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Governo de Minas une forças para evitar incêndios florestais no estado

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O Governo de Minas continua empenhado em investir em ações que reprimam incêndios florestais criminosos, prejudicando a flora e fauna mineira, especialmente no período de seca.

Lançado em junho deste ano, o programa Minas Contra o Fogo é uma parceria entre Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Instituto Estadual de Florestas (IEF), Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) e Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG). A iniciativa tem como objetivo preparar os municípios, de forma padronizada, para que ofereçam a primeira resposta às demandas de incêndios florestais e em vegetação, aumentando a capacidade de atendimento e reduzindo os riscos para brigadistas e voluntários.

Ao todo, 38 municípios que possuem unidades de conservação estaduais com registro de incêndio ou que originaram, entre 2013 e 2021, alguma ocorrência com fogo, aderiram à iniciativa e receberam equipamento e capacitação por parte dos órgãos envolvidos.

Os materiais, também conhecidos como Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), são compostos por capacetes, luvas, óculos e coturnos, além de instrumentos de combate ao fogo, como abafadores, enxadas e bombas costais. Eles foram captados pelo IEF junto à iniciativa privada para a formação e estruturação de brigadas municipais de combate a incêndios. A capacitação das equipes ficou tanto a cargo do IEF quanto dos bombeiros. Já as oficinas de planos de contingência ficaram sob responsabilidade da Defesa Civil Estadual.

Capacitação

As oficinas de capacitação dos municípios para elaboração dos Planos de Contingência Municipal Contra Incêndios Florestais estão previstas para se encerrarem no dia 1/9, com possibilidade de prorrogação caso mais municípios tenham interesse pelo treinamento.

A Defesa Civil Estadual realizou a ‘Capacitação de Municípios para Elaboração de Plano de Contingência Municipal contra incêndios florestais’ de forma virtual para dez cidades, reunindo mais de 150 pessoas.

As oficinas presenciais foram divididas ao longo do território mineiro, e até o momento mais de 30 pessoas de 26 cidades foram capacitadas pelas equipes da Cedec.

O IEF realizou a capacitação de brigadistas em oito municípios, totalizando 127 pessoas. O Corpo de Bombeiros Militar também já finalizou o “Curso de Formação de Brigadista Florestal”, com base na portaria n° 54, em 23 municípios, capacitando mais de 240 brigadistas. O treinamento em Tiradentes também já está em andamento e há previsão de novos treinamentos para as cidades de Campanha, Coronel Xavier Chaves e Belo Horizonte.

Além disso, o órgão também ofereceu treinamento de atendimento pré-hospitalar e preenchimento do registro de ocorrência (REDS) para outras sete cidades, capacitando aproximadamente 90 pessoas.

O coordenador de proteção e defesa civil da cidade de Malacacheta, Bruno Rodrigues Caldeira, explica que a capacitação vai muito além do combate ao incêndio. “Além da importância para o enfrentamento das emergências, esta capacitação demonstra a relevância do trabalho integrado para proteção do meio ambiente e da população. O trabalho feito em Malacacheta é um claro exemplo da consolidação e ampliação das ações de Defesa Civil em Minas Gerais”.

Fiscalização e Resposta

A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio do Batalhão de Polícia de Meio Ambiente (BPMMAmb) e do Comando de Aviação do Estado (Comave), atua de modo sistemático no enfrentamento às causas que contribuem para a incidência de queimadas e incêndios florestais, tanto na área urbana quanto rural do estado, principalmente no período de seca, que vai dos meses de maio a outubro.

Além de práticas comuns de prevenção, como orientações e palestras, neste ano o BPMMAmb já realizou, de forma repressiva, cerca de 4,9 mil operações para coibir a incidência deste tipo de ocorrência.

Além disso, o Comave possui um convênio com a Semad para atuação nas ações de fiscalização ambiental, treinamento de equipes técnicas e combate a incêndios florestais, com o objetivo de prevenir e reprimir crimes contra o meio ambiente e dar segurança às atividades sustentáveis desenvolvidas nas áreas de proteção ambiental.

Essa frota de aeronaves está distribuída de forma estratégica em todo o território mineiro, possuindo capacidade operacional de pronta resposta imediata a qualquer demanda de proteção ambiental e ações de degradação do meio ambiente, a qualquer hora do dia e da noite.

Alerta Verde

Entre os dias 14 e 31/8, o CBMMG realiza a segunda fase da operação Alerta Verde, uma das iniciativas de maior alcance de resultados durante esse período, e que tem como objetivo vistoriar lotes vagos que podem vir a ser focos de incêndio.

