Ciclo de baixa no setor imobiliário de Belo Horizonte parece ter chegado ao fim

Mercado imobiliário em Belo Horizonte começa a apresentar sinais de reaquecimento

Cada vez mais se vê uma movimentação de equipamentos e materiais de construção, como andaimes e vários outros. Esses sinais de obras em andamento é a evidência de que o longo período de queda no mercado imobiliário parece ter chegado ao fim. A procura, a demanda por terrenos em Belo Horizonte e os sinais de obras sendo iniciadas acendem o otimismo no setor imobiliário.

Esse reaquecimento tem sido sentido não apenas por aqueles que trabalham no setor, mas também fica claro nas estatísticas, pesquisas e levantamentos. Mas o que impulsionou esse recrudescimento do setor imobiliário em Belo Horizonte? É isso e muito mais que será explicado adiante.

As evidências do reaquecimento do mercado imobiliário em Belo Horizonte

Segundo os resultados pertinentes ao Produto Interno Bruto (PIB), que foram devidamente divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após longos 20 trimestres seguidos de queda, o setor da construção civil cresceu 2%.

No Brasil como um todo, observou-se um acréscimo de cerca de 11,8% nos lançamentos imobiliários. Na cidade de Belo Horizonte e toda a região metropolitana, o lançamento de 256 unidades de apartamentos e foram vendidas 335, segundo o Sinduscon – MG (Sindicato da Construção Civil de Minas Gerais). 

Isso quer dizer que as vendas estão superando consideravelmente o número de lançamentos realizados, o que deixa claro que o estoque de imóveis disponíveis começa a diminuir. Em razão disso, as empresas do ramo de construção já começam a planejar mais lançamentos para os próximos meses.

Aliás, diversos empresários do setor sinalizam investimentos suntuosos na aquisição de terrenos para a concretização de novos empreendimentos para esse ano. Além disso, outras empresas do segmento imobiliário esperam um crescimento de aproximadamente 60% esse ano. Muitos edifícios foram lançados e cerca de 70% deles foram vendidos.

No final do ano passado, 2019, Belo Horizonte alcançou um dos menores índices de estoque de imóveis, o que é uma prova do reaquecimento do mercado imobiliário que, dentre outros motivos, transforma-se em uma ótima opção de investimento diante das contínuas reduções da taxa Selic.

As construtoras tem comemorado o retorno do mercado imobiliário, com a maioria das unidades de imóveis vendidas. Segundo parcela expressiva dessas construtoras, o imóvel do tipo residencial já se constitui na maior fatia do faturamento mensal da companhia. 

Uma comprovação de que os indícios são positivos é que a simples evidência da existência de uma obra contendo a marca do empreendimento já tem impulsionado uma enorme procura por parte de potenciais compradores.

Os motivos geradores do reaquecimento do setor imobiliário

Uma das coisas que surtiram efeito para este cenário positivo foram as mudanças em termos de incentivos fiscais regulados pelo governo federal. Desse modo, aumentou-se a retomada ao acesso ao crédito que tem permitido que as incorporadoras sejam capazes de investir na construção de novos empreendimentos.

Outro fator decisivo é a geração de novos postos de trabalho, que ampliou a mão de obra nas cidades e conquistou a confiança dos clientes para começar a realizar novos investimentos e por mais casas e apartamentos à venda em BH

Desta maneira, o aumento na demanda por imóveis na cidade tem feito com que as unidades que estão disponíveis sejam mais valorizadas, ajudando na redução do estoque e potencializado o mercado para aqueles que procuram comprar imóveis como uma forma de investimento.

Além disso, o fato da inflação estar sob controle e a taxa básica de juros (a famosa taxa Selic) estar mais reduzida tem ajudado bastante a levantar os ânimos desse segmento. Uma Selic menor representa juros mais baixos para financiamentos. Segundo alguns especialistas no ramo acreditam, é a melhor época para a construção civil desde 2014.

Para outros tantos, as reformas empreendidas a nível nacional pelo governo federal têm possibilitado a ascensão do mercado imobiliário. Enquanto a não aprovação delas pode ocasionar uma estagnação na economia, a sua aprovação, por outro lado, pode impulsionar o crescimento do setor.

As projeções e tendências do setor imobiliário

Para os próximos meses desse ano de 2020, a expectativa é bem grande em termos de quantidade de lançamentos que serão realizados. Os investidores passam a se sentir mais confiantes e seguros, dado que o imóvel agora se transforma em um ativo incrivelmente valioso.

Tem sido observado o retorno da pessoa que compra imóveis para alugar. Pela primeira vez em muito tempo, pode-se notar a volta do mercado de locação, já que anteriormente muitos faziam apenas vendas pontuais para o público consumidor.

Agora, no que diz respeito às tendências para o mercado imobiliário em Belo Horizonte, vale pontuar que além do crescimento observado em termos gerais, alguns nichos específicos dentro deste segmento demonstram um crescimento ainda mais pronunciado que os demais e, por essa razão, podem ser uma boa aposta de investimento para esse ano e para os próximos, a curto prazo.

As tendências são estas a seguir:

  • Edificações de caráter comercial

Geralmente, quando há uma crise econômica em um país, as edificações comerciais são o primeiro nicho a sentir o baque dessa situação. Aliás, até o presente momento, notou-se uma queda no preço da venda desse tipo de imóvel. Contudo, já é possível perceber a reação nesse nicho na região central e outras áreas nobres de Belo Horizonte. 

  • Imóveis de luxo

O otimismo também tem tomado conta do mercado de imóveis de luxo na cidade. No contexto atual, continua sendo uma boa ideia apostar no investimento em residências, como casa em condomínio em BH, por exemplo. Um exemplo claro de potencial desse nicho é a quantia de lançamentos imobiliários de alto padrão em bairros nobres da cidade. Aliás, muitos empreendimentos tiveram suas unidades vendidas já no lançamento.

Agora você entende o que levou o setor imobiliário de Belo Horizonte a ter ficado em um período de baixa, como e por que foi retomado esse reaquecimento do segmento e quais são as tendências para esse mercado na capital mineira. Curta e compartilhe esse post em suas redes sociais!

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