JESUS CRISTO x SR. HELTON MACARRÃOZINHO

Sandro Mendes (jornalista formado pela PUC de Belo Horizonte)  

O filho de um amigo meu  tinha seis anos quando frequentou uma escolinha de futebol. O professor se chamava Sr. Helton Macarrãozinho. Era um sujeito extremamente profissional, correto e religioso.  

A escolinha de futebol tinha o nome de Unidos em Cristo. Todo dia Sr. Helton Macarrãozinho incentivava os meninos a rezarem o Pai Nosso e tinha algumas regras rígidas: era proibido brigar em campo, dar canelada, rasteira e coisas do gênero.

Hoje vejo que essa escolinha de futebol ajudou muito na formação daquele menino, que tornou-se um jovem excelente. Mas naquela época aconteceu algo curioso: ele tirou zero em sua escola de catecismo.

A família do meu amigo não é de ir à igreja, mas zero em catecismo é algo, no mínimo, intrigante. Então ele pegou a prova do filho para tentar entender o que havia acontecido.

A primeira questão da prova era “Cite pelo menos cinco dos Dez Mandamentos”. A resposta do garoto: “Não roubar a igreja, não faltar ao catecismo, não xingar os santos, amarrar Pai e Mãe (acho que era honrar Pai e Mãe), não matar o padre e não ficar próximo da mulher” (acho que era não cobiçar a mulher do próximo). Ainda bem que ele só se lembrou desses seis mandamentos.

A segunda pergunta era “Qual o nome da mãe de Jesus?”. Ele respondeu:  “Nossa Senhora Aparecida, uma mulher que usa um vestido azul e mora numa igreja grande lá em São Paulo”.

Outra pergunta. “Que santo só acreditava nas coisas que via de perto?”. A resposta:  “Santo Mé.”

Sem comentários. Mas o pior estava por vir.

“Quem nos ensinou a rezar o pai nosso?”. E o menino, uma verdadeira sumidade em catolicismo, lembrando-se do que acontecia na escolinha de futebol, tranquilamente escreveu: “Sr. Helton Macarrãozinho.”

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