A iniciativa foi criada em 2021 com a ideia de reduzir esses focos ainda nos primeiros meses do ano.

Em 2023, a instituição ampliou a ação de vistorias, implementando a segunda fase do projeto. Até o dia 23/8, a operação Alerta Verde já permitiu a vistoria em cerca de 3,2 mil lotes desocupados em todo o estado, incentivando a limpeza correta dos terrenos e eliminando riscos potenciais para o período mais intenso da estiagem.

Por se tratar de uma ação coordenada das unidades junto ao poder público municipal, além das vistorias, a iniciativa pretende disseminar a cultura de prevenção na comunidade mineira e estreitar o relacionamento com o poder público municipal, fomentando a criação de políticas públicas para a limpeza dos lotes, bem como a penalização de infratores contumazes.

Fonte: Agência Minas

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Governo federal recomenda avaliação conjunta dos impactos da mineração de terras raras no Sul de MG

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Relatório aponta a necessidade de estudos regionais sobre os efeitos ambientais e sociais de diferentes projetos de mineração em Poços de Caldas, Caldas e Andradas.

Uma comitiva interministerial do Governo Federal recomendou que os impactos da mineração de terras raras no Planalto Vulcânico do Sul de Minas Gerais sejam avaliados de forma cumulativa e regional. A orientação consta em um relatório de 60 páginas, divulgado na terça-feira (14), após visitas técnicas realizadas em junho nos municípios de Poços de Caldas, Caldas e Andradas.

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O documento reúne informações obtidas durante reuniões com moradores, movimentos sociais, empresas mineradoras, representantes do poder público e instituições de ensino. O objetivo é orientar a atuação dos governos federal, estadual e municipais diante da expansão dos projetos de exploração mineral na região.

Estudos devem considerar impactos de diferentes projetos

Entre as principais recomendações está a realização de estudos que analisem os efeitos cumulativos e sinérgicos de múltiplos empreendimentos sobre o solo, a biodiversidade, a qualidade do ar e os recursos hídricos.

Segundo o relatório, os projetos não devem ser avaliados de maneira isolada, considerando as características hidrogeológicas do Planalto de Poços de Caldas e a existência de passivos ambientais relacionados a atividades nucleares anteriores.

A comitiva também recomendou a elaboração de balanços hídricos aprofundados, com o mapeamento das demandas por água e a análise das tecnologias utilizadas na lixiviação e no tratamento de efluentes.

Moradores demonstram preocupação com água e áreas urbanas

Durante as escutas realizadas pela comitiva, moradores e movimentos sociais relataram preocupações com possíveis impactos sobre os recursos hídricos, a exposição a metais pesados e elementos radioativos, além da poluição atmosférica e sonora.

Outro ponto levantado foi a proximidade das futuras cavas de mineração com áreas residenciais, hospitais, escolas e a Área de Proteção Ambiental da Pedra Branca.

O relatório também registra preocupações relacionadas ao aumento do tráfego de veículos pesados, à geração de poeira, à paisagem, à possível desvalorização de imóveis e à pressão sobre os serviços públicos e as rodovias.

Moradores e lideranças ainda apresentaram denúncias sobre supostos episódios de assédio e intimidação, além da entrada de pessoas em propriedades rurais para coleta de amostras de solo sem autorização. O documento recomenda que essas situações sejam apuradas pelos órgãos competentes.

Recomendações envolvem seis áreas

As orientações apresentadas pela comitiva abrangem diferentes setores:

  • Governança interfederativa e articulação entre órgãos públicos;
  • Participação social, transparência e direitos humanos;
  • Avaliação de impactos ambientais, hídricos e riscos radiológicos;
  • Ciência, tecnologia, inovação e agregação de valor;
  • Política mineral e regulação;
  • Compatibilização da mineração com as atividades econômicas locais e a sustentabilidade.

O relatório defende o fortalecimento dos canais de diálogo com a população e a participação de comunidades tradicionais quando os empreendimentos afetarem seus territórios ou modos de vida.

Também é recomendada a criação de estratégias que permitam a convivência entre a mineração e setores como agricultura familiar, vitivinicultura, turismo e atividades ligadas às estâncias hidrominerais.

Participação de órgãos federais

A comitiva foi formada por representantes de nove ministérios e instituições como a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), comitês de bacias hidrográficas, o IFSULDEMINAS e a Universidade Federal de Alfenas (Unifal).

