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Volume de atestados médicos gera impacto operacional em bares e restaurantes e causa desconfiança entre empresários
Em Varginha, André Yuki manifestou preocupação ao prefeito Leonardo Ciacci sobre o uso indiscriminado dos atestados para justificar ausências no trabalho
A entrega frequente de atestados médicos segue como um dos pontos mais sensíveis da gestão de pessoas no setor de alimentação fora do lar. Dados de uma pesquisa recente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indicam que, além do impacto operacional causado pelas ausências, cresce entre os empresários a desconfiança em relação à origem e à regularidade dos documentos apresentados.
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O levantamento mostra que 29% dos estabelecimentos recebem ao menos um ou dois atestados médicos por semana. Em parte dos negócios, esse número é ainda maior. Embora a maior parcela dos afastamentos (63%) seja de curta duração, normalmente de até dois dias, o volume constante tem provocado questionamentos e ampliado a percepção de insegurança entre os empreendedores.
Em Varginha, André Yuki, presidente da Abrasel no Sul de Minas, SEHAV e ACIV, reforça sua preocupação manifestada ao prefeito Leonardo Ciacci, em 26 de novembro, sobre o uso indiscriminado de atestados médicos para justificar ausências no trabalho.
“Além de comprometer a produtividade, essa prática tem lotado nossas unidades de saúde e dificultado o atendimento de quem realmente precisa. Temos exemplos claros de cidades como Passos (MG), Chapecó (SC) e Cuiabá (MT), que já modernizaram a forma de emissão de atestados por meio de legislação específica. Essa medida trouxe resultados positivos, desacelerando a emissão desnecessária e desafogando o sistema de saúde”, ressaltou.
De acordo com André Yuki, o prefeito Leonardo Ciacci se comprometeu a analisar essa proposta junto ao seu vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, em caráter interino, Antônio Silva e a diretora da UPA de Varginha, Pâmela Pereira Cândido.
“Quero destacar que não apenas empresários do setor de alimentação, mas também do varejo e da indústria têm me procurado para tratar desse assunto. Isso mostra que a preocupação é ampla e afeta diferentes áreas da economia local. Nós, da Abrasel, aguardamos com expectativa um retorno positivo, pois acreditamos que essa mudança trará benefícios tanto para os profissionais de saúde quanto para toda a comunidade”, enfatizou.
Clima de suspeita preocupa empresários
Entre os respondentes da pesquisa, 82% afirmam já ter desconfiado da procedência de atestados apresentados por funcionários em algum momento. Esse cenário reflete desafios estruturais do setor, caracterizado por alta rotatividade, jornadas intensas e dificuldade de reposição imediata de mão de obra. Nessas condições, qualquer afastamento não planejado tende a ter efeitos amplificados na rotina do negócio.
“Os empresários não questionam o direito ao afastamento quando ele é necessário, mas a frequência e a falta de critérios claros têm pesado muito no dia a dia das empresas. Em nossa pesquisa, 94% dos empresários relataram que a entrega recorrente de atestados compromete diretamente a operação, seja pela sobrecarga das equipes, seja pela dificuldade de remanejamento em horários críticos”, afirma Paulo Solmucci, presidente executivo da Abrasel.
Para lidar com esse cenário, empresários têm adotado diferentes medidas ao receber atestados considerados atípicos ou recorrentes. As ações mais comuns incluem a verificação das informações do documento, como o registro do profissional no Conselho Regional de Medicina (CRM), prática relatada por 59% dos entrevistados, além da busca por confirmação junto à unidade de saúde emissora, adotada por 31%.
Quando há comprovação de irregularidade, as respostas tendem a ser mais firmes. 43% dos empresários informam recorrer à demissão por justa causa, enquanto 27% optam por advertências formais por escrito, como forma de registro e prevenção de reincidências.
Debates sobre validação ganham espaço
O tema vem ganhando grande repercussão diante das discussões sobre novas regras para a apresentação de atestados médicos. Chegaram a circular informações de que, a partir de 2026, apenas atestados emitidos por uma plataforma digital do Conselho Federal de Medicina (CFM) seriam aceitos em todo o país, o que não procede. A plataforma, que está suspensa por ordem judicial, buscava padronizar à emissão do documento, sem impor a obrigatoriedade de aceitação exclusiva do modelo digital, o que poderia impactar o acesso de parte da população aos serviços de saúde.
