Cultura
73% dos bares e restaurantes esperam faturar mais no Carnaval de 2026
Sul de Minas acompanha otimismo nacional, impulsionado pelo turismo diversificado e destinos que vão do agito ao sossego
A poucos dias do Carnaval, bares e restaurantes se preparam para um período tradicionalmente marcado por mais movimento e consumo. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostrou que, entre os empresários que pretendem abrir durante a folia (72%), a maioria (73%) espera aumentar o faturamento em comparação com o mesmo período do ano passado.
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Cerca de 25% dos entrevistados estimam aumento de até 5%, enquanto 24% projetam alta de até 10%. Outros 12% acreditam que o crescimento pode chegar a 20%, e 10% esperam avanços mais expressivos, de até 50%. Para 2%, o crescimento será ainda maior. Por outro lado, 19% não esperam aumento de faturamento, 5% avaliam que irão faturar menos do que em 2025 e 3% não existiam no Carnaval do ano passado.
Já em Minas Gerais, 72% das empresas projetam faturar mais neste Carnaval. A presidente da Abrasel em Minas Gerais, Karla Rocha, afirma que com esse cenário promissor, inicia-se o ano de 2026. “Acreditamos que este será marcado por crescimento consistente, impulsionado não apenas pelas grandes datas como Carnaval, seguido do Dia das Mães e dos Namorados, e com importantes acontecimentos como Copa do Mundo. É um momento de confiança e de planejamento estratégico para garantir resultados ainda melhores neste ano”, disse.
Sul de Minas
De acordo com o presidente da Abrasel no Sul de Minas, SEHAV e ACIV, André Yuki, a expectativa para o Carnaval na região é bastante positiva e acompanha o cenário apontado pela pesquisa da Abrasel.
“Temos uma região muito diversificada do ponto de vista turístico, o que amplia as oportunidades para bares e restaurantes. Cidades como Santa Rita do Sapucaí, Capitólio, Boa Esperança e todos os municípios banhados pelo Lago de Furnas devem registrar aumento significativo no fluxo de visitantes, assim como São Thomé das Letras, que atrai turistas em busca de natureza, cachoeiras e experiências mais tranquilas. Além disso, destinos de montanha como Monte Verde, em Camanducaia, e Gonçalves continuam sendo muito procurados por quem prefere fugir da folia tradicional e busca descanso, gastronomia e contato com a natureza”, ressaltou.
Ainda segundo André Yuki, esse movimento reflete diretamente no setor de alimentação fora do lar, que se prepara para um período de maior consumo. “Os dados mostram que a maioria dos empresários espera crescimento no faturamento em relação ao ano passado, o que é um sinal importante de retomada e confiança. Mesmo com os desafios enfrentados ao longo do último ano, o setor segue resiliente, investindo em qualidade, atendimento e experiências diferenciadas para atender tanto os turistas quanto a população local durante o Carnaval”, enfatizou.
Pouso Alegre se prepara para realizar o maior Carnaval de sua história. A cidade contará com 17 blocos carnavalescos, seis a mais que em 2025, consolidando-se como um dos principais destinos de Carnaval da região. Os blocos estão espalhados por todas as regiões do município, sendo alguns com venda de ingressos e, a maior parte, gratuitos.
O vice-presidente da Abrasel no Sul de Minas e presidente do SINDIPA, Rolando Brandão, conta que a expectativa é de que mais de 50 mil foliões circulem pela cidade entre os dias 7 e 17 de fevereiro, impulsionando o turismo, o comércio local e diversos setores da economia.
“Um Carnaval organizado é essencial para garantir uma festa segura, democrática e para toda a família. O crescimento do nosso Carnaval mostra o quanto Pouso Alegre evoluiu: começamos em 2017 com apenas três blocos de rua e hoje chegamos a 17, entre blocos gratuitos e fechados. Isso fortalece a cultura, gera empregos, movimenta bares, restaurantes e hotéis, além de valorizar o melhor da gastronomia mineira”, destacou.
Além disso, para aumentar a procura pela rede hoteleira em Pouso Alegre, o SINDIPA e a Abrasel no Sul de Minas estão ofertando um transfer para o Bloco do Urso, em Santa Rita do Sapucaí, o maior Carnaval fechado de Minas Gerais. O transfer pegará os foliões na porta dos hotéis e levará com segurança até a Cidade do Urso. Para participar, basta entrar em contato com os hotéis associados ao SINDIPA.
