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Governo Federal antecipa segunda parcela do Auxílio Emergencial
A partir de quinta-feira (23), beneficiários do Cadastro Único e informais nascidos em janeiro e fevereiro serão contemplados
partir de quinta-feira (23), beneficiários do Auxilio Emergencial nascidos em janeiro e fevereiro serão contemplados com a segunda parcela do benefício, informou nesta segunda-feira (20) o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, durante coletiva no Palácio do Planalto. O pagamento seguirá, de acordo com o mês de nascimento do beneficiado, nos dias 24 (março e abril), 25 (maio e junho), 27 (julho e agosto), 28 (setembro e outubro) e 29 (novembro e dezembro) de abril para informais, autônomos e integrantes do Cadastro Único que já receberam a primeira parcela do benefício.
O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou que 12 milhões de CPFs foram regularizados de forma massificada, pois grande parte dos problemas de cadastro para receber o Auxílio Emergencial deviam-se a pendências eleitorais. Segundo o ministro, a utilização de CPFs como base do cadastro para o Auxílio Emergencial tem o objetivo de dificultar o recebimento de recursos indevidos, evitando fraudes. “Todo sistema financeiro brasileiro é estruturado em cima dessa informação, e era muito importante que nós pudéssemos manter”, acrescentou.
Desde o dia 9 de abril, quando teve início o pagamento do Auxílio Emergencial do Governo Federal, a Caixa já creditou mais de R$ 16,3 bilhões para 24,2 milhões de brasileiros. O banco, agente pagador do auxílio, está realizando a maior operação de bancarização da história do Brasil, tendo aberto até esta segunda-feira (20) mais de dez milhões de contas Poupança Social Digital, gratuitamente.

“Até o final de abril, estaremos bancarizando mais de vinte milhões de pessoas que nunca tiveram uma conta bancária, tudo isso de maneira gratuita e dando condições para que, no presente e no futuro, o Estado brasileiro enxergar esses que agora são visíveis e até alguma semanas atrás eram os invisíveis da economia brasileira”, ressaltou Onyx.
Até a tarde desta segunda-feira (20), 42,2 milhões de cidadãos já se cadastraram para recebimento do benefício. O site de cadastro superou a marca de 275,1 milhões de visitas e a central exclusiva 111 registrou 49,6 milhões de ligações. O aplicativo Caixa | Auxílio Emergencial foi baixado mais de 50 milhões de vezes.

Onyx defendeu o aprimoramento tecnológico para acesso da sociedade a aplicativos e o avanço do calendário de pagamentos. Destacou que, neste momento, o Governo está antecipando parcelas e identificando pessoas, antes, invisíveis (cerca de dez milhões de acordo com Onyx). “Com essa base de dados atualizada, poderemos desenvolver políticas públicas de promoção à cidadania”.
Atualização do app
Durante a coletiva, a Caixa ainda anunciou uma atualização no aplicativo de cadastro, que passa a disponibilizar a possibilidade de nova solicitação ou contestação do resultado da análise efetuada pela Dataprev. Para quem está no Cadastro Único, a consulta do resultado da análise poderá ser feita a partir desta segunda-feira (20) no aplicativo Caixa | Auxílio Emergencial.
Se o cidadão inscrito no Cadastro Único tiver sido reprovado pela Dataprev, poderá solicitar nova avaliação por meio do cadastramento no aplicativo ou do site https://auxilio.caixa.gov.br/. A consulta do resultado da análise será liberada ainda nesta semana, após o recebimento pela Caixa dos arquivos a serem enviados pela Dataprev com a relação de brasileiros não aprovados.
“Todas as pessoas do Cadastro Único que não receberam poderão se cadastrar e serão analisadas pela Dataprev, pelo Ministério da Cidadania e poderão sim vir a receber”, destacou o presidente da Caixa.