Algumas iniciativas locais têm buscado alternativas para organizar a emissão de atestados sem criar barreiras. Em Uberlândia (MG), a prefeitura implementou uma política pública que restringe a emissão de atestados na rede municipal a pacientes com quadros moderados ou graves. A medida tem como objetivo ordenar o fluxo de atendimentos, garantir prioridade a casos mais complexos e reduzir distorções associadas à emissão excessiva de atestados.
Já em Foz do Iguaçu (PR), foi lançada uma campanha voltada a organizar a emissão de atestados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), após a constatação de que a negativa do documento é apontada como uma das principais causas de agressões a médicos. A proposta tem como objetivo conscientizar a população sobre a emissão correta de atestados e, ao mesmo tempo, proteger os profissionais de saúde contra casos de violência.
Para Paulo Solmucci, iniciativas como as adotadas nos municípios mineiro e paranaense apontam um caminho equilibrado. “São exemplos de medidas que ajudam a enfrentar a emissão recorrente de atestados irregulares ao atuar na origem do problema. Organizam o sistema sem comprometer o acesso à saúde e reduzem situações de dúvida tanto para quem emite quanto para quem recebe o documento”, avalia.
Fonte: Ana Luísa Alves
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Governo federal recomenda avaliação conjunta dos impactos da mineração de terras raras no Sul de MG
Relatório aponta a necessidade de estudos regionais sobre os efeitos ambientais e sociais de diferentes projetos de mineração em Poços de Caldas, Caldas e Andradas.
Uma comitiva interministerial do Governo Federal recomendou que os impactos da mineração de terras raras no Planalto Vulcânico do Sul de Minas Gerais sejam avaliados de forma cumulativa e regional. A orientação consta em um relatório de 60 páginas, divulgado na terça-feira (14), após visitas técnicas realizadas em junho nos municípios de Poços de Caldas, Caldas e Andradas.
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O documento reúne informações obtidas durante reuniões com moradores, movimentos sociais, empresas mineradoras, representantes do poder público e instituições de ensino. O objetivo é orientar a atuação dos governos federal, estadual e municipais diante da expansão dos projetos de exploração mineral na região.
Estudos devem considerar impactos de diferentes projetos
Entre as principais recomendações está a realização de estudos que analisem os efeitos cumulativos e sinérgicos de múltiplos empreendimentos sobre o solo, a biodiversidade, a qualidade do ar e os recursos hídricos.
Segundo o relatório, os projetos não devem ser avaliados de maneira isolada, considerando as características hidrogeológicas do Planalto de Poços de Caldas e a existência de passivos ambientais relacionados a atividades nucleares anteriores.
A comitiva também recomendou a elaboração de balanços hídricos aprofundados, com o mapeamento das demandas por água e a análise das tecnologias utilizadas na lixiviação e no tratamento de efluentes.
Moradores demonstram preocupação com água e áreas urbanas
Durante as escutas realizadas pela comitiva, moradores e movimentos sociais relataram preocupações com possíveis impactos sobre os recursos hídricos, a exposição a metais pesados e elementos radioativos, além da poluição atmosférica e sonora.
Outro ponto levantado foi a proximidade das futuras cavas de mineração com áreas residenciais, hospitais, escolas e a Área de Proteção Ambiental da Pedra Branca.
O relatório também registra preocupações relacionadas ao aumento do tráfego de veículos pesados, à geração de poeira, à paisagem, à possível desvalorização de imóveis e à pressão sobre os serviços públicos e as rodovias.
Moradores e lideranças ainda apresentaram denúncias sobre supostos episódios de assédio e intimidação, além da entrada de pessoas em propriedades rurais para coleta de amostras de solo sem autorização. O documento recomenda que essas situações sejam apuradas pelos órgãos competentes.
Recomendações envolvem seis áreas
As orientações apresentadas pela comitiva abrangem diferentes setores:
- Governança interfederativa e articulação entre órgãos públicos;
- Participação social, transparência e direitos humanos;
- Avaliação de impactos ambientais, hídricos e riscos radiológicos;
- Ciência, tecnologia, inovação e agregação de valor;
- Política mineral e regulação;
- Compatibilização da mineração com as atividades econômicas locais e a sustentabilidade.
O relatório defende o fortalecimento dos canais de diálogo com a população e a participação de comunidades tradicionais quando os empreendimentos afetarem seus territórios ou modos de vida.
Também é recomendada a criação de estratégias que permitam a convivência entre a mineração e setores como agricultura familiar, vitivinicultura, turismo e atividades ligadas às estâncias hidrominerais.
Participação de órgãos federais
A comitiva foi formada por representantes de nove ministérios e instituições como a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), comitês de bacias hidrográficas, o IFSULDEMINAS e a Universidade Federal de Alfenas (Unifal).