O Circuito das Águas é um tradicional destino turístico de Minas Gerais e vive uma expectativa extremamente positiva para o período de Carnaval. O conselheiro da Abrasel e proprietário do Agostini Restaurante e Pizzaria em Caxambu, Fernando Megda, conta que a região se consolida cada vez mais como uma alternativa atrativa para quem busca lazer, descanso, boa gastronomia e contato com a natureza, sem abrir mão de uma programação animada e acolhedora.
“A perspectiva para bares e restaurantes é de aumento significativo no movimento, impulsionado pelo grande fluxo de turistas que escolhem as cidades do Circuito das Águas para aproveitar o feriado. Estabelecimentos se preparam com cardápios especiais, horários estendidos e equipes reforçadas, gerando não apenas maior faturamento, mas também mais empregos temporários e fortalecimento da economia”, afirmou.
Ainda segundo Fernando, o Carnaval costuma ser um dos períodos mais fortes do ano para a hotelaria da região, refletindo a confiança do turista no destino e a qualidade dos serviços oferecidos. “Com clima favorável, atrações culturais, eventos, gastronomia diversificada e a hospitalidade característica do Circuito das Águas, a expectativa é de um Carnaval muito positivo, movimentando toda a cadeia do turismo e consolidando ainda mais a região como um dos principais destinos turísticos de Minas Gerais”, concluiu.
Vilson Oschin, proprietário de estabelecimentos de alimentação fora do lar em Camanducaia / Monte Verde, afirma que enquanto muitas pessoas procuram agito, cresce cada vez mais o número de visitantes que buscam sossego, natureza e boa gastronomia. “Aqui em Monte Verde, o Carnaval tem um significado diferente. A expectativa para este ano é de um aumento significativo no movimento, justamente por esse perfil de público que prefere aproveitar o feriado de forma mais tranquila. Para nós, isso representa uma oportunidade muito positiva, com restaurantes cheios, experiências mais longas e clientes que valorizam qualidade, atendimento e o clima acolhedor que a cidade oferece”, disse.
Turismo reforça as expectativas
O otimismo do setor encontra respaldo nos dados da economia e do turismo. Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o Carnaval de 2026 deve movimentar R$ 14,48 bilhões em receitas no Brasil, valor 3,8% superior ao registrado em 2025 e o maior desde o início da série histórica, iniciada em 2013. Os bares e restaurantes aparecem como os principais responsáveis pela geração de receitas no período.
Outro fator que contribui para o cenário favorável é o aumento do fluxo de visitantes estrangeiros. Ainda segundo a CNC, o Brasil deve receber cerca de 1,42 milhão de turistas durante o Carnaval, número 4% maior do que o observado no ano passado. Para Paulo Solmucci, presidente executivo da Abrasel, a presença desse público amplia o impacto econômico da festa.
“O turista costuma permanecer mais tempo nas cidades, consumir com maior frequência e circular por diferentes tipos de estabelecimentos em busca de experiências ligadas à nossa cultura. Isso faz com que o efeito do Carnaval se espalhe por mais dias e alcance um número maior de negócios”, afirma.
Cenário financeiro também apoia as projeções
O levantamento da Abrasel aponta um ambiente financeiro mais favorável no encerramento de 2025. Em dezembro, 47% dos empresários relataram lucro, enquanto 36% operaram em equilíbrio. Outros 16% fecharam o mês no prejuízo e 1% não existia no período. O número de empresas no azul é o mais elevado dos últimos dois anos, apenas um percentual abaixo do registrado em janeiro de 2024.
Além disso, a pesquisa indicou que, na comparação entre dezembro e novembro de 2025, 57% dos respondentes registraram faturamento maior, 19% mantiveram estabilidade e 23% tiveram queda. Já em relação aos reajustes de preços, 59% conseguiram ajustar o cardápio conforme ou abaixo da inflação e 11% reajustaram acima do índice inflacionário. Outros 30% afirmaram não conseguir realizar qualquer reajuste.
“Encerramos o último ano com um cenário bastante positivo, o que cria uma base mais sólida para 2026. O verão e o Carnaval são apenas o ponto de partida. Ao longo dos próximos meses, o setor ainda deve se beneficiar de datas importantes, como o Dia das Mães e a Semana dos Namorados, além da Copa do Mundo, dos feriados e de um fluxo de turistas que tende a seguir em alta no país”, conclui Solmucci.