Durante a visita, representantes da ANSN coletaram amostras nas plantas-piloto das empresas Viridis Mining & Minerals e Meteoric Resources, mediante ordem de decisão judicial. Em setembro, a autoridade informou que as plantas estavam isentas de controle regulatório radiológico.

Mineradora afirma confiar nos estudos técnicos

Em nota, a empresa Meteoric declarou confiar na robustez dos estudos técnicos, ambientais e sociais que fundamentam o processo de licenciamento do Projeto Caldeira, conduzido junto aos órgãos competentes e em conformidade com a legislação.

A mineradora afirmou ainda que mantém disposição para o diálogo com comunidades, lideranças, poder público e demais representantes da sociedade. Segundo a empresa, o projeto foi desenvolvido com foco em responsabilidade socioambiental, boas práticas ambientais e geração de benefícios para a região.

As recomendações do relatório devem servir como diretrizes para o debate sobre os projetos de mineração de terras raras e seus possíveis impactos no Sul de Minas Gerais.

Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.

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Motorista de caminhão morre atropelado na Rodovia Fernão Dias, em Pouso Alegre

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Vítima, de 51 anos, havia parado para ajustar uma carga de material reciclável quando foi atingida por outro veículo, cujo condutor fugiu do local.

Um motorista de caminhão, de 51 anos, morreu atropelado no final da madrugada desta quarta-feira (16), na Rodovia Fernão Dias, em Pouso Alegre, no Sul de Minas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu no km 855, no sentido Belo Horizonte.

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De acordo com a PRF, o motorista havia parado o caminhão na pista de aceleração para ajustar uma carga de material reciclável. Durante o procedimento, ele foi atingido por outro veículo, que ainda não foi identificado.

O condutor responsável pelo atropelamento fugiu do local após o acidente. A vítima era natural do estado de São Paulo e seguia viagem com destino a Belo Horizonte.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Pouso Alegre. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.

Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.

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Vice-presidente da Câmara de Lavras é preso em investigação sobre possíveis crimes sexuais

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Mestre Grilo é investigado por denúncias envolvendo pessoas que seriam crianças e adolescentes na época; defesa afirma que vereador é inocente e questiona a prisão preventiva

O vice-presidente da Câmara Municipal de Lavras, Evandro Oliveira Miranda (PSD), conhecido como Mestre Grilo, foi preso na manhã desta quarta-feira (16), durante uma operação da Polícia Civil que apura possíveis crimes contra a dignidade sexual.

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A ação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e da Delegacia Regional de Lavras. Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra o vereador, de 39 anos.

As investigações começaram em fevereiro de 2026, após uma requisição do Ministério Público. O inquérito apura fatos supostamente ocorridos em diferentes períodos, envolvendo pessoas que, na época, seriam crianças e adolescentes ligadas às atividades de um grupo de capoeira.

Durante a operação, os policiais apreenderam dois celulares e um notebook, que serão encaminhados para análise pericial. O vereador foi levado ao presídio de Lavras.

Defesa contesta prisão e reafirma inocência

Em nota, a defesa de Mestre Grilo afirmou que o vereador nega as acusações e pretende demonstrar sua inocência ao longo do processo.

O advogado Luiz Henrique Fernandes Santana argumentou que a investigação trata de supostos fatos ocorridos há mais de 20 anos e que, até o momento, não haveria comprovação das imputações.

A defesa também informou que um pedido de prisão anterior havia sido negado pela Justiça, com a aplicação de medidas cautelares, incluindo a proibição de contato com 185 pessoas. Segundo o advogado, as determinações foram cumpridas pelo investigado.

Ainda conforme a nota, a prisão preventiva atual teria sido fundamentada em uma gravação ambiental entregue aos investigadores, sem a apresentação de novos elementos que, na avaliação da defesa, justificassem a mudança da decisão anterior.

O advogado sustentou que a prisão cautelar não deve representar antecipação de pena e afirmou que o vereador tem colaborado com as autoridades durante a investigação.

Câmara de Lavras se manifesta

A Câmara Municipal de Lavras informou que tomou conhecimento da prisão por meio da imprensa e dos canais oficiais do Poder Judiciário.

Em nota, a Casa declarou que continuará desempenhando normalmente suas atividades legislativas e administrativas e esclareceu que o caso não possui relação direta com o mandato do vereador.

A Câmara afirmou que aguardará o desfecho definitivo do processo e uma manifestação final do Judiciário para avaliar eventuais medidas institucionais, respeitando o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.

A investigação permanece em andamento.

Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.

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