Durante a visita, representantes da ANSN coletaram amostras nas plantas-piloto das empresas Viridis Mining & Minerals e Meteoric Resources, mediante ordem de decisão judicial. Em setembro, a autoridade informou que as plantas estavam isentas de controle regulatório radiológico.
Mineradora afirma confiar nos estudos técnicos
Em nota, a empresa Meteoric declarou confiar na robustez dos estudos técnicos, ambientais e sociais que fundamentam o processo de licenciamento do Projeto Caldeira, conduzido junto aos órgãos competentes e em conformidade com a legislação.
A mineradora afirmou ainda que mantém disposição para o diálogo com comunidades, lideranças, poder público e demais representantes da sociedade. Segundo a empresa, o projeto foi desenvolvido com foco em responsabilidade socioambiental, boas práticas ambientais e geração de benefícios para a região.
As recomendações do relatório devem servir como diretrizes para o debate sobre os projetos de mineração de terras raras e seus possíveis impactos no Sul de Minas Gerais.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
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Motorista de caminhão morre atropelado na Rodovia Fernão Dias, em Pouso Alegre
Vítima, de 51 anos, havia parado para ajustar uma carga de material reciclável quando foi atingida por outro veículo, cujo condutor fugiu do local.
Um motorista de caminhão, de 51 anos, morreu atropelado no final da madrugada desta quarta-feira (16), na Rodovia Fernão Dias, em Pouso Alegre, no Sul de Minas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu no km 855, no sentido Belo Horizonte.
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De acordo com a PRF, o motorista havia parado o caminhão na pista de aceleração para ajustar uma carga de material reciclável. Durante o procedimento, ele foi atingido por outro veículo, que ainda não foi identificado.
O condutor responsável pelo atropelamento fugiu do local após o acidente. A vítima era natural do estado de São Paulo e seguia viagem com destino a Belo Horizonte.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Pouso Alegre. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
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Vice-presidente da Câmara de Lavras é preso em investigação sobre possíveis crimes sexuais
Mestre Grilo é investigado por denúncias envolvendo pessoas que seriam crianças e adolescentes na época; defesa afirma que vereador é inocente e questiona a prisão preventiva
O vice-presidente da Câmara Municipal de Lavras, Evandro Oliveira Miranda (PSD), conhecido como Mestre Grilo, foi preso na manhã desta quarta-feira (16), durante uma operação da Polícia Civil que apura possíveis crimes contra a dignidade sexual.
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A ação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e da Delegacia Regional de Lavras. Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra o vereador, de 39 anos.
As investigações começaram em fevereiro de 2026, após uma requisição do Ministério Público. O inquérito apura fatos supostamente ocorridos em diferentes períodos, envolvendo pessoas que, na época, seriam crianças e adolescentes ligadas às atividades de um grupo de capoeira.
Durante a operação, os policiais apreenderam dois celulares e um notebook, que serão encaminhados para análise pericial. O vereador foi levado ao presídio de Lavras.
Defesa contesta prisão e reafirma inocência
Em nota, a defesa de Mestre Grilo afirmou que o vereador nega as acusações e pretende demonstrar sua inocência ao longo do processo.
O advogado Luiz Henrique Fernandes Santana argumentou que a investigação trata de supostos fatos ocorridos há mais de 20 anos e que, até o momento, não haveria comprovação das imputações.
A defesa também informou que um pedido de prisão anterior havia sido negado pela Justiça, com a aplicação de medidas cautelares, incluindo a proibição de contato com 185 pessoas. Segundo o advogado, as determinações foram cumpridas pelo investigado.
Ainda conforme a nota, a prisão preventiva atual teria sido fundamentada em uma gravação ambiental entregue aos investigadores, sem a apresentação de novos elementos que, na avaliação da defesa, justificassem a mudança da decisão anterior.
O advogado sustentou que a prisão cautelar não deve representar antecipação de pena e afirmou que o vereador tem colaborado com as autoridades durante a investigação.
Câmara de Lavras se manifesta
A Câmara Municipal de Lavras informou que tomou conhecimento da prisão por meio da imprensa e dos canais oficiais do Poder Judiciário.
Em nota, a Casa declarou que continuará desempenhando normalmente suas atividades legislativas e administrativas e esclareceu que o caso não possui relação direta com o mandato do vereador.
A Câmara afirmou que aguardará o desfecho definitivo do processo e uma manifestação final do Judiciário para avaliar eventuais medidas institucionais, respeitando o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.
A investigação permanece em andamento.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
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