Se o retorno da análise for “dados inconclusivos”, será permitido ao cidadão realizar nova solicitação. Os motivos da inconclusão podem ser:
– marcação como chefe de família sem indicação de nenhum membro;
– falta de inserção da informação de sexo;
– inserção incorreta de dados de membro da família, tais como CPF e data de nascimento;
– divergência de cadastramento entre membros da mesma família;
– inclusão de alguma pessoa da família com indicativo de óbito.
Se o resultado for “benefício não aprovado”, o cidadão poderá contestar o motivo da não aprovação ou realizar nova solicitação.
Análise de elegibilidade
A lei 13.982/2020 estabelece os critérios de quem tem direito a receber o Auxílio Emergencial. Todos os requisitos previstos nessa legislação devem ser observados para ter direito ao recebimento do benefício. A Caixa disponibiliza o aplicativo e o site para cadastramento e acompanhamento das solicitações do auxílio.
As informações coletadas por estes canais são enviadas à Dataprev para avaliação dos requisitos previstos na lei. A Dataprev é responsável por verificar e informar à Caixa os cidadãos elegíveis e o valor do benefício, bem como informar os inelegíveis e o motivo da não aprovação. Após concluído esse processo, que tem sido feito em lotes de milhões de inscritos, as informações são encaminhadas ao banco, que, então, realiza o pagamento aos aprovados.
Para aqueles que recebem o Bolsa Família, a avaliação de elegibilidade é automática. Quem tiver o direito receberá o crédito do auxílio no mesmo calendário e forma do benefício regular. Os cidadãos inscritos no CadÚnico até o dia 20 de março que cumprem os requisitos legais, não fazem parte do Bolsa Família e têm conta poupança na Caixa ou no Banco do Brasil recebem o crédito de forma automática. No caso daqueles sem conta, o crédito é feito na Poupança Social Digital da Caixa.
App Caixa Tem
O app Caixa Tem, utilizado para movimentação das contas Poupança Social Digital, já registrou 21,9 milhões de downloads, e já foram abertas mais de dez milhões de contas. A Caixa disponibilizou nesta página passo a passo de cadastramento no app Caixa Tem para facilitar a utilização pelos clientes.
Saque em espécie
Com o objetivo de evitar aglomerações nas agências e unidades lotéricas, expondo empregados, parceiros e clientes ao risco de contágio, a Caixa escalonou o calendário de saque. Os recursos creditados na poupança digital podem ser utilizados por meio do app Caixa Tem para pagamentos e transferências, entre outros serviços.
Quem indicou conta bancária anterior ou vai receber os R$ 600 em substituição ao Bolsa Família, não tem restrição para saque. Segue o calendário de saque em espécie da poupança digital sem cartão nos canais de autoatendimento e lotéricas:
– 27 de abril: nascidos em janeiro e fevereiro
– 28 de abril: nascidos em março e abril
– 29 de abril: nascidos em maio e junho
– 30 de abril: nascidos julho e agosto
– 4 de maio: nascidos em setembro e outubro
– 5 de maio: nascidos em novembro e dezembro
Pagamentos ao público Bolsa Família
Até o dia 30, serão liberados mais R$ 12 bilhões em Auxílio Emergencial para beneficiários do Bolsa Família conforme calendário abaixo:
Segunda-feira (20):
• 1.923.492 pessoas – NIS final 3 1.357.623 famílias
Quarta-feira (22):
• 1.924.261 pessoas – NIS final 4 1.358.166 famílias
Quinta-feira (23):
• 1.922.522 pessoas – NIS final 5 1.356.938 famílias
Sexta-feira (24):
• 1.919.453 pessoas – NIS final 6 1.354.772 famílias
Segunda-feira (27):
• 1.921.061 pessoas – NIS final 7 1.355.907 famílias
Terça-feira (28):
• 1.917.991 pessoas – NIS final 8 1.353.741 famílias
Quarta-feira (29):
• 1.920.953 pessoas – NIS final 9 1.355.831 famílias
Quinta-feira (30):
• 1.918.047 pessoas – NIS final 0 1.353.780 famílias
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Governo federal recomenda avaliação conjunta dos impactos da mineração de terras raras no Sul de MG
Relatório aponta a necessidade de estudos regionais sobre os efeitos ambientais e sociais de diferentes projetos de mineração em Poços de Caldas, Caldas e Andradas.