Fonte: Ana Luísa Alves
Cultura
De memória familiar a alambique premiado: Divina Cana transforma tradição em turismo em Três Pontas
Casal criou marca de cachaça artesanal a partir de uma propriedade rural e hoje une produção, hospitalidade e valorização da identidade do Sul de Minas
Uma propriedade rural que nasceu com o objetivo de reunir familiares e amigos se transformou, em Três Pontas, no Sul de Minas, em um negócio que une produção artesanal de cachaça, turismo e hospitalidade.
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Essa é a história da Cachaça Divina Cana, criada pelo casal Paulo Sérgio de Souza Rodrigues e Regina Helena Sierra Rodrigues e lançada comercialmente em agosto de 2022.
Paulo e Regina chegaram a Três Pontas em 1999, vindos de Franca, no interior de São Paulo. Em 2010, compraram uma propriedade rural inicialmente pensada como espaço de descanso e convivência. A escolha do local também teve um significado especial para Regina, que encontrou na paisagem lembranças da casa dos avós.
Com o passar dos anos, o casal transformou o espaço, criou jardins, construiu uma casa com seis quartos e reconstruiu uma antiga igrejinha. Foi nesse cenário que surgiu a ideia de iniciar a produção de cachaça.
Uma lembrança familiar deu início ao negócio
A produção começou a ganhar forma após a morte do pai de Paulo, em 2015. O interesse do pai por alambiques acabou despertando nele a vontade de conhecer mais sobre a atividade.
Quando surgiu a oportunidade de adquirir um alambique em Três Pontas, Paulo decidiu investir na ideia. Químico de formação, ele não tinha experiência anterior na fabricação de cachaça e começou em pequena escala, estudando e aperfeiçoando cada etapa do processo.
Em 2016, a produção já havia alcançado cerca de 2 mil litros, mas inicialmente a bebida era feita apenas para consumo próprio e sem intenção comercial.
Durante a pandemia, em 2020, a família passou mais tempo na propriedade, período em que Paulo continuou aprimorando a produção. A profissionalização veio posteriormente, com capacitações, investimentos em equipamentos e estrutura e maior atenção à matéria-prima e aos processos de fabricação.
Produção valoriza características do Sul de Minas
Atualmente, a Divina Cana utiliza aproximadamente 4,5 hectares de cana cultivada na própria propriedade. As variedades são escolhidas levando em consideração características do solo, clima e relevo da região.
A safra dura cerca de quatro meses e meio, normalmente entre junho e outubro. Em 2025, a produção chegou a aproximadamente 17 mil litros.
Além da produção anual, a propriedade mantém mais de 110 mil litros de cachaça armazenados em barris.
O processo inclui plantio, moagem, fermentação, destilação, separação das frações, armazenamento e engarrafamento. As bebidas passam por barris de diferentes madeiras, entre elas jequitibá, castanheira e carvalho.
Segundo a empresa, nenhuma das cachaças é engarrafada antes de completar dois anos de armazenamento.
Música faz parte da produção
Outro aspecto particular da produção está na etapa de fermentação. Com acompanhamento técnico, Paulo aprofundou os conhecimentos sobre os processos biológicos e passou a trabalhar com leveduras selecionadas para desenvolver características aromáticas e blends da marca.
Durante a fermentação, o ambiente recebe música clássica e também canções de Milton Nascimento, artista nascido em Três Pontas.
O produtor ressalta que não atribui à música um efeito científico sobre as leveduras, mas considera que ela faz parte da relação da família com a produção e com a propriedade.
Cachaça conquistou reconhecimento em concursos
O trabalho desenvolvido no alambique também rendeu premiações à marca.
Em 2024, a Divina Cana Febo recebeu Medalha de Prata no Spirits Selection do Concours Mondial de Bruxelles. No mesmo ano, a marca conquistou Medalha de Bronze na categoria “Cachaça de Alambique Envelhecida – Premium”, no 1º Concurso de Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras, realizado pela Emater-MG.
Já a Divina Cana Júpiter foi vencedora da categoria “Cachaça de Alambique Envelhecida Extra Premium” na mesma competição, que contou com mais de 220 cachaças inscritas e avaliação de 24 especialistas.
Rótulos carregam referências a Três Pontas
A identidade da marca também está presente nos nomes das bebidas. A linha regular reúne rótulos como Netuno, Febo, Júpiter, Vulcano, Minerva e Mercúrio, inspirados em figuras da mitologia.
