Perguntas e respostas sobre a vacinação contra a covid-19 em Minas Gerais

G1 selecionou as dúvidas mais frequentes sobre a vacinação contra a Covid-19 em Minas Gerais, e nós compartilharemos por aqui.

Quantas doses de vacinas chegaram a Minas Gerais?

Segundo o Ministério da Saúde, foram enviadas 577.680 doses de vacina para Minas Gerais. Elas foram transportadas por um avião da Azul, que pousou no aeroporto de Confins às 19h52 desta segunda-feira (18). Essa chegada aconteceu com atraso, já que, inicialmente, o governo tinha expectativa de que receberia as doses às 16h, e depois às 18h50.

Quando começa a vacinação em Minas Gerais?

Houve um “ato simbólico”, com vacinação de cinco profissionais de saúde de Minas Gerais, por volta de 21h30 desta segunda-feira (18).

Em seguida, as doses serão levadas para a Central Estadual da Rede de Frio, onde é realizada a conferência e entrada do material no sistema. Segundo o governador Romeu Zema, aeronaves e helicópteros serão usados pelo governo para distribuir as doses às 28 regionais de saúde do estado, “com maior agilidade possível”. O início dos trabalhos será às 4h30 desta terça (19).

Ainda segundo o governador, as prefeituras terão que fazer as retiradas nessas regionais, iniciando as vacinações em cada município. “Não existindo nenhum contratempo, as vacinas estarão em todas as Unidades até o final desta terça-feira (19). Os municípios que já tiverem recebido seu quantitativo poderão começar a vacinação a partir dessa data”, disse o governo.

Em Belo Horizonte, a previsão, segundo a secretaria municipal de Saúde, é de que o início da vacinação ocorra 24 horas após o recebimento das doses. Ou seja, na melhor das hipóteses, a vacinação começará nos municípios na noite de terça (19).

Quantas doses serão entregues a cada município?

O governador disse que a Secretaria de Estado de Saúde tem mapeada a necessidade de cada uma das 853 cidades do estado. O G1 perguntou ao governo de Minas a quantidade de doses destinada a cada um dos 853 municípios e ainda aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.

Qual o público-alvo da vacinação neste primeiro momento?

O público-alvo estipulado pelo Ministério da Saúde é o seguinte:

  • Pessoas com 60 anos ou mais que estejam em asilos ou instituições de longa permanência (38.578 em Minas, segundo o Ministério da Saúde);
  • Pessoas com deficiência que estejam em instituições de longa permanência (1.160 em Minas);
  • População indígena vivendo em terras indígenas (7.878 em Minas);
  • Trabalhadores de saúde na linha de frente contra a Covid-19 (o cálculo foi para 34% desses profissionais, que, em Minas, representam 227.472)

Belo Horizonte decidiu que, num primeiro momento, vai gastar suas 60 mil doses apenas com 30 mil dos profissionais de saúde da linha de frente (duas doses para cada um), que serão vacinados direto nos hospitais. Outras pessoas que fazem parte do público prioritário receberão a vacina em um segundo momento, com a chegada de mais doses.

Os profissionais de saúde que vão receber as primeiras doses na capital são, segundo a prefeitura:

  • Profissionais que atuam no CTI Covid (Hospitais)
  • Profissionais que atuam no CTI Geral (Hospitais)
  • Profissionais do Pronto Atendimento dos Hospitais
  • Profissionais das 9 UPAs e SAMU
  • Profissionais que atuam na Enfermaria Covid

Os municípios têm autonomia para decidir quem vacinar, como fez BH?

Sim, desde que seguindo a orientação do Plano Nacional de Imunização (PNI). A Secretaria de Estado de Saúde disse que o PNI “organiza e elege os critérios, mas cada município, dentro de sua realidade, pode, também, eleger seus critérios de prioridade”. Ou seja, não tem problema uma cidade decidir vacinar primeiro apenas os profissionais de saúde e deixar os idosos para um segundo momento.

Onde as pessoas serão vacinadas?

A princípio, nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios, mas vai depender da organização e necessidade de cada prefeitura.

Em Belo Horizonte, como neste primeiro momento apenas profissionais de saúde serão vacinados, eles vão receber suas doses diretamente nos hospitais e UPAs onde trabalham. Nas fases seguintes, a vacinação vai ocorrer nos 152 centros de saúde da capital, dentre outros postos de vacinação disponíveis.

Quais documentos as pessoas deverão levar para vacinar?

“Devido à importância da identificação do cidadão no momento da imunização, o Ministério da Saúde orientou que seja utilizado, preferencialmente, o número do CPF e, na sua ausência, o Cartão Nacional de Saúde (CNS). Nenhuma pessoa pertencente ao público prioritário da campanha, definido neste momento, deixará de ser vacinado”, informou o governo estadual.

A quantidade de doses é suficiente para atender o público-alvo da primeira fase no estado?

Considerando esse cálculo do Ministério da Saúde, que contabiliza apenas 34% dos profissionais de saúde na linha de frente, Minas Gerais tem 275.088 no público-alvo da primeira fase de vacinação. Se cada um receber as duas doses preconizadas, serão usadas 550.176 doses. E o estado deve receber 577.680 doses, ou seja, haverá quantidade suficiente para o público emergencial estimado.

Quando essa primeira fase de vacinação emergencial deve terminar?

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a expectativa é de que cerca de 280 mil pessoas sejam vacinadas até o final desta semana, recebendo as duas doses necessárias para a imunização até meados de fevereiro.

E depois? Quando começam as próximas fases de vacinação?

A autorização para uso emergencial do imunizante concedida neste domingo (17) pela Anvisa refere-se às 6 milhões de doses que já chegaram prontas da China e que começaram a ser distribuídas pelo Ministério da Saúde na manhã desta segunda, sendo mais de 577 mil a Minas Gerais. Segundo o governador Romeu Zema, a expectativa é de que uma segunda remessa chegue aos estados na próxima semana. Mas ainda não há nem autorização para isso.

O diretor-presidente do Butantan, Dimas Covas, disse que enviou na manhã desta segunda-feira (18) um novo pedido de uso emergencial da CoronaVac à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desta vez solicitando autorização para uso de todas as doses envasadas pelo instituto. Atualmente, o Butantan tem 4,8 milhões de doses prontas aguardando liberação.

Em nota, a Anvisa confirmou que recebeu o segundo pedido de uso emergencial enviado pelo Butantan e afirmou que a solicitação “está em análise para checagem dos documentos”.

Ainda segundo Dimas Covas, a autorização, uma vez concedida, não deverá ser limitada ao estoque atual.

Fonte: g1.globo.com

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