Uma comitiva interministerial do Governo Federal recomendou que os impactos da mineração de terras raras no Planalto Vulcânico do Sul de Minas Gerais sejam avaliados de forma cumulativa e regional. A orientação consta em um relatório de 60 páginas, divulgado na terça-feira (14), após visitas técnicas realizadas em junho nos municípios de Poços de Caldas, Caldas e Andradas.
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O documento reúne informações obtidas durante reuniões com moradores, movimentos sociais, empresas mineradoras, representantes do poder público e instituições de ensino. O objetivo é orientar a atuação dos governos federal, estadual e municipais diante da expansão dos projetos de exploração mineral na região.
Estudos devem considerar impactos de diferentes projetos
Entre as principais recomendações está a realização de estudos que analisem os efeitos cumulativos e sinérgicos de múltiplos empreendimentos sobre o solo, a biodiversidade, a qualidade do ar e os recursos hídricos.
Segundo o relatório, os projetos não devem ser avaliados de maneira isolada, considerando as características hidrogeológicas do Planalto de Poços de Caldas e a existência de passivos ambientais relacionados a atividades nucleares anteriores.
A comitiva também recomendou a elaboração de balanços hídricos aprofundados, com o mapeamento das demandas por água e a análise das tecnologias utilizadas na lixiviação e no tratamento de efluentes.
Moradores demonstram preocupação com água e áreas urbanas
Durante as escutas realizadas pela comitiva, moradores e movimentos sociais relataram preocupações com possíveis impactos sobre os recursos hídricos, a exposição a metais pesados e elementos radioativos, além da poluição atmosférica e sonora.
Outro ponto levantado foi a proximidade das futuras cavas de mineração com áreas residenciais, hospitais, escolas e a Área de Proteção Ambiental da Pedra Branca.
O relatório também registra preocupações relacionadas ao aumento do tráfego de veículos pesados, à geração de poeira, à paisagem, à possível desvalorização de imóveis e à pressão sobre os serviços públicos e as rodovias.
Moradores e lideranças ainda apresentaram denúncias sobre supostos episódios de assédio e intimidação, além da entrada de pessoas em propriedades rurais para coleta de amostras de solo sem autorização. O documento recomenda que essas situações sejam apuradas pelos órgãos competentes.
Recomendações envolvem seis áreas
As orientações apresentadas pela comitiva abrangem diferentes setores:
- Governança interfederativa e articulação entre órgãos públicos;
- Participação social, transparência e direitos humanos;
- Avaliação de impactos ambientais, hídricos e riscos radiológicos;
- Ciência, tecnologia, inovação e agregação de valor;
- Política mineral e regulação;
- Compatibilização da mineração com as atividades econômicas locais e a sustentabilidade.
O relatório defende o fortalecimento dos canais de diálogo com a população e a participação de comunidades tradicionais quando os empreendimentos afetarem seus territórios ou modos de vida.
Também é recomendada a criação de estratégias que permitam a convivência entre a mineração e setores como agricultura familiar, vitivinicultura, turismo e atividades ligadas às estâncias hidrominerais.
Participação de órgãos federais
A comitiva foi formada por representantes de nove ministérios e instituições como a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), comitês de bacias hidrográficas, o IFSULDEMINAS e a Universidade Federal de Alfenas (Unifal).
Durante a visita, representantes da ANSN coletaram amostras nas plantas-piloto das empresas Viridis Mining & Minerals e Meteoric Resources, mediante ordem de decisão judicial. Em setembro, a autoridade informou que as plantas estavam isentas de controle regulatório radiológico.
Mineradora afirma confiar nos estudos técnicos
Em nota, a empresa Meteoric declarou confiar na robustez dos estudos técnicos, ambientais e sociais que fundamentam o processo de licenciamento do Projeto Caldeira, conduzido junto aos órgãos competentes e em conformidade com a legislação.
