos.
A aprovação foi recebida com entusiasmo pela pequena bailarina. “Foi muito legal. Eu amei muito. Quando eu conheci o Bolshoi, eu queria muito estudar. Foi muito incrível conhecer essa notícia”, contou Madeline.
Paixão pela dança começou aos 2 anos
O contato de Madeline com o balé começou quando ela tinha apenas dois anos, por iniciativa da mãe e da avó, que procuravam uma atividade para a menina. Desde as primeiras aulas, ela chamou a atenção do professor Luiz Henrique.
Segundo ele, Madeline começou a dançar como as outras crianças, inicialmente por diversão. Com o tempo, porém, suas características e seu interesse pela dança se destacaram.
Com o incentivo do professor, que fez curso de formação no Bolshoi, a menina passou a trabalhar coreografias individuais e a participar de cursos e workshops voltados à preparação profissional.
Preparação para a seleção
A trajetória até a aprovação incluiu atividades de formação e contato com a escola de Joinville. Em janeiro, Madeline participou de um curso de férias do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em julho, esteve no curso de férias da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, ocasião em que também participou da pré-seleção.
A avaliação foi dividida em duas etapas eliminatórias. Na fase final, os candidatos foram analisados em aspectos físicos, artísticos, musicais e cognitivos. Entre os critérios observados estavam postura, flexibilidade, musicalidade, expressão artística e habilidades motoras.
Formação terá duração de oito anos
A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é a única unidade da instituição fora da Rússia. O curso de formação técnica em dança clássica tem duração de oito anos.
Além das aulas, os estudantes selecionados com bolsa integral recebem benefícios que incluem alimentação, transporte, uniformes, figurinos, assistência social, orientação pedagógica e acompanhamento fisioterápico e nutricional.
Madeline começa a formação em fevereiro de 2027, iniciando uma nova etapa em sua trajetória na dança.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
Cultura
Milton Nascimento completa 84 anos e recebe homenagens em Três Pontas, cidade onde cresceu
Programação reúne 84 badaladas de sinos, apresentações musicais e sarau cultural em celebração à trajetória de Bituca no Sul de Minas.
O cantor e compositor Milton Nascimento completa 84 anos nesta segunda-feira (26) e recebe homenagens em Três Pontas, no Sul de Minas, cidade onde cresceu e construiu parte importante de sua história pessoal e musical. A programação comemorativa inclui badaladas de sinos, apresentações de artistas locais e atividades culturais com estudantes do município.
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As celebrações começaram às 9h, na Praça Cônego Victor, com 84 badaladas dos sinos do Santuário Nossa Senhora d’Ajuda. A programação também conta com apresentação da Corporação Musical Luiz Antônio Ribeiro, participação de escolas municipais e de alunos do Conservatório Municipal Gileno Tiso.
As homenagens continuam na quarta-feira (28), com o sarau cultural “Três Pontas canta Milton”, que terá como tema “Nos Bailes da Vida: 84 anos de Bituca”. O evento está marcado para as 19h, na Casa da Cultura Alfredo Benassi, com apresentações de artistas da cidade e participação especial de Telo Borges.
Uma história ligada a Três Pontas
Nascido em 26 de outubro de 1942, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, Milton Nascimento foi criado em Três Pontas após a morte de sua mãe biológica, Maria do Carmo Nascimento, conhecida como Carminha. Ele foi adotado por Josino e Lilia Silva Campos e viveu na cidade mineira até a adolescência.
Foi nesse período que o artista teve experiências fundamentais para sua formação. Conhecido como Bituca, Milton se tornou um dos grandes nomes da música brasileira, com uma trajetória reconhecida dentro e fora do país.
A ligação entre o cantor e o município também se expressa por meio da arte urbana. Em 2025, Três Pontas ganhou um mural de 72 metros quadrados dedicado ao artista, localizado na Rua Regina Célia Vicente, no bairro Aristides Vieira.
A obra foi criada pelo grafiteiro e muralista Kaká Chazz, natural do município, em parceria com a produtora Andressa Cândido. O mural reúne duas imagens de Milton Nascimento, incluindo uma fotografia que estampou a capa do álbum “Nascimento”, vencedor do Grammy de Melhor Álbum de World Music em 1998, e um retrato mais recente.
Na calçada, a homenagem é acompanhada pelo verso “Todo artista tem de ir aonde o povo está”, da canção “Nos Bailes da Vida”. A obra celebra a influência de Bituca sobre gerações de artistas e moradores e reforça a relação entre o músico e a cidade onde passou parte da infância.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
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