A relação com Três Pontas aparece ainda em edições especiais. A Divina 165 foi criada para celebrar os 165 anos do município, com produção limitada a 165 garrafas.
Em 2026, a série ganhou a Divina 168, inspirada no café e dedicada às mulheres produtoras ligadas à cooperativa dos cafeicultores do município.
A edição especial reúne dois produtos que fazem parte da identidade econômica da região: o café e a cachaça.
Propriedade também recebe turistas
Com o crescimento da marca e o reconhecimento em concursos, a propriedade passou a receber visitantes interessados em conhecer a produção e a história da família.
Durante as visitas, Paulo apresenta o alambique e explica as etapas de fabricação da bebida. Em seguida, Regina conduz uma degustação harmonizada com produtos artesanais preparados por ela, como carnes, pães e doces.
A experiência também passou a integrar iniciativas de turismo e negócios com apoio do Sebrae Minas. Desde 2023, a empresa participa de ações, feiras e consultorias relacionadas ao setor.
Em 2024, a Divina Cana passou a integrar a Rota Turística dos Cafés do Sul de Minas, iniciativa lançada pelo Governo de Minas Gerais e pelo Sebrae Minas.
Assim, o que começou como um espaço para reunir a família ganhou novos significados e se tornou uma experiência que combina produção artesanal, memória, café, cachaça e turismo, valorizando elementos ligados à identidade de Três Pontas e do Sul de Minas.
Essa matéria foi retirada do portal de notícias Varginha Online, confira na íntegra.
Cultura
Festival em Pouso Alegre reúne pratos criativos que reinventam a culinária mineira
Evento gratuito segue até domingo (13), com opções como picolé de costelinha, pastel de frango com quiabo e “uaikisoba”
A culinária mineira ganhou versões criativas durante o Festival Gastronômico e Cultural de Pouso Alegre, que acontece até este domingo (13), na Via Gastronômica. O evento reúne gastronomia, música e atrações gratuitas para o público.
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Entre os destaques estão pratos que misturam receitas tradicionais com novas propostas, como o picolé de costelinha, o pastel de frango com quiabo e o chamado “uaikisoba” de frango.
O festival também oferece joelho de porco defumado, tropeiro, torresmo, arroz de costela, pastéis, hambúrgueres, poke de salmão, saladas, doces, café especial, sucos naturais, geleias, bolinhos e pão de queijo.
Os pratos foram desenvolvidos por empreendedores locais que participaram de uma consultoria voltada à criação de receitas para festivais gastronômicos, realizada pelo Sebrae Minas em parceria com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sindipa).
Música e cozinha-show
Além da gastronomia, o evento conta com apresentações de artistas e bandas locais.
Neste domingo (13), a programação musical terá Bia, às 13h; Lê Guimarães, às 15h; e Samba Brazucas, às 18h.
Outra atração é a Cozinha-Show, que reúne chefs da região preparando receitas ao vivo e compartilhando técnicas e experiências com o público.
Neste domingo, a programação inclui risoto de queijo com mel, às 14h, com a chef Lilian Freitas; drinks clássicos e contemporâneos com cachaça, às 16h, com o chef Léo Gomes; e nhoque de mandioquinha na fonduta de parmesão, às 18h, com a chef Caroline Bitencourt.
Serviço
Festival Gastronômico e Cultural de Pouso Alegre
Data: até domingo (13)
Horário: a partir das 12h
Local: Via Gastronômica de Pouso Alegre
Entrada: gratuita
Essa matéria foi retirada do portal de notícias G1, confira na íntegra.
Cultura
CRAS de Elói Mendes promove projeto de arte em biscuit para todas as idades
Atividades do projeto “Modelando Histórias” acontecem de segunda a quarta-feira, das 14h às 15h
O CRAS de Elói Mendes está promovendo o projeto “Modelando Histórias”, iniciativa que utiliza a arte em biscuit como forma de estimular a criatividade, a expressão artística e o aprendizado.
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As atividades são abertas a pessoas de todas as idades e oferecem um espaço para que os participantes possam aprender, se divertir e transformar a imaginação em peças de arte.
Como participar
As atividades acontecem de segunda a quarta-feira, das 14h às 15h, no CRAS de Elói Mendes.
A proposta é proporcionar momentos de convivência e desenvolvimento por meio da produção artística, aproximando a comunidade de atividades criativas e de lazer.
A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Elói Mendes, por meio do CRAS, dentro da Administração 2025–2028.
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