A mineradora afirmou ainda que mantém disposição para o diálogo com comunidades, lideranças, poder público e demais representantes da sociedade. Segundo a empresa, o projeto foi desenvolvido com foco em responsabilidade socioambiental, boas práticas ambientais e geração de benefícios para a região.
As recomendações do relatório devem servir como diretrizes para o debate sobre os projetos de mineração de terras raras e seus possíveis impactos no Sul de Minas Gerais.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
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Motorista de caminhão morre atropelado na Rodovia Fernão Dias, em Pouso Alegre
Vítima, de 51 anos, havia parado para ajustar uma carga de material reciclável quando foi atingida por outro veículo, cujo condutor fugiu do local.
Um motorista de caminhão, de 51 anos, morreu atropelado no final da madrugada desta quarta-feira (16), na Rodovia Fernão Dias, em Pouso Alegre, no Sul de Minas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu no km 855, no sentido Belo Horizonte.
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De acordo com a PRF, o motorista havia parado o caminhão na pista de aceleração para ajustar uma carga de material reciclável. Durante o procedimento, ele foi atingido por outro veículo, que ainda não foi identificado.
O condutor responsável pelo atropelamento fugiu do local após o acidente. A vítima era natural do estado de São Paulo e seguia viagem com destino a Belo Horizonte.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Pouso Alegre. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
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Vice-presidente da Câmara de Lavras é preso em investigação sobre possíveis crimes sexuais
Mestre Grilo é investigado por denúncias envolvendo pessoas que seriam crianças e adolescentes na época; defesa afirma que vereador é inocente e questiona a prisão preventiva
O vice-presidente da Câmara Municipal de Lavras, Evandro Oliveira Miranda (PSD), conhecido como Mestre Grilo, foi preso na manhã desta quarta-feira (16), durante uma operação da Polícia Civil que apura possíveis crimes contra a dignidade sexual.
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A ação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e da Delegacia Regional de Lavras. Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra o vereador, de 39 anos.
As investigações começaram em fevereiro de 2026, após uma requisição do Ministério Público. O inquérito apura fatos supostamente ocorridos em diferentes períodos, envolvendo pessoas que, na época, seriam crianças e adolescentes ligadas às atividades de um grupo de capoeira.
Durante a operação, os policiais apreenderam dois celulares e um notebook, que serão encaminhados para análise pericial. O vereador foi levado ao presídio de Lavras.
Defesa contesta prisão e reafirma inocência
Em nota, a defesa de Mestre Grilo afirmou que o vereador nega as acusações e pretende demonstrar sua inocência ao longo do processo.
O advogado Luiz Henrique Fernandes Santana argumentou que a investigação trata de supostos fatos ocorridos há mais de 20 anos e que, até o momento, não haveria comprovação das imputações.
A defesa também informou que um pedido de prisão anterior havia sido negado pela Justiça, com a aplicação de medidas cautelares, incluindo a proibição de contato com 185 pessoas. Segundo o advogado, as determinações foram cumpridas pelo investigado.
Ainda conforme a nota, a prisão preventiva atual teria sido fundamentada em uma gravação ambiental entregue aos investigadores, sem a apresentação de novos elementos que, na avaliação da defesa, justificassem a mudança da decisão anterior.
O advogado sustentou que a prisão cautelar não deve representar antecipação de pena e afirmou que o vereador tem colaborado com as autoridades durante a investigação.
Câmara de Lavras se manifesta
A Câmara Municipal de Lavras informou que tomou conhecimento da prisão por meio da imprensa e dos canais oficiais do Poder Judiciário.
Em nota, a Casa declarou que continuará desempenhando normalmente suas atividades legislativas e administrativas e esclareceu que o caso não possui relação direta com o mandato do vereador.
A Câmara afirmou que aguardará o desfecho definitivo do processo e uma manifestação final do Judiciário para avaliar eventuais medidas institucionais, respeitando o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.
A investigação permanece em andamento.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
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